sexta-feira, 21 de outubro de 2011

VHIVENDO COM HIV



Karlos, 35 anos
Soropositivo há 6 anos
Tudo começou no final de dezembro de 1995, quando saiu, em meu braço, um caroço o qual muito me preocupou. Fui ao médico clínico geral e ele me solicitou um hemograma e o teste anti-HIV.
Como sou homossexual e já estava habituado a fazer o teste anti-HIV, fiquei tranquilo.
Passei no laboratório para saber o preço do teste anti-HIV, pois na época era muito caro, e concluí que eu não teria condições de realizá-lo.
Quando eu estava saindo, a cunhada de uma grande amiga que trabalhava lá me viu e perguntou o que eu estava fazendo ali. Eu expliquei e ela se ofereceu para fazer o teste gratuitamente. Aceitei e no dia seguinte fui fazer o teste. Ela mesma colheu meu sangue e me perguntou se eu tinha medo e eu disse que não.
Então, fiquei aguardando o resultado, pois ela me disse que assim que saísse, ela me ligaria avisando. Mas não foi assim que aconteceu.
Quando ela soube o resultado, contou para a minha amiga e ficou me "enrolando", dizendo que o resultado ainda não havia saído.
Um dia, em meu trabalho, eu estava na minha sala com esta minha amiga, pois trabalhávamos juntos na época, e a cunhada dela ligou pedindo a minha data de nascimento para encaminhar ao Ministério da Saúde (todos os portadores do vírus HIV devem ser notificados ao Ministério). Desconfiei da atitude delas e disse: - Já sei, deu positivo, pode me contar - e ela, chorando muito me disse que sim.
Não gostei da reação delas, isso só me deixou mais confuso, pois me esconderam algo que eu já deveria saber desde o primeiro instante.
Minha primeira reação foi normal, não me assustei, só me preocupei se havia contaminado alguém.
Não contamos nada a ninguém, pois havia muito preconceito. A cunhada da minha amiga indicou-me uma médica infectologista, a qual não gostei e desisti de fazer o tratamento.
Passaram-se dois anos até que eu comecei a perder a resistência, perdi peso e tive uma infecção de ouvido muito forte.
Tive muito medo, pois minha família ainda não sabia e eu temia a atitude deles. Fiquei três dias sofrendo muito e eles insistiam para eu ir ao médico, mas eu não queria ir. Até que já não suportando mais, contei a eles o que eu realmente tinha, foi um choro só, mas todos me apoiaram, assim fiquei mais corajoso para ir ao médico.
Fui para o hospital e chegando lá, o médico de plantão que me atendeu era infectologista, portanto, cai nas mãos certas.
Fiquei internado três dias e fui, aos poucos, me recuperando, até que voltei ao consultório deste médico infecto, que por sinal, é muito bem conceituado, para saber como seria o tratamento, comecei a tomar os medicamentos e fui me recuperando.
Só tive efeitos colaterais no início, até me acostumar, depois não tive mais nada.
Hoje estou bem, peso 65 kg., meu cabelo diminuiu um pouco, mas não me importo. Estou muito bem, vivo muito bem com minha família, nunca mais fiquei internado, não tive nenhuma doença oportunista e meu CD4 e minha carga viral estão ótimos.
Vivo normalmente como qualquer outra pessoa. Dia 23 de dezembro agora fará 6 anos que descobri ser soropositivo, não sei ao certo há quanto tempo eu estava com o vírus e nem quem me contaminou, mas isto não importa, o importante é que estou bem e vivo muito feliz, graças a Deus.
No ano que vem, vou fazer parte de um grupo de apoio e sei que na verdade superei não por força minha, mas sim a de Deus, que sempre tem me ajudado.

Foi um prazer deixar aqui minha história e espero poder ajudar alguém que esteja desanimado.
Que Deus os abençoe.

Câmara aprova pena de prisão para quem discriminar doentes de aids

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira 19 de outubro, o Projeto de Lei 6124/05, do Senado, que define como crime, sujeito a reclusão  de um a quatro anos e multa, a discriminação dos portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e dos doentes de aids. Devido a mudanças feitas pela Câmara, o texto retorna para nova análise do Senado.
Entre as situações que podem ensejar o enquadramento como crime estão a de negar emprego ou trabalho; segregar a pessoa no ambiente escolar ou de trabalho; recusar ou retardar atendimento de saúde ou divulgar sua condição de portador do vírus HIV ou de doente de aids com o objetivo de ofender sua dignidade.
Outras situações que podem ser classificadas como crime são as de recusar, atrasar, cancelar ou segregar a inscrição de aluno em creche ou estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado. A pessoa também não poderá ser impedida de permanecer como aluna.
Demissão polêmica
Antes da votação, os partidos de oposição e deputados de partidos da base governista não concordaram em analisar o substitutivo da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), aprovado em 2009. Os líderes decidiram votar o texto original do Senado com a aprovação de um destaque que excluiu do texto a possibilidade de enquadrar como crime a exoneração ou demissão de cargo ou emprego em razão da condição de portador do vírus.
Os defensores do destaque argumentaram que é muito difícil para o empregador provar que estaria demitindo um empregado devido a outros fatores – ligados ao seu desempenho profissional, por exemplo – e não por ter aids. Atualmente, a Lei 7.716/89 já pune a discriminação por raça, cor, etnia, religião e procedência nacional.
Veja tramitação e íntegra da PL-6124/2005 no site da Cãmara dos Deputados.
* A matéria foi publicada originalmente na Agência Câmara de Notícias.

Dúvidas frequentes

HIV e aids

Atualmente, ainda há a distinção entre grupo de risco e grupo de não risco?
Essa distinção não existe mais. No começo da epidemia, pelo fato da aids atingir, principalmente, os homens homossexuais, os usuários de drogas injetáveis e os hemofílicos, eles eram, à época, considerados grupos de risco. Atualmente, fala-se em comportamento de risco e não mais em grupo de risco, pois o vírus passou a se espalhar de forma geral, não mais se concentrando apenas nesses grupos específicos. Por exemplo, o número de heterossexuais infectados por HIV tem aumentado proporcionalmente com a epidemia nos últimos anos, principalmente entre mulheres.
O que se considera um comportamento de risco, que possa vir a ocasionar uma infecção pelo vírus da aids (HIV)?
Relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada sem o uso de preservativos; compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis; reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.
Qual o tempo de sobrevida de um indivíduo portador do HIV?
Até o começo da década de 1990, a aids era considerada uma doença que levava à morte em um prazo relativamente curto. Porém, com o surgimento do coquetel (combinação de medicamentos responsáveis pelo atual tratamento de pacientes HIV positivo) as pessoas infectadas passaram a viver mais. Esse coquetel é capaz de manter a carga viral do sangue baixa, o que diminui os danos causados pelo HIV no organismo e aumenta o tempo de vida da pessoa infectada.
O tempo de sobrevida (ou seja, os anos de vida pós-infecção) é indefinido e varia de indivíduo para indivíduo. Por exemplo, algumas pessoas começaram a usar o coquetel em meados dos anos noventa e ainda hoje gozam de boa saúde. Outras apresentam complicações mais cedo e têm reações adversas aos medicamentos. Há, ainda, casos de pessoas que, mesmo com os remédios, têm infecções oportunistas (infecções que se instalam, aproveitando-se de um momento de fragilidade do sistema de defesa do corpo, o sistema imunológico).
Quanto tempo o HIV sobrevive em ambiente externo?
O vírus da aids é bastante sensível ao meio externo. Estima-se que ele possa viver em torno de uma hora fora do organismo humano. Graças a uma variedade de agentes físicos (calor, por exemplo) e químicos (água sanitária, glutaraldeído, álcool, água oxigenada) pode tornar-se inativo rapidamente.

