sexta-feira, 25 de novembro de 2011

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Dia de Luta contra Aids tem ato e distribuição de preservativos em SP

Encontro reunirá representantes de ONGs na Praça da República às 9h.
Dezoito mil camisinhas serão distribuídas em terminal do Parque D. Pedro II.

 Origem do Dia Mundial de Luta Contra a Aids

 







O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi criado para relembrar o combate à doença e despertar nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção, aumentar a compreensão sobre a síndrome e reforçar a tolerância e a compaixão às pessoas infectadas. Foi a Assembléia Mundial de Saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), que instituiu a data de 1º de dezembro. A decisão foi tomada em outubro de 1987. No Brasil, a data passou a ser comemorada a partir de 1988, por decisão do Ministro da Saúde.
A cada ano, diferentes temas são abordados, destacando importantes questões relacionadas à doença. Em 1990, por exemplo, quando a Aids ainda era mais disseminada entre os homens, o tema foi "A Aids e a Mulher". Em 1997, foi a vez de as crianças infectadas serem lembradas. A importância da família e da união de forças também já foram destacadas como importantes aliados da luta contra a Aids
Representantes de cerca de 120 organizações não-governamentais (ONGs) do estado irão realizar um ato na Praça da República, no Centro de São Paulo, a partir das 9h desta quarta-feira, dia 1º de dezembro,  Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Neste ano, o tema do encontro é "Movimento de AIDS em Defesa da Vida". Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) acreditam que 33,4 milhões de pessoas vivem hoje com o HIV em todo o mundo. Deste total, dois milhões estão na América Latina.
O Brasil registra, por mês, cerca de 35 mil novos casos da doença. Atualmente, segundo dados do Ministério da Saúde, 630 mil pessoas vivem com o HIV. Desde o início do surgimento da doença, em 1980, até junho de 2009, foram feitos 544.846 diagnósticos. Neste período, foram registradas 217.091 mortes em decorrência da doença, segundo dados do Boletim Epidemiológico de 2009.
O ato visa alertar para as conquistas obtidas no tratamento da doença até agora e também para apontar alguns retrocessos das políticas públicas de saúde aos portadores de Aids, como a deficiência na distribuição de remédios e a dificuldade para receber o medicamento.
Além do ato na Praça da República, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo preparou uma série de ações especiais para celebrar o Dia Mundial de Luta contra Aids. A programação prevê a distribuição de 18 mil preservativos, palestras, atividades culturais e a soltura de dois mil balões em frente ao Hospital Estadual Emílio Ribas.
Dezembro - Dia Mundial de Luta contra a AIDS
 
Avaliar e prever o impacto social e econômico do HIV/AIDS é mais difícil do que fazer previsões demográficas. Para começar, a epidemia da AIDS ainda não encerrou seu ciclo em nenhum país. Em segundo lugar, certos impactos do HIV/AIDS, tais como o desespero e a dor, não podem ser medidos facilmente. No entanto, é provável que a morte prematura de tantos adultos provoque escassez de mão-de-obra e sobrecarregue a assistência dos serviços sociais e também aos jovens e crianças, que serão incumbidas de cuidar de seus pais e trazer o sustento à sua família.
Este especial mostra a evolução dessa doença, mutilante em todos os sentidos, a qual, até o momento, parece ainda sem solução
O Início
De acordo com um documento publicado em 1999 no "Cadernos juventude, saúde e desenvolvimento", do Ministério da Saúde, editado pelas profissionais Vera Lopes dos Santos e Cledy Eliana dos Santos, da Unidade de Prevenção da Coordenação Nacional de DST e Aids do Ministério, o primeiro caso de AIDS registrado no mundo foi no início da década de 80. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, contudo, foi descrita em 1981.

Entretanto, segundo Randy Shilts (1987), no dia 12 de dezembro de 1977, morria aos 47 anos, a médica e pesquisadora dinamarquesa, Margrethe P. Rask. Ela havia estado na África, estudando sobre o Ebola e começara a apresentar diversos sintomas estranhos para a sua idade. A autópsia revelou que os pulmões estavam repletos de microorganismos, que ocasionaram um tipo de pneumonia e vieram a asfixia-la. Contudo, a pergunta que pairava era: ninguém morria em função disso, o que estaria acontecendo? Historicamente, talvez esse seja o primeiro caso descrito de morte por decorrência da AIDS.

Os primeiros casos foram reconhecidos nos Estados Unidos, em função de um conjunto de sintomas (Sarcoma de Kaposi e Pneumonia pelo Pneunocistis carinii) em pacientes homossexuais masculinos provenientes de grandes cidades norte-americanas (Nova York, Los Angeles e São Francisco). Embora estes sintomas já fossem conhecidos anteriormente, no seu conjunto apresentavam características próprias: a pneumocistose, por exemplo, ocorria em pacientes com câncer em estágios avançados (foi a doença que atingiu a médica dinamarquesa); já o Sarcoma de Kaposi era bem conhecido entre idosos procedentes da bacia do mediterrâneo. Eles nunca haviam sido observados, até então, ao mesmo tempo, em pacientes homossexuais masculinos sem histórico de outras doenças.

Diante deste quadro, o CDC (Centers for Disease Control and Prevention), o órgão de vigilância epidemiológica norte-americano, passou a estudar a doença e definir o seu perfil clínico e epidemiológico. Como a incidência, no início, era predominantemente entre homossexuais, suspeitou-se que houvesse relação entre a doença e este estilo de vida. No entanto, não tardaram a surgir casos entre heterossexuais e crianças recém-nascidas. Apesar disso, as principais características epidemiológicas continuaram sugerindo que a doença era infecciosa, transmitida por via sexual, vertical e parental.

Descobrindo as Causas
Com o agravamento da disseminação da AIDS, muitos estudos foram iniciados na tentativa de identificar-se o agente etiológico da doença, possivelmente um vírus. Num primeiro momento, os vírus Citomegalovírus, Epstein-Barr e Hepatite B foram os maiores suspeitos. Não demorou para que os cientistas se dessem conta de que se tratava de fato de um vírus novo.

No ano de 1982, pesquisadores do CDC estavam colhendo dados a respeito de nomes de pessoas homossexuais que houvessem mantido relações sexuais entre si, a fim de mapearem aquela doença, até então não compreendida em relação à sua forma de transmissão. Grande parte das pessoas entrevistadas relata haver conhecido um mesmo homem, um comissário de bordo de origem franco-canadense, Getan Dugas. Mais tarde, como escreveu Shilts, este homem passou a ser conhecido como o paciente zero, a partir de quem a doença teria cruzado o oceano atlântico.

Somente em 1984, quando milhares de americanos já haviam contraído a doença, que o retrovírus, considerado agente etiológico da AIDS, foi descoberto. Dois grupos de cientistas reclamaram ter sido o primeiro a descobri-lo, um do Instituto Pasteur de Paris, chefiado pelo Dr. Luc Montangnier e o outro dos Estados Unidos, chefiado pelo Dr. Robert Gallo. O fato é que uma das pesquisadoras do Instituto Pasteur de Paris, Françoise Barre-Sinoussi, conseguiu cultivar um retrovírus em laboratório e enviou o material para o laboratório de Robert Gallo, para que este confirmasse o seu achado, por se tratar de um eminente cientista. Com base neste material, Gallo divulgou a descoberta como se fosse sua, vindo a retratar-se somente no início da década de 90. Gallo é um importante virologista, e já havia identificado outros dois retrovírus, o HTLV – 1 e o HTLV 2 (Human T Leukemia-limphoma vírus type 1 and 2) e, por isso, o agente etiológico da AIDS foi inicialmente conhecido, nos Estados Unidos, como HTLV – 3. Na França, ele foi reconhecido como LAV, associado a linfadenopatia. Depois das disputas da comunidade científica serem devidamente esclarecidas, chegou-se ao consenso de denomina-lo HIV, ou, em português, vírus da imunodeficiência humana.

