quarta-feira, 12 de outubro de 2011

VHIVENDO COM HIV

 “Mal será o dia do homem quando ele se tornar absolutamente satisfeito com a vida que está levando, quando não estiver eternamente batendo nas portas de sua alma um enorme desejo de fazer algo maior.”
PERGUNTAS E RESPOSTAS
O que é a Aids?
• A Aids acontece quando uma pessoa é infectada pelo HIV e apresenta doenças oportunistas. Este vírus ataca as células do sistema de defesa, justamente as que protegem o corpo contra outras infecções.
• A pessoa fica mais vulnerável ao ataque de outras doenças, como, por exemplo, pneumonia, tuberculose e meningite. São as chamadas infecções oportunistas.
• O HIV vive no sangue e nas secreções da pessoa infectada. Por isso, a Aids só pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha, pelo sangue contaminado, e da mãe para o filho durante a gravidez ou no parto.

• Você tem que saber que a Aids não ataca apenas homossexuais, usuários de drogas injetáveis e pessoas que receberam transfusão de sangue, como se acreditava até alguns anos atras.
• Quem tem Doença Sexualmente Transmissível DST (gonorréia, sífilis, cancro, crista-de-galo e herpes) está mais sujeito a pegar Aids. Estas doenças provocam feridas nos órgãos genitais que são uma porta aberta para a entrada do HIV.
• O que deixa você mais exposto ao vírus da Aids é o comportamento de risco.
Transar com pessoas que têm Aids pega?
Não, desde que essa transa seja uma transa segura, ou seja, uma transa com camisinha, pois a camisinha bem colocada e lubrificada é eficaz na prevenção da Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis.
Como fazer sexo seguro?
A prática do sexo seguro consiste em fazer sexo com responsabilidade, fazer sexo com camisinha, protegendo você e seu parceiro. Fazer sexo seguro/responsável quer dizer não ter filhos antes da hora. Isso é que é fazer sexo seguro.
Se o vírus é encontrado no sangue, como é que ele é transmitido pelo esperma e pelo líquido da mulher?
Não é o sangue, propriamente dito, que transmite o HIV, são os linfócitos (glóbulos brancos), que existem em grande quantidade no sangue, e que também são encontrados no esperma e no líquido da mulher.
O sexo oral tem mais perigo que o sexo anal? Por quê?
Houve uma pequena troca de lugares, o sexo oral não é mais perigoso que o anal. Muito polo contrário: o sexo anal é a prática sexual mais arriscada para a contaminação pelo HIV, porque a região é bastante vascularizada (região com presença de muitos vasos sanguíneos) e uma região de grande poder de absorção (retenção de liquidas). No local, sempre que há penetração, muitos vasos sanguíneos se rompem, e o pênis também fica com pequenas feridas (não vistas a olho nu), podendo ocorrer a contaminação. No sexo oral, também pode ocorrer a contaminação.
Porque o sexo anal sangra?
Nem todas as vezes que a pessoa pratica sexo anal vai sangrar. Quando Isso acontece é porque foi feito de uma forma violenta e sem lubrificação. Isso é bastante perigoso, pois, caso a pessoa seja portadora do vírus HIV, fatalmente ela o transmitirá para outra pessoa.
Como se pega Aids por sexo oral? Por que quando se beija não pega? Qual é a diferença?
Já descrevemos anteriormente, como se pega Aids por sexo oral e não se pega Aids pelo beijo. Caso a pessoa seja portadora do vírus HIV, na saliva há uma quantidade muito pequena de vírus que não dá para contaminar ninguém.
Na relação entre dois homens se pega Aids?
Não é a relação entre dois homens que faz a contaminação. Para haver essa contaminação é necessário que o HIV esteja presente, ou seja, um dos dois tem que ter o vírus, mas, caso algum dos dois tenha o vírus, eles podem se relacionar sexualmente, desde que façam uso da camisinha (sexo seguro).
Há o risco da camisinha falhar?
Sim, há o risco da camisinha falhar (estourar), desde que ela não seja colocada corretamente e lubrificada. Toda camisinha deve ser lubrificada com produtos à base de água e nunca, em hipótese alguma, com derivados de óleo.
Como age o "coquetel" que auxilia no combate à proliferação do vírus da Aids?
O tão famoso "coquetel" é chamado assim por ser a combinação (terapia combinada) de três drogas específicas ao combate do HIV, e cada droga age de maneira diferenciada dentro do corpo humano.
Depois de muitos anos de namoro com relação sexual há perigo de pegar Aids?
Sim, pois caso um dos parceiros "pule a cerca" e se contamine, há a de transmissão ao seu parceiro de tantos anos. Nesse caso, o recomendável é um pacto de fidelidade e, caso não seja possível, que se faça uso da camisinha na "pulada de cerca".
Pode-se pegar doenças (DST) na primeira transa, usando camisinha?
Não, desde que a camisinha não se rompa, estando bem colocada e bem lubrificada.
A Aids mata rápido?
A Aids não é mais aquela doença que causava tanto pânico nas pessoas, mas, infelizmente, a Aids é uma doença que ainda não tem cura. Entretanto, com os estudos dos cientistas, os portadores do vírus HIV ganharam mais tempo, ou seja, é uma doença que já tem vários medicamentos que auxiliam no tratamento, dando mais tempo de vida para os portadores.
Camisinha é o melhor remédio?
Essa é uma grande verdade > Até o momento a camisinha é o principal meio de evitar o contágio pela "relação sexual". E ao contrário do que afirmam os meios machistas, não tira o prazer de uma transa. Se o carinha fica com fricote é porque é muito burro e desenformado ou não sabe usar a camisinha e tem vergonha de admitir. Que tal, meninas, ajudá-los? E não se esqueçam: "As doenças estão ái à solta e todo cuidado é pouco?"
Pode se pegar Aids na manicure?
Verdade > Objectos cortantes ou que perfurem a pele como, alicates de unha, pinças e tesouras (assim como agulhas de acupuntura ou o material de dentista), devem ser muito bem esterilizados antes da utilização em cada pessoa.
Ele, forte, saudável, está na cara que não tem Aids?
Mentira > O período de incubação do HIV é mais de cinco anos e, nessa fase, a pessoa não desenvolve a doença. Mas nem por isso deixa de ser portadora - e transmissora(!) - da Aids. Aparência não dá certificado de garantia. Previna-se!
Se o carinha tiver uma carteirinha de doador de sangue, posso transar som camisinha?
Mentira > A doação pode ter sido recente, num hospital confiável, com agulhas descartáveis e tudo. Porém, pode estar ocorrendo o que os médicos chamam de "Janela Sorológica". É o período em que a pessoa está com o vírus, mas não aparece no exame. Isso acontece porque o nosso organismo leva até seis meses para fabricar os anticorpos em quantidades suficientes para ser detectados.
Aids se pega com aperto de mão, abraço e beijo no rosto?
Mentira > Aids não se pega no contato com a pele. Pois o vírus da Aids só está
presente no fluído do corpo. Quanto ao suor, o vírus está presente em quantidades muito pequenas.
Camisinha é tudo igual? Qualquer uma serve?
Mentira > Para se comprar camisinha deve-se tomar multo cuidado. Olhar o prazo de validade. Também precisa ficar ligado e ver se ela foi testada pelo Imetro (que testa os produtos que vão entrar no mercado), se a camisinha for de qualidade o carimbo estará lá, com certeza! Ah! E não esqueça de guardá-la em lugar seco e arejado, pois o látex é frágil. Prefira as lubrificadas.
Uma camisinha que rasga é mais perigosa na hora transa que uma camisinha que fura?
Mentira > Nesse caso não "tem meio-termo" ou meio-perigo. Se ela tem um pequeno furo ou rasgão, de qualquer maneira vai permitir que o sêmen passe para a vagina. Conseqüência: ou a menina fica grávida, se ela estiver no período fértil, ou pode pegar doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids. Lembre-se que o vírus é tão microscópico que pode atravessar o mero furículo.