Doenças sexualmente transmissíveis

- As chances de se contrair uma DST através do sexo oral são menores do que sexo com penetração?
O fato é que nenhuma das relações sexuais sem proteção é isenta de risco - algumas DST têm maior risco que outras. A transmissão da doença depende da integridade das mucosas das cavidades oral ou vaginal. Independente da forma praticada, o sexo deve ser feito sempre com camisinha.
- Toda ferida ou corrimento genital é uma DST?
Não necessariamente. Além das doenças sexualmente transmissíveis, existem outras causas para úlceras ou corrimentos genitais. Entretanto, a única forma de saber o diagnóstico correto é procurar um serviço de saúde.
- É possível estar com uma DST e não apresentar sintomas?
Sim. Muitas pessoas podem se infectar com alguma DST e não ter reações do organismo durante semanas, até anos. Dessa forma, a única maneira de se prevenir efetivamente é usar a camisinha em todas as relações sexuais e procurar regularmente o serviço de saúde para realizar os exames de rotina. Caso haja alguma exposição de risco (por exemplo, relação sem camisinha), é preciso procurar um profissional de saúde para receber o atendimento adequado. 
- Onde se deve ir para fazer o tratamento de outras DST que não a aids?
Deve-se procurar qualquer serviço de saúde disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
- Que período de tempo é necessário esperar para se fazer a identificação de um possível caso de sífilis?
Os primeiros sintomas da sífilis são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas, que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mas, mesmo sem sintomas, a doença pode ser diagnosticada por meio de um exame de sangue. 
- Sífilis tem cura?
Sim. A sífilis é uma doença de tratamento simples que deve ser indicado por um profissional de saúde. 
- Quais as providências a serem tomadas em caso de suspeita de infecção por alguma Doença Sexualmente Transmissível?
Na presença de qualquer sinal ou sintoma de possível DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. 
- Quais os sintomas do condiloma acuminado (HPV)?
A doença se manifesta por verrugas nos órgãos genitais com aspecto de couve-flor e tamanhos variáveis. È importante procurar um profissional de saúde, pois só ele pode indicar o melhor tratamento para cada caso. 
- Preciso de tratamento para HPV muito no início, porém, não tenho condições financeiras e tenho medo de que ele possa se tornar um verdadeiro e grande problema. Onde posso me tratar?
Diante da afirmativa do diagnóstico  de HPV, o tratamento deverá ser instituído no momento da consulta, todo o serviço público de saúde (Unidade Básica de Saúde), poderá avaliar qual tratamento a depender da fase clínica do HPV.
Ligue para o Dique Saúde (0800 61 1997) e informe-se sobre a localização da Unidade mais próxima da sua casa.
- A vacina contra o HPV está disponível no SUS?
Um comitê de Acompanhamento da Vacina, formado por representantes de diversas instituições ligadas à Saúde, avalia, periodicamente, se é oportuno recomendar a vacinação em larga escala no país. Até o momento, o comitê decidiu pela não incorporação da vacina contra o HPV no SUS.

Prevenção

Que cuidados devem ser tomados para garantir que a camisinha masculina seja usada corretamente?
Abrir a embalagem com cuidado - nunca com os dentes ou outros objetos que possam danificá-la. Colocar a camisinha somente quando o pênis estiver ereto. Apertar a ponta da camisinha para retirar todo o ar e depois desenrolar a camisinha até a base do pênis. Se for preciso usar lubrificantes, usar somente aqueles à base de água, evitando vaselina e outros lubrificantes à base de óleo que podem romper o látex. Após a ejaculação, retirar a camisinha com o pênis ainda ereto, fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze de dentro da camisinha. Dar um nó no meio da camisinha para depois jogá-la no lixo. Nunca usar a camisinha mais de uma vez. Utilizar somente um preservativo por vez, já que preservativos sobrepostos podem se romper com o atrito.
Além desses cuidados, também é preciso certificar-se de que o produto contenha a identificação completa do fabricante ou do importador. Observe as informações sobre o número do lote e a data de validade e verifique se a embalagem do preservativo traz o símbolo de certificação do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia), que atesta a qualidade do produto. Não utilize preservativos que estão guardados há muito tempo em locais abafados, como bolsos de calça, carteiras ou porta-luvas de carro, pois ficam mais sujeitos ao rompimento.
Por que, em algumas situações, o preservativo estoura durante o ato sexual?
Quanto à possibilidade de o preservativo estourar durante o ato sexual, pesquisas sustentam que os rompimentos devem-se muito mais ao uso incorreto do preservativo que por falha estrutural do produto em si.
O que fazer quando a camisinha estoura?
Sabe-se que a transmissão sexual do HIV está relacionada ao contato da mucosa do pênis com as secreções sexuais e o risco de infecção varia de acordo com diversos fatores, incluindo o tempo de exposição, a quantidade de secreção, a carga viral do parceiro infectado, a presença de outra doença sexualmente transmissível, entre outras causas. Sabendo disso, se a camisinha se rompe durante o ato sexual e há alguma possibilidade de infecção, ainda que pequena (como, por exemplo, parceiro de sorologia desconhecida), deve-se fazer o teste após 30 dias para que a dúvida seja esclarecida.
A ruptura da camisinha implica risco real de infecção pelo HIV. Independentemente do sexo do parceiro, o certo é interromper a relação, realizar uma higienização e iniciar o ato sexual novamente com um novo preservativo. A higiene dos genitais deve ser feita da forma habitual (água e sabão), sendo desnecessário o uso de substâncias químicas, que podem inclusive ferir pele e mucosas, aumentando o risco de contágio pela quebra de barreiras naturais de proteção ao vírus. A presença de lesão nas mucosas genitais, caso signifique uma doença sexualmente transmissível, como a gonorreia, implica um risco adicional, pois a possibilidade de aquisição da aids aumenta. Na relação anal, mesmo quando heterossexual, o risco é maior, pois a mucosa anal é mais frágil que a vaginal.
A camisinha é mesmo impermeável ao vírus da aids?
A impermeabilidade dos preservativos é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Em um estudo realizado nos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, esticou-se o látex do preservativo, ampliando-o 2 mil vezes ao microscópio eletrônico, e não foi encontrado nenhum poro. Outro estudo examinou as 40 marcas de camisinha mais utilizadas em todo o mundo, ampliando-as 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhuma apresentou poros. Por causa disso, é possível afirmar que a camisinha é impermeável tanto ao vírus da aids quanto às doenças sexualmente transmissíveis.
Qual o procedimento adequado para uma gestante soropositiva?
Iniciar o pré-natal tão logo perceba que está grávida. Começar a terapia antirretroviral segundo as orientações do médico e do serviço de referência para pessoas que convivem com o HIV/aids. Fazer os exames para avaliação de sua imunidade (exame de CD4) e da quantidade de vírus (carga viral) em circulação em seu organismo. Submeter-se ao tipo de parto mais adequado segundo as recomendações do Ministério da Saúde. Receber o inibidor de lactação e a fórmula infantil para sua criança.
--------------------------------------------------------------------É BOM SER CAMPEÃO NOS ESPORTES. MAS DEVEMOS SERMOS CAMPEÕES DE VERDADE NO COMBATE A AIDS!!!!!!CAMISINHA SEMPRE!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011