Em 1985 estava no mercado um teste sorológico de metodologia imunoenzimática, para diagnóstico da infecção pelo HIV que podia ser utilizado para triagem em bancos de sangue. Após um período de conflitos de interesses político-econômicos, esse teste passou a ser usado mundo afora e diminuiu consideravelmente o risco de transmissão transfusional do HIV.

Os Primeiros Medicamentos
Em 1986, foi aprovada pelo órgão norte-americano de controle sobre produtos farmacêuticos FDA (Food and Drug Administration), a primeira droga antiviral, a azidotimidina ou AZT. Este revelou um impacto discreto sobre a mortalidade geral de pacientes infectados pelo HIV.

Em 1994, um novo grupo de drogas para o tratamento da infecção passou a ser estudado, os inibidores da protease. Estas drogas demonstraram potente efeito antiviral isoladamente ou em associação com drogas do grupo do AZT (daí a denominação "coquetel"). Houve diminuição da mortalidade imediata, melhora dos indicadores da imunidade e recuperação de infecções oportunistas. Ocorreu um estado de euforia, chegando-se a falar na cura da AIDS. Entretanto, logo se percebeu que o tratamento combinado (coquetel) não eliminava o vírus do organismo dos pacientes. Some-se a isso também os custos elevados do tratamento, o grande número de comprimidos tomados por dia e os efeitos colaterais dessas drogas. A despeito desses inconvenientes, o coquetel reduziu de forma significativa a mortalidade de pacientes com AIDS.

Atualmente, na área, há duas linhas principais de pesquisa: uma busca uma vacina eficaz, visando imunizar os indivíduos pertencentes a populações sob risco; e outra visando buscar drogas antivirais mais potentes e com menos efeitos colaterais, visando erradicar o vírus do organismo de pacientes infectados. Os resultados com os antivirais têm sido melhores, entretanto dificilmente a AIDS será curada farmacologicamente. As esperanças depositam-se no desenvolvimento de uma vacina eficaz. Infelizmente, até o momento não há relatos promissores sobre vacinas.

Brasil: a História da Prevenção e do Tratamento

Emílio Ribas
No Brasil, os primeiros casos confirmados ocorreram em São Paulo, em 1982. Foi no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, que o primeiro caso de AIDS do país foi atendido. De lá até os dias atuais, cerca de 27.000 pessoas contaminadas pelo vírus já passaram pelo Instituto, de acordo com informações do próprio Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Para atender pacientes de AIDS o Instituto teve que se adequar. Seu laboratório é considerado um dos melhores do serviço público do país no tocante à AIDS e à outras epidemias. Por seu hospital dia passam semanalmente cem pessoas que embora tenham o vírus da AIDS e precisem de cuidados especiais como medicações injetáveis específicas, não precisam de internação. O atendimento prestado pelo Hospital Dia do Emílio Ribas é tido como referência de bom serviço e outros idênticos já foram implantados em vários outros locais.

No entanto, embora as realizações do Instituto tenham sido muitas, alguns entraves parecem intransponíveis para seus próprios profissionais. "Apesar de ter um dos mais bem equipados centros cirúrgicos de São Paulo, o hospital ainda não consegue realizar o parto das gestantes portadoras do vírus da AIDS".

De acordo com informações do Instituto, "0 trabalho operacional gerado pelo doente de AIDS fez com que o Instituto se adequasse. As condições de trabalho se mostraram precárias, o número de funcionários deficiente, e o custo do doente para o Estado quase inviável".

Para se ter uma idéia do volume de trabalho que a AIDS representa para um hospital, um paciente de AIDS internado pode precisar de até dez trocas num dia. "0 trabalho é exaustivo. Além da exaustão o funcionário do Ribas deparou com outro problema: se por um lado a epidemia de meningite foi trabalhosa, o paciente quando atendido rapidamente sobrevivia, o mesmo não acontecia com o doente de AIDS anos atrás. Esta impotência angustiava não só funcionários, mas principalmente aos pacientes", explica o Instituto em seu próprio histórico, do qual a AIDS é um capítulo à parte. Para solucionar parte destes problemas, foi criada a equipe de saúde mental do hospital pelo Dr. George Schulte. "Psicólogos e psiquiatras dão atendimento a familiares, pacientes e funcionários, visando amenizar o sofrimento diante da doença", detalha o documento. 0 trabalho realizado pela psicóloga Ana Baricca, junto às crianças com AIDS na segunda unidade de internação do Instituto conseguiu reconhecimento internacional, orgulha-se o Instituto.

Os números do Instituto de Infectologia Emílio Ribas são mesmo impressionantes. Atende-se 100 pessoas por semana no Hospital Dia, 250 internadas, das quais mais de 60% com AIDS, o que resulta em mais de 8.000 atendimentos/mês dos quais pelo menos 6.500 são para doentes de AIDS. Com estes dados, não impressiona o aumento do quadro funcional: se em 1992 eram 900 funcionários, atualmente são 1.600. Somente entre o corpo médico, saltou-se de 101 médicos em 1992 para 280 em 96. No entanto, denuncia o próprio Instituto, ainda não é suficiente o número de pessoas e muito menos os seus baixos salários, o que provoca uma alta rotatividade. O Instituto calcula que cada paciente internado custa ao Estado cerca de R$ 600,00 por dia e que quando ele precisa de UTI este custo sobe para R$ 1.500,00.

As Fases da Prevenção
"
A AIDS foi, inicialmente, associada de forma estigmatizadora, a grupos de risco", contam as profissionais Vera Lopes dos Santos e Cledy Eliana dos Santos, da Unidade de Prevenção da Coordenação Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, "tais como homossexuais, prostitutas, dependentes químicos e hemofílicos, localizados em grandes centros urbanos". O resultado desta associação foi disseminar a falsa noção de que os que não pertenciam a estes grupos estariam a salvo da AIDS. Além disso, explicam, "reforçou preconceitos e estigmas vigentes contra algumas minorias".

Na análise de Marcelo Sodelli, mestre em psicologia da educação pela PUC/SP com tese sobre a AIDS nas Escolas, com os primeiros casos de AIDS em São Paulo e com o início de um programa estadual de mobilização, inaugurou-se o que ele cita como primeira fase dos projetos de prevenção. Ele ressalta que neste período, mesmo com importantes iniciativas tomadas pela Secretaria do Estado de São Paulo, pode ser observada "uma completa falta de atuação por parte de quase a maioria das autoridades governamentais, principalmente na esfera federal".

Segundo Marcelo, paralelamente à falta de um plano nacional de combate a AIDS, ocorreu a organização de alguns setores da sociedade, propiciando o nascimento das primeiras Organizações Não-Governamentais (ONGs). "Com um papel extremamente importante, estas organizações sempre traziam à luz a discussão sobre a questão do preconceito e da discriminação", expõe Marcelo em sua tese, acrescentando que, com isso, essas organizações também exerceram pressão sobre o Estado, exigindo posicionamentos e soluções diante dos problemas ocasionados com o advento da AIDS.

Desde o início, critica Marcelo, a AIDS foi considerada uma demanda do setor de saúde, designando o Ministério e as Secretarias de Saúde como porta-vozes oficiais do Estado. Isso excluiu a participação dos setores de Educação, que seriam essenciais para a prevenção à AIDS. Um projeto envolvendo a escola no cenário de prevenção à AIDS só aconteceu em 1985, incluindo um treinamento de professores de escolas públicas de 1º e 2º Grau, em São Paulo, e deveria atingir 3.500 alunos. No entanto, ele não teve continuidade a partir do momento em que a sua execução deveria ter sido assumida pela Secretaria de Educação, cita Marcelo, apoiado em declarações do Dr. Paulo. Roberto Teixeira, atualmente Coordenador do Programa de AIDS do Ministério da Saúde.

Inicialmente, conta Marcelo, "as ações públicas no combate à AIDS tinham basicamente a mesma abordagem que era feita em relação aos pacientes de hanseníase, devido à semelhança que essas duas doenças apresentavam, principalmente por causa da discriminação". De acordo com o relato de Marcelo, nesta primeira fase, "as ações preventivas foram incipientes, caracterizando-se por reuniões isoladas, palestras, distribuições de panfletos e utilização da mídia através de reportagens". As ações governamentais, na época, investiam em vigilância epidemiológica e em assistência média, não apresentando um plano sistemático e organizado de prevenção ===============================================================================================       .DEPOIMENTO:
Oliver
21 anos

Meu nome é Oliver, tenho 21 anos, e sou soropositivo há 2 anos. Descobri a doença bem cedo, fazia exames de rotina todo ano, pois tinha relações sexuais sem camisinha em raras vezes e em um desses exames, deu positivo. Me assustei, mas não dramatizei a situação, eu sabia que corria esse risco quando transei sem camisinha e, infelizmente, aconteceu.
Minha família esteve comigo durante todo esse processo e sempre me acompanhou em tudo o que faço.
Os dois anos seguintes foram de acompanhamento com minha médica que sempre me orientou e cuidou para que minha saúde fosse a melhor possível, tomei vacinas contra hepatite, pneumonia, gripe, tudo para evitar ficar doente.
No mês passado, meu CD4 ficou próximo a 200 e resolvemos começar a medicação, e é por isso que estou escrevendo.

Comecei tomando AZT + Efavirenz, ela me alertou sobre os efeitos, e tudo mais e fui para casa começar, no primeiro dia tomando acordei super mal, com dores no corpo, enjôo, dor de cabeça, não conseguia parar de vomitar, horrível mesmo!
Fui parar no hospital para tomar soro, mas não podia falar que estava tomando remédios. Nunca imaginei que pudesse ser tão forte assim os efeitos, mas continuei tomando. Fiquei imprestável, não dava para trabalhar nos dias seguintes e minha médica comentou que deveria passar em algumas semanas. Mas realmente era difícil aguentar tendo que trabalhar e ir para a faculdade. Tomei por 4 dias e no 5º decidi parar, pq não dava para aguentar, avisei minha médica e ela falou que tentaríamos outra combinação. Parando de tomar os remédios me senti melhor, e até receber minha nova combinação de remédios, fui procurar na internet artigos, ou depoimentos de pessoas que tivessem passado por algo do tipo, mas encontrei pouquíssimas informações sobre pessoas que tinham tomado medicamentos e se esses efeitos passavam mesmo... enfim...pensei que a maioria das pessoas que se adequavam aos medicamentos nem escreviam nada depois, só na hora do desespero, porque encontrei cada depoimento que mais me assustou do que acalmou!

Quando recebi minha nova combinação já estava morrendo de nervoso...e medo de tudo voltar, mas combinei com minha médica que eu aguentaria de qualquer jeito pelo menos 15 dias sem parar.... a nova combinação era do mesmo AZT + Kaletra. Tomei a primeira dose e fui durmir morrendo de medo, mas acordei super bem, e no dia seguinte também estava ótimo, pensei...pronto nem acredito que vou me tratar e ainda por cima não sentir nada... mas a alegria durou pouco..
No 3º dia não sei o que houve, começou a dor no corpo, dor de cabeça... falta total de apetite...e por aí vai.. mas não vomitava pelo menos.. aí pedi um atestado e fiquei em casa, já que tinha me proposto a tomar os 15 dias né? Aguentei com muita força os dias que passaram, minha mãe sempre me incentivando a não parar, que tudo passaria, mas eu não sentia passar, às vezes me sentia melhor à noite, mas de manhã acordava muito mal.. os efeitos eram muito aleatórios.
Quando completei 1 semana tomando, acordei melhor, e nos dias seguintes meu apetite voltou e fui melhorando e voltando ao normal. Hoje faz pouco mais de 1 mês que estou tomando os medicamentos, me sinto bem, inclusive estou trabalhando agora e escrevendo aqui. Não vou dizer que estou 100%, me canso fácil, às vezes dá uma dor de cabeça, mas nada comparado ao que passei nos primeiros dias. Faço muuuito sexo ainda (hehehe) com camisinha claro, faço exercícios porque não custa, né? Me alimento normalmente e sigo rigorosamente meus horários e indicações de minha médica. No ano novo bebi e passei muuuito mal, então aconselho a quem estiver começando nem tentar misturar com álcool, porque eu não vou passar nem perto.
Minha intensão com tudo isso é incentivar a galera que está começando agora com os medicamentos a não desistir e tentar lutar, porque afinal ninguém pegou HIV de graça, né?
E dá para viver com ele antes e depois do tratamento.
Abraços a todos
Entre 1980 e 1999, o Ministério da Saúde, através de seu Boletim Epidemiológico, notificou 155.590 casos de Aids, dos quais 13%, ou 20.064, referem-se a pessoas entre 15 e 24 anos. A faixa mais atingida, no entanto, situa-se entre os 25 e 34 anos, com 43,23% dos casos: 67.267. Partindo-se do pressuposto que o portador de HIV pode viver em média 10 anos sem apresentar sintomas, o número de casos que foram contaminados entre os 15 e 24 anos pode ser elevado, sendo primordial que esta faixa etária seja atingida com ações de prevenção, conclui Marcelo.

Entre as tendências mais dramáticas da epidemia, cabe ressaltar o aumento da infecção por mulheres heterossexuais casadas (ou com parceiros fixos) e as populações de baixa renda, afetadas diretamente pela exclusão social, cultural e econômica. Aumentando o número de mulheres infectadas, proporcionalmente aumenta também o número de crianças contaminadas verticalmente (através da gravidez).

A segunda fase das políticas de prevenção abrange o período entre a criação do Programa Nacional de AIDS (02.05.85) até 1990, sendo caracterizada a ação da esfera governamental com uma abordagem pragmática e mais técnica da epidemia. Nesse período, o setor de Saúde tentava envolver outros setores (por exemplo, o Ministério da Educação, do Trabalho e da Justiça) na questão do combate à AIDS (Teixeira, 1997). A intenção era de reunir esforços para o desenvolvimento de políticas nacionais na luta contra a doença. Pretendia-se alertar que a AIDS não deveria ser vista como um problema da área de Saúde, mas uma questão nacional.

Segundo a tese de Marcelo, nesse período, a abordagem preventiva pode ser caracterizada como buscando a prevenção, através do repasse de informação, através de aulas teóricas, palestras e distribuições de panfletos informativos. Há, porém, uma diferença marcante entre esses dois períodos: enquanto no primeiro ainda não existia um corpo teórico sólido em relação aos conhecimentos da virologia e epidemiologia da AIDS, sendo atribuído a esse fato o fracasso desses programas, no segundo período, esse corpo teórico se apresenta muito desenvolvido e sólido. Entretanto, mesmo assim, esse tipo de programa preventivo ainda se mostrava sem sucesso. Na análise do psicólogo, apesar do pragmatismo desse período, as campanhas elaboradas até 1990 tiveram sempre uma intenção não-estigmatizante e solidária para com os afetados.

A terceira fase das respostas políticas à AIDS, segundo o mesmo analista, inicia-se em 1990, de forma contrária às expectativas nacionais, desestruturando o Programa Nacional, comprometendo, entre outras coisas, a própria vigilância sanitária, fragilizando as articulações com os estados, com as ONGs e outras instituições. Nesse período, é vinculada ao movimento uma campanha nacional sob o tema "Se você não se cuidar, a AIDS vai te pegar"; como afirma Teixeira (1997: 63), "retirava toda a esperança das pessoas infectadas e pretendia estimular atitudes e práticas seguras, entre os não-afetados, utilizando a ameaça: a AIDS mata". Denunciando este período da história da prevenção no Brasil, do qual ainda sofremos resquícios, há o depoimento do Padre Júlio Lancellotti, da Casa Vida, que acolhe crianças órfãs e infectadas: "as informações sobre a AIDS vinham às vezes muito pesadas, ou preconceituosas, ou distorcidas, ou marcadas pelo medo, principalmente marcadas pela morte. Tinha um carro parado aqui na porta, onde estava escrito: ‘Aids: essa porra mata!’, e as crianças começaram a ler. Eu não vi nenhuma campanha publicitária que levasse em conta o pensamento infantil", disse, em entrevista exclusiva ao BoaSaúde. Apoiado no Ministério da Saúde, Marcelo afirma que esse tipo de informação não só fracassou em seu objetivo (que era diminuir a transmissão do HIV), como contribuiu negativamente para o fortalecimento de comportamentos preconceituosos em relação ao portador, aumentando também o medo e a angústia das pessoas em relação à AIDS. Foi ainda nessa época que, paradoxalmente, um grande avanço ocorreu: a distribuição gratuita de remédios para os portadores de HIV.