Cristina
 
Olá, meu nome é Cristina, tenho 20 anos e sou soronegativa.
Depois de ler alguns depoimentos gostaria de compartilhar com vocês minha experiência.
Tudo começou no final do ano passado (2007) quando apareceu no meu namorado umas feridinhas na região genital, ele ficou preocupado e depois de algum tempo resolveu ir ao médico.
No hospital pediram exames de dst inclusive o de hiv. Até então não estava nem ligando para os exames, mas quando ele foi buscar os exames e a enfermeria disse que ele teria que repertir, comecei a ficar preocupada.
Decorridos mais 10 dias veio a confirmação. O resultado dele deu reagente.
Quando cheguei do trabalho, ele veio ao meu encontro, me abraçou e desabou em lágrimas e disse que tinha dado positivo, fiquei atordoada, mil coisas passaram pela minha cabeça, não sabia se o consolava ou se me preocupava, pois afinal a chance de eu estar  contaminada era grande, visto que nós transávamos sem preservativo há quase um ano.
Então, fui ao hospital para fazer o meu exame mas na certeza de que também daria positivo, nesse intervalo de 10 dias que antecede o resultado fiquei completamente perturbada, só pensava que minha vida tinha acabado.
Porém no dia do resultado veio o milagre da minha vida: o exame deu negativo, ou não-reagente, quando contei a ele, ele ficou mudo, percebi no seu olhar que ele não tinha ficado feliz porque tinha medo que eu o deixasse.
Desde então minha vida mudou completamente, mesmo com a garantia do médico de que não há possibilidade de eu estar com  o hiv, todos os dias penso que posso fazer um novo exame e dar positivo.
Mas o motivo desse meu depoimento é que não sei como reagir nessa situação. Ao mesmo tempo que quero ajudá-lo porque o amo muito, penso que um dia ele vai me deixar (essa hipótese acaba com a confiança pois sei que um dia ele vai ficar doente e não sei se serei capaz de agüentar essa situação).

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  • Foi bom para você

    Bastidores de ensaios de conformidade de PRESERVATIVOS mostram que é grande a proteção à saúde do consumidor
    Resistência à pressão e ao volume, verificação de orifícios, comprimento, largura, espessura. Esses são os principais ensaios pelos quais passam os PRESERVATIVOS antes de chegar às prateleiras das farmácias e, em seguida, às carteiras e bolsas dos consumidores, para garantir não só a qualidade do produto, mas a saúde de quem faz uso dele.
    Desde 1995 a CAMISINHA tem certificação compulsória pelo Inmetro. De lá para cada, os índices de não conformidade - próximos de 100% no início da década de 90, antes da implantação do programa - vêm caindo de forma tão contundente que nos últimos seis meses chegaram a zero. Ou seja, não foi encontrado, em fiscalizações e testes, nada que pudesse colocar o usuário em risco.
    - A certificação é uma evidência de que o PRESERVATIVO é seguro. Nos últimos três anos, as falhas que encontramos nas fiscalizações e ensaios são relacionadas à falta de informações na rotulagem, e mesmo estas já foram regularizadas - afirma Marcelo Monteiro, gerente da Divisão de Fiscalização e Verificação da Conformidade do Inmetro.
    Para cada lote de PRESERVATIVOS fabricado ou importado pelo Brasil, são feitos 1.100 testes, segundo Janaína Dallas Fonseca da Silva, tecnologista e responsável técnica do laboratório onde são realizados os ensaios, no Instituto Nacional de Tecnologia (INT). São comercializadas, no país, 4.200 marcas de camisinhas certificadas, não só pelo INT, mas por outros laboratórios acreditados pelo Inmetro.
    Os ensaios realizados nos PRESERVATIVOS apresentados nesta terceira reportagem da série sobre os bastidores do Inmetro garantem ao produto uma certificação de saúde. Não por acaso, o programa está ligado ao Ministério da Saúde. O uso de PRESERVATIVO é considerado tão estratégico para a proteção dos cidadãos contra doenças sexualmente transmissíveis, especialmente a AIDS, que o governo federal tem hoje uma fábrica do produto, em Xapuri, no Acre, a Natex. Lá são produzidas cem milhões de camisinhas por ano, número que deve dobrar até 2015, mas ainda muito aquém do volume distribuído gratuitamente pela rede pública: 1,2 bilhão de unidades.
    Escolha do produto adequado garante a segurança do usuário
    O produto está garantido pelo selo, mas a segurança do usuário dependerá do uso adequado do PRESERVATIVO, destaca Ellen Zita, assessora técnica do DEPARTAMENTO DE DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde:
    - Usar PRESERVATIVO em todas as relações sexuais é questão de educação. E isso ainda não é a realidade. Uma vez que se deixe de usar é o suficiente para transmissão do HIV. É preciso adotar o uso do PRESERVATIVO como qualidade de vida. É preciso educar para que os jovens iniciem sua vida sexual usando-o. O mais difícil é trabalhar com quem iniciou sua vida sexual nos anos 60, em meio à liberação sexual e o uso de anticoncepcional. Tanto é que o número de pessoas com AIDS na faixa de 70, 80 anos vem crescendo.
    Na última Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira do Ministério da Saúde, de 2008, o percentual de jovens de 15 a 24 anos que declarou usar PRESERVATIVO em todas as relações nos últimos 12 meses era de 32,6%. Na faixa de 50 a 64 anos esse percentual caiu a 10,5%.
    Ellen ressalta ainda que é preciso saber qual o PRESERVATIVO mais adequado. Isso porque, explica, a escolha errada da largura da CAMISINHA é responsável pelos dois problemas mais frequentes relativos a mau uso: estouro e falta de aderência.
    - Nas embalagens é informada uma largura nominal, que, fique claro, não é tamanho. Um adolescente, por exemplo, não pode usar um PRESERVATIVO com largura de 52mm, pois pode escorregar. Da mesma forma, o uso de uma largura menor que a adequada pode levar a estouro. O PRESERVATIVO deve ser visto como um acessório que se deveria experimentar antes de usar para ver qual o mais adequado, o de 49, 52 ou 55 milímetros de largura - diz Ellen.
    Também é importante, lembra ela, guardar corretamente o PRESERVATIVO:
    - Ao guardar no bolso e na carteira, é preciso verificar se a embalagem está danificada antes do uso. A exposição ao sol também pode degradar o PRESERVATIVO.
    José Edson Ferreira, agente fiscalizador do Instituto de Pesos e Medidas do Rio (Ipem-RJ), ensina o que se deve verificar, a exemplo do que é feito na fiscalização, na hora de comprar:
    - Primeiro, se há o selo do Inmetro na embalagem, depois as instruções de uso e, por fim, a validade.