A quarta fase compreende desde 1992 até os dias atuais (1999), com a reorganização do Programa Nacional de AIDS no Ministério da Saúde. Essa fase pode ser entendida como um processo no qual rivalidades e disputas foram deixadas de lado, a fim de intensificar e fortalecer a cooperação de todos que estão na luta contra a AIDS (Parker, 1997). Inicia-se uma negociação do Programa Nacional com o Banco Mundial, a fim de desenvolver um projeto para a prevenção e controle da AIDS. O Programa Nacional passou a ser o principal financiador dos projetos desenvolvidos em todo país. No tocante às abordagens preventivas, afirma Marcelo, esse período apresenta três formas de trabalho: campanhas de redução de danos, campanhas que induzem ao uso do preservativo e campanhas que buscam, através da escolha pessoal e da responsabilidade social, a prevenção da AIDS.

Para o psicólogo, essa abordagem, por suas características e objetivos, exige profissionais altamente capacitados, um longo período de execução, culminando num alto custo financeiro. Por essa última razão, são poucas as instituições que conseguem desenvolver um projeto com essa abordagem. Ainda hoje, para Marcelo, a base dos programas de prevenção a AIDS, apresenta questões políticas, sendo vista como um problema quase exclusivamente da área de saúde

sábado, 22 de outubro de 2011

VHIVENDO COM HIV

PRÓXIMOS EVENTOS

Candidíase

Pergunte a seu médico sobre os seguintes remédios para tratar e prevenir candidíase:


TRATAMENTOS LOCALIZADOS:
  • clotrimazol;
  • nistatina (pastilhas orais; líquidos para bochechar e engolir; óvulos)
  • miconazol
  • terconazol (creme e óvulos vaginais)
TRATAMENTOS SISTÊMICOS PARA CANDIDíASE PERSISTENTE OU QUE SE ESPALHA NO INTERIOR DO ORGANISMO:
cetoconazol (pílulas). 
fluconazol (pílulas).
PARA INFECÇõES POR CÂNDIDA MUITO GRAVES OU RESISTENTES AO TRATAMENTO:
anfotericina B (injeções). Fornecido gratuitamente no Brasil.

O que è candidíase?

A candidíase è o crescimento anormal de um fungo (levedura) chamado cândida, que vive naturalmente no nosso corpo. Quando a cândida se desenvolve de modo anormal na boca, na garganta ou na vagina, torna-se um problema de saúde.
A candidíase é uma manifestação precoce da doença causada pelo HIV e pode chegar a ser uma doença grave. As pessoas com AIDS podem ter candidíase no interior de seu corpo -- na traquéia, no esôfago ou nos pulmões. A localização mais frequente é na boca e na língua. Quando apresentam candidíase como sintoma precoce do HIV, as pessoas devem conversar com um médico sobre o tratamento preventivo da PPC (um tipo de pneumonia relacionado à AIDS), mesmo que sua contagem de células CD4 esteja acima de 200. 

Quais são os sinais de candidíase?

Na boca, a candidíase surge como manchas brancas de aparência cremosa ou pontos vermelhos na língua, no palato (também chamado céu da boca), na gengiva ou na garganta. Pode causar dificuldade ou dor ao engolir e também dor no peito. Outro sintoma da candidíase são as perturbações no estômago e a impressão de que a comida tem um gosto diferente. Seu médico pode verificar se você tem candidíase oral (também chamada "sapinho") pelo exame de sua boca ou garganta. Nos casos mais graves, é preciso uma radiografia ou exame visual do trato digestivo com um aparelho especial.
A candidíase na vagina é chamada também "infecção por fungos" ou monília, e seus sintomas são um corrimento vaginal espesso com aparência de ricota, além de coceira e ardência. Muitas mulheres apresentam infecções por fungos, mas nas mulheres com HIV essas infecções se repetem com freqüência

 Candidíase pode ser tratada?

Se você tiver candidíase na boca ou na garganta, seu médico provavelmente lhe dará uma solução especial para bochechar, um tablete que se dissolve na boca ou um comprimido. Para a candidíase vaginal, ele deve receitar um creme ou óvulo vaginal; se isso não fizer efeito, com certeza você vai tomar um comprimido. Na maioria dos casos, as infecções por cândida desaparecem com o tratamento.

 Pode-se prevenir candidíase?

Os mesmos remédios usados para tratar a candidíase podem ser receitados para preveni-la antes que apareça. No entanto, o uso excessivo desses remédios pode causar uma forma de candidíase resistente ao tratamento. Podem também causar efeitos colaterais, como erupções na pele ou dores de estômago. Alguns dos remédios usados para tratar problemas causados pelo HIV, como prednisona e alguns antibióticos, podem facilitar o aparecimento da candidíase. Você deve conversar com seu médico sobre a conveniência do uso de remédios para prevenir a candidíase.
Algumas mudanças na sua alimentação também podem ajudar a prevenir ou reduzir a candidíase, como diminuir o uso de laticínios e alimentos que contêm levedura ou açúcar. Algumas pessoas descobriram que ingerir grandes quantidades de alho ou pílulas de alho tem um bom efeito. A ingestão de acidófilos em pó ou pílulas também pode ajudar. Consumir iogurte contendo culturas vivas de acidófilos é outra forma de prevenir a candidíase.
Mais Informações: "Guia de Condutas Clínicas em DST/AIDS", do Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde.
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Gabriel
23 anos

Eu tenho uma namorada maravilhosa, ela é tudo na minha vida, estamos namorando há quase 2 anos, a conheci na faculdade e nunca tivemos nenhum tipo de problema, fizemos amor desde o começo sem camisinha e não havíamos feito o teste.
Após uns 5 meses, eu fiz o teste e o resultado deu negativo - continuamos namorando normalmente...
Em novembro do ano de 2003 eu perdi minha cabeça e não dei valor a mulher que tinha ao meu lado. Estava voltando de um bar, muito bêbado e no caminho de volta pra casa peguei um travesti. Paramos num drive-in e ficamos só nos beijos, eu percebi que minha boca estava com algumas feridas, depois ele tentou penetrar e ficou esfregando seu ânus no meu pênis e colocou um pouco, sem camisinha. Logo que percebi que estava quase na metade do meu pênis retirei e ejaculei fora, mas isso foi o suficiente para me deixar muito mal. Passei três meses agonizantes na minha vida, e o pior é que não contei para minha namorada e continuamos fazendo sem camisinha, depois que eu fui cair na real. Enfim, fiz o teste e deu negativo. Foi um alívio pra mim.
Como se não bastasse a lição, um mês depois fui a uma boate com uns amigos e levamos três garotas de programa para o quarto e fizemos todos juntos. Para meu desespero, depois de transar com várias, na última que eu penetrei, a camisinha rompeu e quando eu tirei o pênis parecia que tinha sangue nele, mas como estava lá mesmo, troquei a camisinha sem lavar e ejaculei, fui ao banheiro e estava ardendo muito, urinei e voltamos para casa.
Eu estava quase morrendo, passei mais três meses da minha vida agonizantes e imbecilmente transei com minha namorada sem preservativo, foi o ato que considero mais imbecil da minha vida. Enfim, fiz o teste novamente e quando fui retirar o exame, quase desmaiando, 4 kg a menos, abri o teste e deu negativo novamente. Foi a glória!
Hoje em dia eu dou muito mais valor a minha vida e a relação que tenho com minha namorada, não me exponho mais em situações de risco e penso vinte vezes antes de fazer qualquer coisa que saia do correto.
Acredito que Deus, grande Pai, me deu mais uma chance de viver e aprender com o erro.
Espero que as pessoas que lerão este depoimento possam tirar algum proveito e se cuidem para não fazer uma besteira homérica como eu fiz, pois nem sempre há uma segunda chance.
Às vezes, alguns poucos segundos de gozo, podem tirar seu sossego de anos de vida. Uma simples escorregada é o suficiente para você entrar pelo cano.
Eu aprendi e não repito mais nada que fiz de errado com relação a sexo, meus conceitos mudaram. Não me exponho mais em situações de risco.
Levem a sério o que escrevi e tomem como lição também, afinal, podemos aprender muito com os erros dos outros.
Boa sorte a todos, muita saúde e paz Divina.
Um abraço!                                                                                                                                       -vacinação de soropositivos                                                                                                                              
O soropositivo deve ser avaliado por um médico antes de tomar qualquer vacina para se prevenir de doenças. Se estiverem com a imunidade muito baixa, não devem receber vacinas compostas por bactérias ou vírus vivos. Diversos estudos mostram que a resposta aos organismos invasores é menor em soropositivos com pouca concentração de linfócitos T CD4+, células de defesa do organismo. Por isso, normalmente os soropositivos sintomáticos não têm boa resposta às vacinas. Portanto, na tentativa de obter uma resposta imunológica ideal, todas as vacinas devem ser dadas no curso da infecção pelo HIV, o mais precocemente possível.