    Por que usar a camisinha


    A camisinha é o método mais eficaz para se prevenir contra muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a aids, alguns tipos de hepatites e a sífilis, por exemplo. Além disso, evita uma gravidez não planejada. Por isso, use camisinha sempre.
    Mas o preservativo não deve ser uma opção somente para quem não se infectou com o HIV. Além de evitar a transmissão de outras doenças, que podem prejudicar ainda mais o sistema imunológico, previne contra a reinfecção pelo vírus causador da aids, o que pode agravar ainda mais a saúde da pessoa.
    Guardar e manusear a camisinha é muito fácil. Treine antes, assim você não erra na hora. Nas preliminares, colocar a camisinha no(a) parceiro(a) pode se tornar um momento prazeroso. Só é preciso seguir o modo correto de uso. Mas atenção: nunca use duas camisinhas ao mesmo tempo. Aí sim, ela pode se romper ou estourar.
    A camisinha é impermeável
    A impermeabilidade é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos esticaram e ampliaram 2 mil vezes o látex do preservativo masculino (utilizando-se de microscópio eletrônico) e não foi encontrado nenhum poro. Em outro estudo, foram examinadas as 40 marcas de camisinha mais utilizadas em todo o mundo. A borracha foi ampliada 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhum exemplar apresentou poros.
    Em 1992, cientistas usaram microesferas semelhantes ao HIV em concentração 100 vezes maior que a quantidade encontrada no sêmen. Os resultados demonstraram que, mesmo nos casos em que a resistência dos preservativos mostrou-se menor, os vazamentos foram inferiores a 0,01% do volume total. Ou seja, mesmo nas piores condições, os preservativos oferecem 10 mil vezes mais proteção contra o vírus da aids do que a sua não utilização.
    Onde pegar
    O preservativo masculino é distribuído gratuitamente em toda a rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar, ligue para o Disque Saúde (0800 61 1997). Também é possível pegar camisinha em algumas escolas parceiras do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas.
    Você sabia...
    Que o preservativo começou a ser distribuído pelo Ministério da Saúde em 1994?
    Como é feita a distribuição
    A compra da maior parte de preservativos e géis lubrificantes disponíveis é feita pelo Ministério da Saúde. Aos governos estaduais e municipais cabe a compra e distribuição de, no mínimo, 10% do total de preservativos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e de 20% nas regiões Sudeste e Sul.
    Após a aquisição, os chamados insumos de prevenção saem do Almoxarifado Central do Ministério da Saúde, do Almoxarifado Auxiliar de São Paulo e da Fábrica de Preservativos Natex e seguem para os almoxarifados centrais dos estados e das capitais.
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    Rio cria primeiro programa estadual de vacinação contra HPV

    O Rio pode se tornar o primeiro estado a oferecer a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), responsável por alguns tipos de câncer, como o de colo do útero e de pênis. Foi publicada em Diário Oficial, ontem, lei que estabelece a criação de um programa estadual de vacinação contra o HPV, mas sem esclarecer qual será o público alvo, o tipo de vacina ou a data para o início da imunização.
    "Fizemos uma lei bem ampla para que a secretaria possa se organizar. A ideia é começar com uma campanha de conscientização, porque não adianta comprar a vacina e as pessoas não aparecerem no posto", disse o deputado Bernardo Rossi (PMDB), coautor da lei. A Secretaria da Saúde se limitou a informar que a lei ainda será regulamentada pelo Poder Executivo.
    A vacina contra o HPV é oferecida na rede pública em alguns municípios, como Itu (SP), Campos dos Goytacazes (RJ) e São Francisco do Conde (BA), mas é a primeira vez que um Estado anuncia a vacinação em todo o seu território.
    Para a infectologista Isabella Ballallai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, seção Rio (SBI-RJ), a falta de definições na lei é preocupante. "Quando Campos anunciou a vacina, ela já havia sido comprada, a estratégia estava definida. É complicado criar expectativa na população. Não se implanta vacina por lei, é preciso traçar uma estratégia, estabelecer o custo-benefício", afirmou.
    Ela estranhou o fato de a lei prever um "calendário anual de vacinação". "A vacina de HPV é uma vacina de rotina, que deve ser tomada em três doses num prazo de seis meses. Não é vacina de campanha anual".
    O infectologista Mauro Romero, coordenador do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Universidade Federal Fluminense, aprovou o anúncio. "Não é uma medida isolada no mundo. Outros países já oferecem a vacina na rede pública", disse.
    Em 2008, parecer do grupo de trabalho do Ministério da Saúde recomendava a não incorporação da vacina em território nacional. Naquele momento, custaria R$ 1,85 bilhão vacinar meninas de 11 e 12 anos, enquanto o orçamento do Programa Nacional de Imunização era de R$ 750 milhões por ano. O grupo recomendou ações como exames preventivos e uso de preservativos.
    Reportagem publicada originalmente no jornal O Estado de S. Paulo.

    Médico que descobriu o HIV visita unidade que trata 2.500 soropositivos

    No ultimo 25 de maio, o médico codescobridor do HIV, Willy Rozenbaum, visitou a Unidade Mista de Saúde da EQS 508/509 sul. O estabelecimento faz acompanhamento de cerca de 2.500 pacientes com HIV/aids. São 27 gestantes com HIV, 85 crianças e 3.465 pessoas que se consultam e retiram antirretrovirais no estabelecimento - 80% dos pacientes são do Distrito Federal e 20% de Goiás.
    A enfermeira Leonor de Lannoy explicou que devido a unidade ter fácil acesso via transporte público, muitas pessoas preferem ser atendidas no local para não sofrerem discriminação. A instituição pertencente ao governo do Distrito Federal fornece antirretrovirais inclusive para pacientes da rede privada. Dados apontam que 97% dos pacientes vão à unidade regulamente para pegar medicamentos antirretrovirais. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------                                                                                                      Superação

    Podemos passar inúmeras dificuldades, e ter de batalhar muito para alcançar certos objetivos e, ainda assim, morrermos na praia.
    Podemos deixarmo-nos consumir pelo trabalho, e perder noites de sono ou deixar de passar finais de semana com a família apenas por que temos extrema necessidade de conseguir recursos para mantermos uma vida digna, ou amargarmos um período obscuro de desemprego.
    Podemos assistir a injustiça bater à nossa porta e perceber, infelizmente, que em algumas ocasiões não há absolutamente nada a fazer.
    Podemos chorar com o coração partido a perda da pessoa amada ou de um ente querido.
    Podemos, por tanta coisa negativa que aconteça, julgarmos que tudo sempre dar errado conosco e maldizermos nossa sorte.
    Depois de tudo isto até podemos deixar passar pela cabeça a estúpida idéia de fazer uma grande besteira consigo mesmo, desde que seja exatamente assim:que tal idéia passe – e nunca mais volte, por que a Vida é Superação!
    Nós não nascemos andando, não nascemos falando, nem pensando tanta bobagem - e o que não podemos em hipótese alguma é perdermos o ânimo, o espírito, e nossa capacidade de amar, de se superar e de viver!
    Augusto Branco
    E não se esqueçam sexo seguro só com camisinha!!!Beijo na boca!!!

domingo, 16 de outubro de 2011

VHIVENDO COM HIV

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante.

     AIDS - Perfil da doença muda no Estado de GOIAS


O aumento da sobrevida dos soropositivos e redução do número de transmissão de mãe para feto são pontos que podem ser comemorados no dia 1º de dezembro. Entretanto, a interiorização e feminilização do doença em Goiás exigem alerta.
Hoje, 1º de dezembro, é comemorado o Dia Mundial de Combate a Aids. A história da Aids vem sendo alterada no País e para concretizar ainda mais o combate aos efeitos da doença o tema para este ano é “Viver com Aids é possível. Com preconceito não”. Pelo menos dois fatores podem ser comemorados: a terapia anti-retroviral tem retardado a evolução da infecção, melhorando a qualidade de vida dos doentes; e a quimioprofilaxia do recém-nascido com o AZT e sua alimentação desde o nascimento com a fórmula infantil têm reduzido a transmissão vertical (de mãe para feto).
O perfil epidemiológico da Aids em Goiás vem se modificando desde os primeiros casos notificados no inicio da década de 80. Na primeira metade desse período, a Aids tinha como principais formas de transmissão: a sexual, entre homens que fazem sexo com homem; a sanguínea, por transmissão de hemoderivados e o uso de drogas injetáveis. No final da década de 80 e início dos anos 90, a epidemia assumiu um novo perfil com a transmissão heterossexual passando a ser a principal via de transmissão do HIV, acompanhada de uma expressiva contribuição das mulheres no aumento da incidência da epidemia (Ministério da Saúde, 2002).
Em Goiás, foram registrados de 1984 até outubro de 2009, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 9.248 casos em adultos (maior de 13 anos). Nos últimos cinco anos a doença tem se mantido num patamar de aproximadamente 600 casos por ano. Enquanto a taxa de incidência de Aids por 100 mil habitantes no ano passado era de 7,04, no último semestre esse número caiu para 2,27*. Desse total 67% eram do sexo masculino e 32,96% do sexo feminino.
Outro ponto de destaque na análise desse ano é o aumento da incidência no grupo feminino, que tem contribuído crescentemente com a epidemia no Estado. Uma vez que em 1988 para cada 11 casos notificados no sexo masculino havia 1 caso no sexo feminino; em 2006 essa proporção passou a ser de 1,5: 1; já em 2009 passou de 2 casos notificados no sexo masculino para 1 caso no sexo feminino, retratando que os trabalhos desenvolvidos de prevenção e conscientização das mulheres nos últimos 2 anos tem contribuído para alterar este perfil.
Faixa etária - Do total de casos acumulados entre 1984 a 2009, a faixa etária que concentrou o maior percentual de casos foi a de 20 a 34 anos com 52% dos casos, seguida da faixa de 35 a 49 anos com 36,7% dos casos registrados. Na população com mais de 65 anos de idade este percentual foi de 0,9% o que apresenta considerável aumento nesta faixa-etária comparado aos outros anos.
A Taxa de incidência na faixa etária de Aids adulto de 20-34 anos nos períodos de 2007, 2008 e 2009 foi de 16,13; 13,47; 4,15, respectivamente. Na faixa etária de 35-49 anos foi de 1,97 em 2007; 16,90 em 2008; e 6,58 em 2009. Na faixa etária de 50-64 anos foi de 9,64 em 2007; 9,43 em 2008; e 2,91 em 2009. Em 2007 a incidência na faixa etária de 65-74 anos foi de 3,74; em 2008 de 2,16 e em 2009 de 1,74 por 100.000 hab. Em pessoas acima de 80 anos e mais a incidência foi de 1,51 sendo que de 2007 e 2008 não havia nenhum caso notificado.
O número de casos acumulados em gestantes HIV+ de 1998 a 2009* é de 1.068 casos. Em menores de 13 anos o total acumulado de casos é de 233, sendo 76% por transmissão vertical. A taxa de incidência em menores de 13 anos no ano de 2007 foi de 0,52; de 0,31 em 2008 e de 0,15 em 2009 (Fonte:SINANW/SSIS/GVE/SPAIS/SES-GO). A descoberta e o tratamento precoce da gestante positiva para o vírus HIV durante o pré-natal têm contribuído para a redução da transmissão vertical da doença no Estado.
Do total de 7.804 casos registrados entre 1984 a 2006, foram a óbito 3.015 pacientes. A taxa de mortalidade em 2004 foi de 3,38/100 mil , em 2005 de 3,38 e em 2006 de 3,8.
Interiorização - Observa-se um processo de interiorização nas regiões metropolitanas, nos últimos anos, com o maior crescimento da epidemia nos municípios com menos de 50.000 habitantes (Ministério da Saúde 2002). Em 1989, 65,08% dos casos notificados em Goiás concentrava-se na capital. Ainda nesta década, no ano de 1985, foi registrado o primeiro caso em um município do interior do Estado. Hoje, o percentual de casos na capital reduziu para 35% enquanto o percentual dos municípios do interior aumentou de 34,92% para 65% neste mesmo período.
A mudança de perfil epidemiológico do Estado reflete a interiorização e feminização da doença seguindo a tendência de estabilização observada no país. No entanto, mesmo com o aumento da sobrevida e a melhoria na qualidade de vida do paciente, ainda não há cura para a doença.
Acompanhamento - Atualmente o Estado de Goiás possui 16 unidades de Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) que realizam atividades educativas de promoção e prevenção das DST/HIV/Aids, aconselhamento pré e pós-teste, exames de HIV, sífilis e hepatites virais. Estão distribuídos nos seguintes municípios: Anápolis, Aparecida de Goiânia, Campos Belos, Goiânia, Itumbiara, Jataí, Luziânia, Rio Verde, Santo Antônio do Descoberto, Catalão, Ceres, Formosa, Caldas Novas, Planaltina, Valparaíso e Uruaçu.
O Estado conta ainda com oito unidades de atendimento aos portadores de HIV/AIDS, denominadas de Serviço de Assistência Especializada - SAE, que oferecem o tratamento ambulatorial e estão localizados nos municípios de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Itumbiara, Jataí, Caldas Novas, Santo Antônio do Descoberto e Ceres. O Estado conta com o Hospital de referência estadual – Hospital de Doenças Tropicais - HDT. No atendimento às Gestantes HIV+, a referência estadual é o Hospital Materno Infantil – HMI.
Fonte: SES-GO--