Orientações para adultos
  • Vacina contra a bactéria causadora da pneumonia (pneumococo): a resposta é melhor na fase em que as células CD4+ estão acima de 350/mm3.
  • Vacina contra hepatite B: deve ser tomada somente quando indicada pelo médico. Indicações para: usuários de drogas injetáveis, homossexuais sexualmente ativos, prostitutas, homens e mulheres com atividade sexual e doenças sexualmente transmissíveis ou mais de um parceiro sexual nos últimos seis meses e pessoas que vivem na mesma casa ou tiveram contato sexual com portadores da hepatite B.
  • Vacina contra a bactéria causadora da meningite (Haemophilus influenzae tipo b): a resposta é mais eficiente nos estádios precoces da infecção pelo HIV.
  • Vacina contra tétano-difteria: a recomendação geral é de uma dose de reforço a cada 10 anos.
  • Vacina inativada contra o vírus causador da poliomielite: é preferível à vacina oral, no soropositivo e seus comunicantes próximos.
  • Vacina contra a gripe A H1N1 (gripe suína): deve ser tomada somente quando indicada pelo médico.

Orientações para crianças
As crianças menores de um ano, com suspeita de infecção pelo HIV ou com diagnóstico definitivo de infecção pelo HIV devem seguir orientação médica especializada.
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PROTEJA-SE USE CAMISINHA A AIDS NÃO E  BRINCADEIRA!!!BEIJO NA BOCA!
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

VHIVENDO COM HIV



Karlos, 35 anos
Soropositivo há 6 anos
Tudo começou no final de dezembro de 1995, quando saiu, em meu braço, um caroço o qual muito me preocupou. Fui ao médico clínico geral e ele me solicitou um hemograma e o teste anti-HIV.
Como sou homossexual e já estava habituado a fazer o teste anti-HIV, fiquei tranquilo.
Passei no laboratório para saber o preço do teste anti-HIV, pois na época era muito caro, e concluí que eu não teria condições de realizá-lo.
Quando eu estava saindo, a cunhada de uma grande amiga que trabalhava lá me viu e perguntou o que eu estava fazendo ali. Eu expliquei e ela se ofereceu para fazer o teste gratuitamente. Aceitei e no dia seguinte fui fazer o teste. Ela mesma colheu meu sangue e me perguntou se eu tinha medo e eu disse que não.
Então, fiquei aguardando o resultado, pois ela me disse que assim que saísse, ela me ligaria avisando. Mas não foi assim que aconteceu.
Quando ela soube o resultado, contou para a minha amiga e ficou me "enrolando", dizendo que o resultado ainda não havia saído.
Um dia, em meu trabalho, eu estava na minha sala com esta minha amiga, pois trabalhávamos juntos na época, e a cunhada dela ligou pedindo a minha data de nascimento para encaminhar ao Ministério da Saúde (todos os portadores do vírus HIV devem ser notificados ao Ministério). Desconfiei da atitude delas e disse: - Já sei, deu positivo, pode me contar - e ela, chorando muito me disse que sim.
Não gostei da reação delas, isso só me deixou mais confuso, pois me esconderam algo que eu já deveria saber desde o primeiro instante.
Minha primeira reação foi normal, não me assustei, só me preocupei se havia contaminado alguém.
Não contamos nada a ninguém, pois havia muito preconceito. A cunhada da minha amiga indicou-me uma médica infectologista, a qual não gostei e desisti de fazer o tratamento.
Passaram-se dois anos até que eu comecei a perder a resistência, perdi peso e tive uma infecção de ouvido muito forte.
Tive muito medo, pois minha família ainda não sabia e eu temia a atitude deles. Fiquei três dias sofrendo muito e eles insistiam para eu ir ao médico, mas eu não queria ir. Até que já não suportando mais, contei a eles o que eu realmente tinha, foi um choro só, mas todos me apoiaram, assim fiquei mais corajoso para ir ao médico.
Fui para o hospital e chegando lá, o médico de plantão que me atendeu era infectologista, portanto, cai nas mãos certas.
Fiquei internado três dias e fui, aos poucos, me recuperando, até que voltei ao consultório deste médico infecto, que por sinal, é muito bem conceituado, para saber como seria o tratamento, comecei a tomar os medicamentos e fui me recuperando.
Só tive efeitos colaterais no início, até me acostumar, depois não tive mais nada.
Hoje estou bem, peso 65 kg., meu cabelo diminuiu um pouco, mas não me importo. Estou muito bem, vivo muito bem com minha família, nunca mais fiquei internado, não tive nenhuma doença oportunista e meu CD4 e minha carga viral estão ótimos.
Vivo normalmente como qualquer outra pessoa. Dia 23 de dezembro agora fará 6 anos que descobri ser soropositivo, não sei ao certo há quanto tempo eu estava com o vírus e nem quem me contaminou, mas isto não importa, o importante é que estou bem e vivo muito feliz, graças a Deus.
No ano que vem, vou fazer parte de um grupo de apoio e sei que na verdade superei não por força minha, mas sim a de Deus, que sempre tem me ajudado.

Foi um prazer deixar aqui minha história e espero poder ajudar alguém que esteja desanimado.
Que Deus os abençoe.

Câmara aprova pena de prisão para quem discriminar doentes de aids

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira 19 de outubro, o Projeto de Lei 6124/05, do Senado, que define como crime, sujeito a reclusão  de um a quatro anos e multa, a discriminação dos portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e dos doentes de aids. Devido a mudanças feitas pela Câmara, o texto retorna para nova análise do Senado.
Entre as situações que podem ensejar o enquadramento como crime estão a de negar emprego ou trabalho; segregar a pessoa no ambiente escolar ou de trabalho; recusar ou retardar atendimento de saúde ou divulgar sua condição de portador do vírus HIV ou de doente de aids com o objetivo de ofender sua dignidade.
Outras situações que podem ser classificadas como crime são as de recusar, atrasar, cancelar ou segregar a inscrição de aluno em creche ou estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado. A pessoa também não poderá ser impedida de permanecer como aluna.
Demissão polêmica
Antes da votação, os partidos de oposição e deputados de partidos da base governista não concordaram em analisar o substitutivo da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), aprovado em 2009. Os líderes decidiram votar o texto original do Senado com a aprovação de um destaque que excluiu do texto a possibilidade de enquadrar como crime a exoneração ou demissão de cargo ou emprego em razão da condição de portador do vírus.
Os defensores do destaque argumentaram que é muito difícil para o empregador provar que estaria demitindo um empregado devido a outros fatores – ligados ao seu desempenho profissional, por exemplo – e não por ter aids. Atualmente, a Lei 7.716/89 já pune a discriminação por raça, cor, etnia, religião e procedência nacional.
Veja tramitação e íntegra da PL-6124/2005 no site da Cãmara dos Deputados.
* A matéria foi publicada originalmente na Agência Câmara de Notícias.