SUS oferecerá teste rápido para sífilis

Ministério da Saúde já capacitou 350 multiplicadores para treinar profissionais de saúde para a testagem rápida. Até o final do ano, serão 680 técnicos

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferecerá teste rápido de triagem para o diagnóstico de sífilis. Até o fim deste ano, o Ministério da Saúde vai adquirir 392 mil kits para implementação da testagem na rede pública. A ação faz parte da celebração do Dia Nacional de Combate à Sífilis, realizado todo terceiro sábado de outubro.
O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde já capacitou 350 multiplicadores para treinar profissionais de saúde para implantar a testagem rápida. Até o final do ano, 680 técnicos estarão capacitados a orientar os serviços locais sobre como realizar o exame.
“Com a Rede Cegonha, o ministério quer garantir que 100% das gestantes e seus parceiros sexuais, tenham acesso ao exame de sífilis e, quando necessário, ao tratamento”, afirma o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A Rede Cegonha reúne a integração de serviços e medidas para a atenção à gestante e seu bebê, desde o planejamento familiar aos primeiros dias após o parto.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência de sífilis em parturientes encontra-se em 1,6%, cerca de quatro vezes maior que a prevalência da infecção pelo HIV.
“O esforço é para conseguirmos eliminar a forma congênita da doença, aquela que é transmitida de mãe para filho, até o ano de 2015. Esses casos são inaceitáveis e revelam dificuldades de acesso a um pré-natal de qualidade que precisam ser superadas rapidamente”, diz o Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
De 2005 a 2010, foram notificados 29,5 mil casos de sífilis em gestantes, no país. A maioria dos casos no período ocorreu nas Regiões Sudeste e Nordeste, com 9.340 (31,6%) e 8.054 (27,3%) de casos, respectivamente. No ano de 2009, a taxa de detecção para o país foi de três casos por 1.000 nascidos vivos, sendo que as maiores taxas estão nas regiões Centro-Oeste, com 5,2 e Norte, com 4,5.
De 2000 a 2010, foram detectados no Brasil 54.141 casos de sífilis congênita em crianças menores de um ano de idade. Do total acumulado nesse período, a Região Sudeste registrou 24.260 (44,8%) casos; a Nordeste, 17.397 (32,1%); a Norte, 5.223 (9,6%); a Sul, 3.764 (7,0%); e a Centro-Oeste, 3.497 (6,5%).
Sinais e sintomas - A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e pode se manifestar de forma temporária, em três estágios. Os principais sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença.
Com o desaparecimento dos sintomas, o que acontece com frequência, as pessoas se despreocupam e não buscam diagnóstico e tratamento. Sem o atendimento adequado, a doença pode comprometer a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. Se não tratada, pode até levar à morte. Saiba mais sobre a doença.
Além da transmissão vertical (de mãe para filho), a doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado e por transfusão de sangue contaminado. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenção.
Estimativa OMS - Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano no mundo ocorrem aproximadamente 12 milhões de novos casos da doença. No Brasil, as estimativas da OMS de infecções de sífilis por transmissão sexual, na população sexualmente ativa, a cada ano, são de 937 mil casos.
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DEPOIMENTOS:

As linhas tortas do livro de Jó

20 de julho de 1989: Edeny está sentada na sala de casa, em São Mateus (Espírito Santo). Vê televisão como quem não vê, distraída, quando a notícia de última hora interrompe a programação: Lauro Corona acaba de falecer, vítima da aids. Mas, no lugar do ator, Edeny vê o rosto do irmão Edson, a quem carregou no colo como se fosse filho. Mas Edinho não tem aids. Ou tem? Será essa a explicação para as repetidas crises de pneumonia? Evangélica, Edeny interpreta a visão como um sinal do céu. E levaria os dois anos seguintes preparando-se para a notícia que afinal chegou com o telefonema de uma médica, amiga da família: Edinho tem aids. O céu estava certo.
Edinho tinha tudo para ser a quarta tragédia de uma família que nunca perdeu a fé, apesar de tantas vezes testada – como Jó, o paciente e fiel patriarca bíblico. Manoel e Dorvalita botaram nove filhos no mundo. José morreu com sete dias de vida, vítima justamente do mal de sete dias. Eulina, com pouco mais de um ano, por causa do sarampo. Erni teve, aos 3 anos de idade, a morte mais trágica. O pai guardava em casa gasolina, para o motor, e querosene, para a lamparina. Uma noite, cansado, trocou os combustíveis. A lamparina explodiu e Erni morreu queimada. Manoel arrastou a culpa até o leito de morte, mas nunca esmoreceu, como bom patriarca. E quando decidiu fazer da casa um hotelzinho simples, mandou pintar na fachada: Pensão Alegria.
Com a morte de Erni, o casal resolveu dar um tempo na procriação. Foram nove anos, até que se iniciasse a segunda leva de filhos. Edeny foi a caçula, até que chegou Edinho, o único a precisar de auxílio médico para nascer. A parteira não dava conta, e coube a Edeny, então com 6 anos, a tarefa de convocar o Dr. Péricles. Depois, montou plantão na porta fechada do quarto, ouvido colado à porta, olhos grudados no buraco da fechadura, até que os adultos descobrissem o logro e lhe impedissem a visão.
Edson era lindo, o bebê mais bonito que Edeny jamais vira em seis anos de vida. Nasceu com o cabelo tão grande que a mãe foi obrigada a cortar, para descobrir-lhe os olhos. Virou o bonequinho de Edeny, a quem cabia cuidar das roupinhas do caçula. E foi justamente a roupinha, enrolada em várias camadas, que amorteceu a queda e evitou o pior quando Edeny rolou escada abaixo com o recém-nascido no colo.
Os dois cresceram mais que irmãos: amigos. E foi por isso que Edeny chorou tanto ao receber o sinal do céu, em forma de notícia urgente na tevê. E foi por isso que dois anos depois, até o diagnóstico, e pelas duas décadas seguintes, passaria a viver como se tivesse uma espada sobre a cabeça.
Os médicos foram implacáveis: Edson tinha poucos meses de vida. Edeny e os familiares renovaram a fé, nas orações e nos medicamentos. Estavam mais uma vez sendo testados. Duplamente testados: além de tudo, o filho-irmão revelara-se homossexual; era portanto, à luz da doutrina, um pecador. Mas a religião que aponta o dedo para o pecador é a mesma que ensina a amar o pecador. Edinho decidiu deixar a igreja, mas foi amado como nunca. Contrariou os vereditos dos médicos e viveu meses, anos, duas décadas. Está vivo e bem. Sofreu com os efeitos colaterais dos medicamentos que lhe adoeceram o baço e o fígado e lhe roubaram o sono. Negou o tratamento por três vezes, mas voltou, graças sobretudo à persistência de Edeny. Quase morreu muitas vezes, a última quando surgiram os sarcomas. A salvação estava nos medicamentos importados dos Estados Unidos e Europa: US$ 2.500 por mês. A família recorreu à Justiça, mas a doença caminhava mais rápido que o processo. Edeny propôs venderem a casa, para custear o tratamento. Edinho não aceitou: “Se fizermos isso, deixaremos de ajudar aqueles que não podem pagar, e que dependem da minha vitória para abrir caminho”.
Os medicamentos chegaram a tempo, e Edinho abriu o caminho para os que não podiam pagar. Tornou-se voluntário: visita soropositivos de casa em casa. Conversa, transmite confiança, faz orações, ajuda a aplicar medicamentos injetáveis. Edeny muitas vezes o acompanha nessa jornada.
Edinho vive hoje com o companheiro. A igreja o recebeu de volta; em troca, ele e o homem que ama vivem em celibato. Por outro lado, o pastor que antes se referia à aids como “castigo” para os pecadores, hoje prefere termo mais brando: “consequência”.
Mas se a vida e o sofrimento ensinam, o que Edeny aprendeu nestas duas décadas sob o fio da espada? Sobretudo a aceitar diferenças e amar os diferentes. Hoje, quase não julga – e quando o faz é para refletir, entender, absolver. Ela sabe que o preço foi muito alto, e a pior parcela paga pelo irmão querido, mas afirma que todos cresceram na adversidade. Tornaram-se pessoas melhores.
Moral da história: depois de anos e anos frequentando a igreja e lendo a Bíblia, Edeny finalmente aprendeu a amar o próximo. E quem ensinou o verdadeiro sentido das palavras de Cristo foi um homem que amava outros homens, e que por isso foi chamado de pecador.
Como se Deus, de fato, escrevesse certo por linhas e mãos tortas.    Não ter preconceito não basta é preciso usar sempre camisinha!!beijo na boca e até!!!                                       

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

VHIVENDO COM HIV

 “Mal será o dia do homem quando ele se tornar absolutamente satisfeito com a vida que está levando, quando não estiver eternamente batendo nas portas de sua alma um enorme desejo de fazer algo maior.”
PERGUNTAS E RESPOSTAS
O que é a Aids?
• A Aids acontece quando uma pessoa é infectada pelo HIV e apresenta doenças oportunistas. Este vírus ataca as células do sistema de defesa, justamente as que protegem o corpo contra outras infecções.
• A pessoa fica mais vulnerável ao ataque de outras doenças, como, por exemplo, pneumonia, tuberculose e meningite. São as chamadas infecções oportunistas.
• O HIV vive no sangue e nas secreções da pessoa infectada. Por isso, a Aids só pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha, pelo sangue contaminado, e da mãe para o filho durante a gravidez ou no parto.