Dúvidas frequentes

HIV e aids

Atualmente, ainda há a distinção entre grupo de risco e grupo de não risco?
Essa distinção não existe mais. No começo da epidemia, pelo fato da aids atingir, principalmente, os homens homossexuais, os usuários de drogas injetáveis e os hemofílicos, eles eram, à época, considerados grupos de risco. Atualmente, fala-se em comportamento de risco e não mais em grupo de risco, pois o vírus passou a se espalhar de forma geral, não mais se concentrando apenas nesses grupos específicos. Por exemplo, o número de heterossexuais infectados por HIV tem aumentado proporcionalmente com a epidemia nos últimos anos, principalmente entre mulheres.
O que se considera um comportamento de risco, que possa vir a ocasionar uma infecção pelo vírus da aids (HIV)?
Relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada sem o uso de preservativos; compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis; reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.
Qual o tempo de sobrevida de um indivíduo portador do HIV?
Até o começo da década de 1990, a aids era considerada uma doença que levava à morte em um prazo relativamente curto. Porém, com o surgimento do coquetel (combinação de medicamentos responsáveis pelo atual tratamento de pacientes HIV positivo) as pessoas infectadas passaram a viver mais. Esse coquetel é capaz de manter a carga viral do sangue baixa, o que diminui os danos causados pelo HIV no organismo e aumenta o tempo de vida da pessoa infectada.
O tempo de sobrevida (ou seja, os anos de vida pós-infecção) é indefinido e varia de indivíduo para indivíduo. Por exemplo, algumas pessoas começaram a usar o coquetel em meados dos anos noventa e ainda hoje gozam de boa saúde. Outras apresentam complicações mais cedo e têm reações adversas aos medicamentos. Há, ainda, casos de pessoas que, mesmo com os remédios, têm infecções oportunistas (infecções que se instalam, aproveitando-se de um momento de fragilidade do sistema de defesa do corpo, o sistema imunológico).
Quanto tempo o HIV sobrevive em ambiente externo?
O vírus da aids é bastante sensível ao meio externo. Estima-se que ele possa viver em torno de uma hora fora do organismo humano. Graças a uma variedade de agentes físicos (calor, por exemplo) e químicos (água sanitária, glutaraldeído, álcool, água oxigenada) pode tornar-se inativo rapidamente.

Doenças sexualmente transmissíveis

- As chances de se contrair uma DST através do sexo oral são menores do que sexo com penetração?
O fato é que nenhuma das relações sexuais sem proteção é isenta de risco - algumas DST têm maior risco que outras. A transmissão da doença depende da integridade das mucosas das cavidades oral ou vaginal. Independente da forma praticada, o sexo deve ser feito sempre com camisinha.
- Toda ferida ou corrimento genital é uma DST?
Não necessariamente. Além das doenças sexualmente transmissíveis, existem outras causas para úlceras ou corrimentos genitais. Entretanto, a única forma de saber o diagnóstico correto é procurar um serviço de saúde.
- É possível estar com uma DST e não apresentar sintomas?
Sim. Muitas pessoas podem se infectar com alguma DST e não ter reações do organismo durante semanas, até anos. Dessa forma, a única maneira de se prevenir efetivamente é usar a camisinha em todas as relações sexuais e procurar regularmente o serviço de saúde para realizar os exames de rotina. Caso haja alguma exposição de risco (por exemplo, relação sem camisinha), é preciso procurar um profissional de saúde para receber o atendimento adequado. 
- Onde se deve ir para fazer o tratamento de outras DST que não a aids?
Deve-se procurar qualquer serviço de saúde disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
- Que período de tempo é necessário esperar para se fazer a identificação de um possível caso de sífilis?
Os primeiros sintomas da sífilis são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas, que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mas, mesmo sem sintomas, a doença pode ser diagnosticada por meio de um exame de sangue. 
- Sífilis tem cura?
Sim. A sífilis é uma doença de tratamento simples que deve ser indicado por um profissional de saúde. 
- Quais as providências a serem tomadas em caso de suspeita de infecção por alguma Doença Sexualmente Transmissível?
Na presença de qualquer sinal ou sintoma de possível DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. 
- Quais os sintomas do condiloma acuminado (HPV)?
A doença se manifesta por verrugas nos órgãos genitais com aspecto de couve-flor e tamanhos variáveis. È importante procurar um profissional de saúde, pois só ele pode indicar o melhor tratamento para cada caso. 
- Preciso de tratamento para HPV muito no início, porém, não tenho condições financeiras e tenho medo de que ele possa se tornar um verdadeiro e grande problema. Onde posso me tratar?
Diante da afirmativa do diagnóstico  de HPV, o tratamento deverá ser instituído no momento da consulta, todo o serviço público de saúde (Unidade Básica de Saúde), poderá avaliar qual tratamento a depender da fase clínica do HPV.
Ligue para o Dique Saúde (0800 61 1997) e informe-se sobre a localização da Unidade mais próxima da sua casa.
- A vacina contra o HPV está disponível no SUS?
Um comitê de Acompanhamento da Vacina, formado por representantes de diversas instituições ligadas à Saúde, avalia, periodicamente, se é oportuno recomendar a vacinação em larga escala no país. Até o momento, o comitê decidiu pela não incorporação da vacina contra o HPV no SUS.

Prevenção

Que cuidados devem ser tomados para garantir que a camisinha masculina seja usada corretamente?
Abrir a embalagem com cuidado - nunca com os dentes ou outros objetos que possam danificá-la. Colocar a camisinha somente quando o pênis estiver ereto. Apertar a ponta da camisinha para retirar todo o ar e depois desenrolar a camisinha até a base do pênis. Se for preciso usar lubrificantes, usar somente aqueles à base de água, evitando vaselina e outros lubrificantes à base de óleo que podem romper o látex. Após a ejaculação, retirar a camisinha com o pênis ainda ereto, fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze de dentro da camisinha. Dar um nó no meio da camisinha para depois jogá-la no lixo. Nunca usar a camisinha mais de uma vez. Utilizar somente um preservativo por vez, já que preservativos sobrepostos podem se romper com o atrito.
Além desses cuidados, também é preciso certificar-se de que o produto contenha a identificação completa do fabricante ou do importador. Observe as informações sobre o número do lote e a data de validade e verifique se a embalagem do preservativo traz o símbolo de certificação do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia), que atesta a qualidade do produto. Não utilize preservativos que estão guardados há muito tempo em locais abafados, como bolsos de calça, carteiras ou porta-luvas de carro, pois ficam mais sujeitos ao rompimento.
Por que, em algumas situações, o preservativo estoura durante o ato sexual?
Quanto à possibilidade de o preservativo estourar durante o ato sexual, pesquisas sustentam que os rompimentos devem-se muito mais ao uso incorreto do preservativo que por falha estrutural do produto em si.
O que fazer quando a camisinha estoura?
Sabe-se que a transmissão sexual do HIV está relacionada ao contato da mucosa do pênis com as secreções sexuais e o risco de infecção varia de acordo com diversos fatores, incluindo o tempo de exposição, a quantidade de secreção, a carga viral do parceiro infectado, a presença de outra doença sexualmente transmissível, entre outras causas. Sabendo disso, se a camisinha se rompe durante o ato sexual e há alguma possibilidade de infecção, ainda que pequena (como, por exemplo, parceiro de sorologia desconhecida), deve-se fazer o teste após 30 dias para que a dúvida seja esclarecida.
A ruptura da camisinha implica risco real de infecção pelo HIV. Independentemente do sexo do parceiro, o certo é interromper a relação, realizar uma higienização e iniciar o ato sexual novamente com um novo preservativo. A higiene dos genitais deve ser feita da forma habitual (água e sabão), sendo desnecessário o uso de substâncias químicas, que podem inclusive ferir pele e mucosas, aumentando o risco de contágio pela quebra de barreiras naturais de proteção ao vírus. A presença de lesão nas mucosas genitais, caso signifique uma doença sexualmente transmissível, como a gonorreia, implica um risco adicional, pois a possibilidade de aquisição da aids aumenta. Na relação anal, mesmo quando heterossexual, o risco é maior, pois a mucosa anal é mais frágil que a vaginal.
A camisinha é mesmo impermeável ao vírus da aids?
A impermeabilidade dos preservativos é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Em um estudo realizado nos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, esticou-se o látex do preservativo, ampliando-o 2 mil vezes ao microscópio eletrônico, e não foi encontrado nenhum poro. Outro estudo examinou as 40 marcas de camisinha mais utilizadas em todo o mundo, ampliando-as 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhuma apresentou poros. Por causa disso, é possível afirmar que a camisinha é impermeável tanto ao vírus da aids quanto às doenças sexualmente transmissíveis.
Qual o procedimento adequado para uma gestante soropositiva?
Iniciar o pré-natal tão logo perceba que está grávida. Começar a terapia antirretroviral segundo as orientações do médico e do serviço de referência para pessoas que convivem com o HIV/aids. Fazer os exames para avaliação de sua imunidade (exame de CD4) e da quantidade de vírus (carga viral) em circulação em seu organismo. Submeter-se ao tipo de parto mais adequado segundo as recomendações do Ministério da Saúde. Receber o inibidor de lactação e a fórmula infantil para sua criança.
--------------------------------------------------------------------É BOM SER CAMPEÃO NOS ESPORTES. MAS DEVEMOS SERMOS CAMPEÕES DE VERDADE NO COMBATE A AIDS!!!!!!CAMISINHA SEMPRE!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011


Cristina
 
Olá, meu nome é Cristina, tenho 20 anos e sou soronegativa.
Depois de ler alguns depoimentos gostaria de compartilhar com vocês minha experiência.
Tudo começou no final do ano passado (2007) quando apareceu no meu namorado umas feridinhas na região genital, ele ficou preocupado e depois de algum tempo resolveu ir ao médico.
No hospital pediram exames de dst inclusive o de hiv. Até então não estava nem ligando para os exames, mas quando ele foi buscar os exames e a enfermeria disse que ele teria que repertir, comecei a ficar preocupada.
Decorridos mais 10 dias veio a confirmação. O resultado dele deu reagente.
Quando cheguei do trabalho, ele veio ao meu encontro, me abraçou e desabou em lágrimas e disse que tinha dado positivo, fiquei atordoada, mil coisas passaram pela minha cabeça, não sabia se o consolava ou se me preocupava, pois afinal a chance de eu estar  contaminada era grande, visto que nós transávamos sem preservativo há quase um ano.
Então, fui ao hospital para fazer o meu exame mas na certeza de que também daria positivo, nesse intervalo de 10 dias que antecede o resultado fiquei completamente perturbada, só pensava que minha vida tinha acabado.
Porém no dia do resultado veio o milagre da minha vida: o exame deu negativo, ou não-reagente, quando contei a ele, ele ficou mudo, percebi no seu olhar que ele não tinha ficado feliz porque tinha medo que eu o deixasse.
Desde então minha vida mudou completamente, mesmo com a garantia do médico de que não há possibilidade de eu estar com  o hiv, todos os dias penso que posso fazer um novo exame e dar positivo.
Mas o motivo desse meu depoimento é que não sei como reagir nessa situação. Ao mesmo tempo que quero ajudá-lo porque o amo muito, penso que um dia ele vai me deixar (essa hipótese acaba com a confiança pois sei que um dia ele vai ficar doente e não sei se serei capaz de agüentar essa situação).

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  • Foi bom para você

    Bastidores de ensaios de conformidade de PRESERVATIVOS mostram que é grande a proteção à saúde do consumidor
    Resistência à pressão e ao volume, verificação de orifícios, comprimento, largura, espessura. Esses são os principais ensaios pelos quais passam os PRESERVATIVOS antes de chegar às prateleiras das farmácias e, em seguida, às carteiras e bolsas dos consumidores, para garantir não só a qualidade do produto, mas a saúde de quem faz uso dele.
    Desde 1995 a CAMISINHA tem certificação compulsória pelo Inmetro. De lá para cada, os índices de não conformidade - próximos de 100% no início da década de 90, antes da implantação do programa - vêm caindo de forma tão contundente que nos últimos seis meses chegaram a zero. Ou seja, não foi encontrado, em fiscalizações e testes, nada que pudesse colocar o usuário em risco.
    - A certificação é uma evidência de que o PRESERVATIVO é seguro. Nos últimos três anos, as falhas que encontramos nas fiscalizações e ensaios são relacionadas à falta de informações na rotulagem, e mesmo estas já foram regularizadas - afirma Marcelo Monteiro, gerente da Divisão de Fiscalização e Verificação da Conformidade do Inmetro.
    Para cada lote de PRESERVATIVOS fabricado ou importado pelo Brasil, são feitos 1.100 testes, segundo Janaína Dallas Fonseca da Silva, tecnologista e responsável técnica do laboratório onde são realizados os ensaios, no Instituto Nacional de Tecnologia (INT). São comercializadas, no país, 4.200 marcas de camisinhas certificadas, não só pelo INT, mas por outros laboratórios acreditados pelo Inmetro.
    Os ensaios realizados nos PRESERVATIVOS apresentados nesta terceira reportagem da série sobre os bastidores do Inmetro garantem ao produto uma certificação de saúde. Não por acaso, o programa está ligado ao Ministério da Saúde. O uso de PRESERVATIVO é considerado tão estratégico para a proteção dos cidadãos contra doenças sexualmente transmissíveis, especialmente a AIDS, que o governo federal tem hoje uma fábrica do produto, em Xapuri, no Acre, a Natex. Lá são produzidas cem milhões de camisinhas por ano, número que deve dobrar até 2015, mas ainda muito aquém do volume distribuído gratuitamente pela rede pública: 1,2 bilhão de unidades.
    Escolha do produto adequado garante a segurança do usuário
    O produto está garantido pelo selo, mas a segurança do usuário dependerá do uso adequado do PRESERVATIVO, destaca Ellen Zita, assessora técnica do DEPARTAMENTO DE DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde:
    - Usar PRESERVATIVO em todas as relações sexuais é questão de educação. E isso ainda não é a realidade. Uma vez que se deixe de usar é o suficiente para transmissão do HIV. É preciso adotar o uso do PRESERVATIVO como qualidade de vida. É preciso educar para que os jovens iniciem sua vida sexual usando-o. O mais difícil é trabalhar com quem iniciou sua vida sexual nos anos 60, em meio à liberação sexual e o uso de anticoncepcional. Tanto é que o número de pessoas com AIDS na faixa de 70, 80 anos vem crescendo.
    Na última Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira do Ministério da Saúde, de 2008, o percentual de jovens de 15 a 24 anos que declarou usar PRESERVATIVO em todas as relações nos últimos 12 meses era de 32,6%. Na faixa de 50 a 64 anos esse percentual caiu a 10,5%.
    Ellen ressalta ainda que é preciso saber qual o PRESERVATIVO mais adequado. Isso porque, explica, a escolha errada da largura da CAMISINHA é responsável pelos dois problemas mais frequentes relativos a mau uso: estouro e falta de aderência.
    - Nas embalagens é informada uma largura nominal, que, fique claro, não é tamanho. Um adolescente, por exemplo, não pode usar um PRESERVATIVO com largura de 52mm, pois pode escorregar. Da mesma forma, o uso de uma largura menor que a adequada pode levar a estouro. O PRESERVATIVO deve ser visto como um acessório que se deveria experimentar antes de usar para ver qual o mais adequado, o de 49, 52 ou 55 milímetros de largura - diz Ellen.
    Também é importante, lembra ela, guardar corretamente o PRESERVATIVO:
    - Ao guardar no bolso e na carteira, é preciso verificar se a embalagem está danificada antes do uso. A exposição ao sol também pode degradar o PRESERVATIVO.
    José Edson Ferreira, agente fiscalizador do Instituto de Pesos e Medidas do Rio (Ipem-RJ), ensina o que se deve verificar, a exemplo do que é feito na fiscalização, na hora de comprar:
    - Primeiro, se há o selo do Inmetro na embalagem, depois as instruções de uso e, por fim, a validade.