• Você tem que saber que a Aids não ataca apenas homossexuais, usuários de drogas injetáveis e pessoas que receberam transfusão de sangue, como se acreditava até alguns anos atras.
• Quem tem Doença Sexualmente Transmissível DST (gonorréia, sífilis, cancro, crista-de-galo e herpes) está mais sujeito a pegar Aids. Estas doenças provocam feridas nos órgãos genitais que são uma porta aberta para a entrada do HIV.
• O que deixa você mais exposto ao vírus da Aids é o comportamento de risco.
Transar com pessoas que têm Aids pega?
Não, desde que essa transa seja uma transa segura, ou seja, uma transa com camisinha, pois a camisinha bem colocada e lubrificada é eficaz na prevenção da Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis.
Como fazer sexo seguro?
A prática do sexo seguro consiste em fazer sexo com responsabilidade, fazer sexo com camisinha, protegendo você e seu parceiro. Fazer sexo seguro/responsável quer dizer não ter filhos antes da hora. Isso é que é fazer sexo seguro.
Se o vírus é encontrado no sangue, como é que ele é transmitido pelo esperma e pelo líquido da mulher?
Não é o sangue, propriamente dito, que transmite o HIV, são os linfócitos (glóbulos brancos), que existem em grande quantidade no sangue, e que também são encontrados no esperma e no líquido da mulher.
O sexo oral tem mais perigo que o sexo anal? Por quê?
Houve uma pequena troca de lugares, o sexo oral não é mais perigoso que o anal. Muito polo contrário: o sexo anal é a prática sexual mais arriscada para a contaminação pelo HIV, porque a região é bastante vascularizada (região com presença de muitos vasos sanguíneos) e uma região de grande poder de absorção (retenção de liquidas). No local, sempre que há penetração, muitos vasos sanguíneos se rompem, e o pênis também fica com pequenas feridas (não vistas a olho nu), podendo ocorrer a contaminação. No sexo oral, também pode ocorrer a contaminação.
Porque o sexo anal sangra?
Nem todas as vezes que a pessoa pratica sexo anal vai sangrar. Quando Isso acontece é porque foi feito de uma forma violenta e sem lubrificação. Isso é bastante perigoso, pois, caso a pessoa seja portadora do vírus HIV, fatalmente ela o transmitirá para outra pessoa.
Como se pega Aids por sexo oral? Por que quando se beija não pega? Qual é a diferença?
Já descrevemos anteriormente, como se pega Aids por sexo oral e não se pega Aids pelo beijo. Caso a pessoa seja portadora do vírus HIV, na saliva há uma quantidade muito pequena de vírus que não dá para contaminar ninguém.
Na relação entre dois homens se pega Aids?
Não é a relação entre dois homens que faz a contaminação. Para haver essa contaminação é necessário que o HIV esteja presente, ou seja, um dos dois tem que ter o vírus, mas, caso algum dos dois tenha o vírus, eles podem se relacionar sexualmente, desde que façam uso da camisinha (sexo seguro).
Há o risco da camisinha falhar?
Sim, há o risco da camisinha falhar (estourar), desde que ela não seja colocada corretamente e lubrificada. Toda camisinha deve ser lubrificada com produtos à base de água e nunca, em hipótese alguma, com derivados de óleo.
Como age o "coquetel" que auxilia no combate à proliferação do vírus da Aids?
O tão famoso "coquetel" é chamado assim por ser a combinação (terapia combinada) de três drogas específicas ao combate do HIV, e cada droga age de maneira diferenciada dentro do corpo humano.
Depois de muitos anos de namoro com relação sexual há perigo de pegar Aids?
Sim, pois caso um dos parceiros "pule a cerca" e se contamine, há a de transmissão ao seu parceiro de tantos anos. Nesse caso, o recomendável é um pacto de fidelidade e, caso não seja possível, que se faça uso da camisinha na "pulada de cerca".
Pode-se pegar doenças (DST) na primeira transa, usando camisinha?
Não, desde que a camisinha não se rompa, estando bem colocada e bem lubrificada.
A Aids mata rápido?
A Aids não é mais aquela doença que causava tanto pânico nas pessoas, mas, infelizmente, a Aids é uma doença que ainda não tem cura. Entretanto, com os estudos dos cientistas, os portadores do vírus HIV ganharam mais tempo, ou seja, é uma doença que já tem vários medicamentos que auxiliam no tratamento, dando mais tempo de vida para os portadores.
Camisinha é o melhor remédio?
Essa é uma grande verdade > Até o momento a camisinha é o principal meio de evitar o contágio pela "relação sexual". E ao contrário do que afirmam os meios machistas, não tira o prazer de uma transa. Se o carinha fica com fricote é porque é muito burro e desenformado ou não sabe usar a camisinha e tem vergonha de admitir. Que tal, meninas, ajudá-los? E não se esqueçam: "As doenças estão ái à solta e todo cuidado é pouco?"
Pode se pegar Aids na manicure?
Verdade > Objectos cortantes ou que perfurem a pele como, alicates de unha, pinças e tesouras (assim como agulhas de acupuntura ou o material de dentista), devem ser muito bem esterilizados antes da utilização em cada pessoa.
Ele, forte, saudável, está na cara que não tem Aids?
Mentira > O período de incubação do HIV é mais de cinco anos e, nessa fase, a pessoa não desenvolve a doença. Mas nem por isso deixa de ser portadora - e transmissora(!) - da Aids. Aparência não dá certificado de garantia. Previna-se!
Se o carinha tiver uma carteirinha de doador de sangue, posso transar som camisinha?
Mentira > A doação pode ter sido recente, num hospital confiável, com agulhas descartáveis e tudo. Porém, pode estar ocorrendo o que os médicos chamam de "Janela Sorológica". É o período em que a pessoa está com o vírus, mas não aparece no exame. Isso acontece porque o nosso organismo leva até seis meses para fabricar os anticorpos em quantidades suficientes para ser detectados.
Aids se pega com aperto de mão, abraço e beijo no rosto?
Mentira > Aids não se pega no contato com a pele. Pois o vírus da Aids só está
presente no fluído do corpo. Quanto ao suor, o vírus está presente em quantidades muito pequenas.
Camisinha é tudo igual? Qualquer uma serve?
Mentira > Para se comprar camisinha deve-se tomar multo cuidado. Olhar o prazo de validade. Também precisa ficar ligado e ver se ela foi testada pelo Imetro (que testa os produtos que vão entrar no mercado), se a camisinha for de qualidade o carimbo estará lá, com certeza! Ah! E não esqueça de guardá-la em lugar seco e arejado, pois o látex é frágil. Prefira as lubrificadas.
Uma camisinha que rasga é mais perigosa na hora transa que uma camisinha que fura?
Mentira > Nesse caso não "tem meio-termo" ou meio-perigo. Se ela tem um pequeno furo ou rasgão, de qualquer maneira vai permitir que o sêmen passe para a vagina. Conseqüência: ou a menina fica grávida, se ela estiver no período fértil, ou pode pegar doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids. Lembre-se que o vírus é tão microscópico que pode atravessar o mero furículo.




Gilberto
Olá pessoal como vão? Espero que estejam todos bem!
Estou escrevendo aqui nesse lugar tão especial para todos nós que é o cantinho do depoimento porque é um cantinho também de desabafo.
Há uns 80 dias,  eu fiz uma festa em casa e chamei alguns amigos e esses meus amigos trouxeram umas amigas e a festa foi rolando até que em certa altura comecei a paquerar uma dessas garotas, conversamos um pouco e como estávamos um pouco bêbados já acabamos ficando e nesse ficando acabou rolando uma transa sem camisinha e aí começou meu pesadelo.
Desse dia em diante minha vida é pesquisar sobre o HIV e estava relutando em fazer o exame por medo de saber o resultado e não agüentar em ver isso, foi aí que, graças a Deus, conheci esse site muito especial e também comecei a me corresponder com a Leila e o Luís. Depois de alguns e-mails, me convenci que independente do resultado tenho que lutar por essa causa, sendo ou não soropositivo, vou me engajar nessa luta com vocês.
Estou sim com medo de ver o resultado, mas a vontade de lutar é maior, se eu for, vou lutar por mim e ajudar a quem não consegue lutar e se eu não for lutarei mais ainda.
Meu resultado chega dia 13 de Julho, peço de coração a vocês que rezem por mim e por minha família porque, com certeza, vocês estarão em minhas orações.
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Por que fazer o teste de aids


Saber do contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. Quem busca tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha em qualidade de vida.
Além disso, as mães soropositivas têm 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto. Por isso, se você passou por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, faça o exame!
O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue. No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo uma gota de sangue da ponta do dedo. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento - CTA (ver localização pelo país). Os exames podem ser feitos inclusive de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, para facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente. Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (0800 61 1997).
A infecção pelo HIV pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no sangue. Esse período é chamado de janela imunológica.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------NÃO SE ESQUEÇAM CAMISINHA SEMPRE !BEIJO NA BOCA!