    Por que usar a camisinha


    A camisinha é o método mais eficaz para se prevenir contra muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a aids, alguns tipos de hepatites e a sífilis, por exemplo. Além disso, evita uma gravidez não planejada. Por isso, use camisinha sempre.
    Mas o preservativo não deve ser uma opção somente para quem não se infectou com o HIV. Além de evitar a transmissão de outras doenças, que podem prejudicar ainda mais o sistema imunológico, previne contra a reinfecção pelo vírus causador da aids, o que pode agravar ainda mais a saúde da pessoa.
    Guardar e manusear a camisinha é muito fácil. Treine antes, assim você não erra na hora. Nas preliminares, colocar a camisinha no(a) parceiro(a) pode se tornar um momento prazeroso. Só é preciso seguir o modo correto de uso. Mas atenção: nunca use duas camisinhas ao mesmo tempo. Aí sim, ela pode se romper ou estourar.
    A camisinha é impermeável
    A impermeabilidade é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos esticaram e ampliaram 2 mil vezes o látex do preservativo masculino (utilizando-se de microscópio eletrônico) e não foi encontrado nenhum poro. Em outro estudo, foram examinadas as 40 marcas de camisinha mais utilizadas em todo o mundo. A borracha foi ampliada 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhum exemplar apresentou poros.
    Em 1992, cientistas usaram microesferas semelhantes ao HIV em concentração 100 vezes maior que a quantidade encontrada no sêmen. Os resultados demonstraram que, mesmo nos casos em que a resistência dos preservativos mostrou-se menor, os vazamentos foram inferiores a 0,01% do volume total. Ou seja, mesmo nas piores condições, os preservativos oferecem 10 mil vezes mais proteção contra o vírus da aids do que a sua não utilização.
    Onde pegar
    O preservativo masculino é distribuído gratuitamente em toda a rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar, ligue para o Disque Saúde (0800 61 1997). Também é possível pegar camisinha em algumas escolas parceiras do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas.
    Você sabia...
    Que o preservativo começou a ser distribuído pelo Ministério da Saúde em 1994?
    Como é feita a distribuição
    A compra da maior parte de preservativos e géis lubrificantes disponíveis é feita pelo Ministério da Saúde. Aos governos estaduais e municipais cabe a compra e distribuição de, no mínimo, 10% do total de preservativos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e de 20% nas regiões Sudeste e Sul.
    Após a aquisição, os chamados insumos de prevenção saem do Almoxarifado Central do Ministério da Saúde, do Almoxarifado Auxiliar de São Paulo e da Fábrica de Preservativos Natex e seguem para os almoxarifados centrais dos estados e das capitais.
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    Rio cria primeiro programa estadual de vacinação contra HPV

    O Rio pode se tornar o primeiro estado a oferecer a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), responsável por alguns tipos de câncer, como o de colo do útero e de pênis. Foi publicada em Diário Oficial, ontem, lei que estabelece a criação de um programa estadual de vacinação contra o HPV, mas sem esclarecer qual será o público alvo, o tipo de vacina ou a data para o início da imunização.
    "Fizemos uma lei bem ampla para que a secretaria possa se organizar. A ideia é começar com uma campanha de conscientização, porque não adianta comprar a vacina e as pessoas não aparecerem no posto", disse o deputado Bernardo Rossi (PMDB), coautor da lei. A Secretaria da Saúde se limitou a informar que a lei ainda será regulamentada pelo Poder Executivo.
    A vacina contra o HPV é oferecida na rede pública em alguns municípios, como Itu (SP), Campos dos Goytacazes (RJ) e São Francisco do Conde (BA), mas é a primeira vez que um Estado anuncia a vacinação em todo o seu território.
    Para a infectologista Isabella Ballallai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, seção Rio (SBI-RJ), a falta de definições na lei é preocupante. "Quando Campos anunciou a vacina, ela já havia sido comprada, a estratégia estava definida. É complicado criar expectativa na população. Não se implanta vacina por lei, é preciso traçar uma estratégia, estabelecer o custo-benefício", afirmou.
    Ela estranhou o fato de a lei prever um "calendário anual de vacinação". "A vacina de HPV é uma vacina de rotina, que deve ser tomada em três doses num prazo de seis meses. Não é vacina de campanha anual".
    O infectologista Mauro Romero, coordenador do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Universidade Federal Fluminense, aprovou o anúncio. "Não é uma medida isolada no mundo. Outros países já oferecem a vacina na rede pública", disse.
    Em 2008, parecer do grupo de trabalho do Ministério da Saúde recomendava a não incorporação da vacina em território nacional. Naquele momento, custaria R$ 1,85 bilhão vacinar meninas de 11 e 12 anos, enquanto o orçamento do Programa Nacional de Imunização era de R$ 750 milhões por ano. O grupo recomendou ações como exames preventivos e uso de preservativos.
    Reportagem publicada originalmente no jornal O Estado de S. Paulo.

    Médico que descobriu o HIV visita unidade que trata 2.500 soropositivos

    No ultimo 25 de maio, o médico codescobridor do HIV, Willy Rozenbaum, visitou a Unidade Mista de Saúde da EQS 508/509 sul. O estabelecimento faz acompanhamento de cerca de 2.500 pacientes com HIV/aids. São 27 gestantes com HIV, 85 crianças e 3.465 pessoas que se consultam e retiram antirretrovirais no estabelecimento - 80% dos pacientes são do Distrito Federal e 20% de Goiás.
    A enfermeira Leonor de Lannoy explicou que devido a unidade ter fácil acesso via transporte público, muitas pessoas preferem ser atendidas no local para não sofrerem discriminação. A instituição pertencente ao governo do Distrito Federal fornece antirretrovirais inclusive para pacientes da rede privada. Dados apontam que 97% dos pacientes vão à unidade regulamente para pegar medicamentos antirretrovirais. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------                                                                                                      Superação

    Podemos passar inúmeras dificuldades, e ter de batalhar muito para alcançar certos objetivos e, ainda assim, morrermos na praia.
    Podemos deixarmo-nos consumir pelo trabalho, e perder noites de sono ou deixar de passar finais de semana com a família apenas por que temos extrema necessidade de conseguir recursos para mantermos uma vida digna, ou amargarmos um período obscuro de desemprego.
    Podemos assistir a injustiça bater à nossa porta e perceber, infelizmente, que em algumas ocasiões não há absolutamente nada a fazer.
    Podemos chorar com o coração partido a perda da pessoa amada ou de um ente querido.
    Podemos, por tanta coisa negativa que aconteça, julgarmos que tudo sempre dar errado conosco e maldizermos nossa sorte.
    Depois de tudo isto até podemos deixar passar pela cabeça a estúpida idéia de fazer uma grande besteira consigo mesmo, desde que seja exatamente assim:que tal idéia passe – e nunca mais volte, por que a Vida é Superação!
    Nós não nascemos andando, não nascemos falando, nem pensando tanta bobagem - e o que não podemos em hipótese alguma é perdermos o ânimo, o espírito, e nossa capacidade de amar, de se superar e de viver!
    Augusto Branco
    E não se esqueçam sexo seguro só com camisinha!!!Beijo na boca!!!