Gilberto
Olá pessoal como vão? Espero que estejam todos bem!
Estou escrevendo aqui nesse lugar tão especial para todos nós que é o cantinho do depoimento porque é um cantinho também de desabafo.
Há uns 80 dias,  eu fiz uma festa em casa e chamei alguns amigos e esses meus amigos trouxeram umas amigas e a festa foi rolando até que em certa altura comecei a paquerar uma dessas garotas, conversamos um pouco e como estávamos um pouco bêbados já acabamos ficando e nesse ficando acabou rolando uma transa sem camisinha e aí começou meu pesadelo.
Desse dia em diante minha vida é pesquisar sobre o HIV e estava relutando em fazer o exame por medo de saber o resultado e não agüentar em ver isso, foi aí que, graças a Deus, conheci esse site muito especial e também comecei a me corresponder com a Leila e o Luís. Depois de alguns e-mails, me convenci que independente do resultado tenho que lutar por essa causa, sendo ou não soropositivo, vou me engajar nessa luta com vocês.
Estou sim com medo de ver o resultado, mas a vontade de lutar é maior, se eu for, vou lutar por mim e ajudar a quem não consegue lutar e se eu não for lutarei mais ainda.
Meu resultado chega dia 13 de Julho, peço de coração a vocês que rezem por mim e por minha família porque, com certeza, vocês estarão em minhas orações.
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Por que fazer o teste de aids


Saber do contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. Quem busca tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha em qualidade de vida.
Além disso, as mães soropositivas têm 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto. Por isso, se você passou por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, faça o exame!
O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue. No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo uma gota de sangue da ponta do dedo. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento - CTA (ver localização pelo país). Os exames podem ser feitos inclusive de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, para facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente. Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (0800 61 1997).
A infecção pelo HIV pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no sangue. Esse período é chamado de janela imunológica.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------NÃO SE ESQUEÇAM CAMISINHA SEMPRE !BEIJO NA BOCA!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

VHIVENDO COM HIV

Atenção:
A prática, indução ou incitação de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, por meio da Internet, bem como a humilhação e exposição pública caluniosa e difamatória, constituem crimes punidos pela legislação brasileira. Denuncie aqui sites e/ou mensagens de fóruns hospedados na Insite contendo qualquer violação.



A recuperação do amor pela vida

Autor(a): 
 Dayane Lima
Um dia uma adolescente de 18 anos pega seus resultados de exames e tem uma notícia pouco esperada... Ela era HIV Positivo! Tragédia? Falta de cuidado? Irresponsabilidade de quem? Minha? Por que eu? Naquele momento, nada disso importava. Uma notícia que ninguém espera, ninguém quer, ninguém aceita e tampouco ninguém se conforma a primeiro momento!
Afinal o que era HIV? Será que estava com aids? Quanto tempo ainda tinha de vida? Como é ter HIV? Como é viver com HIV? Perguntas talvez idiotas e imaturas. Com a maioria da sociedade preconceituosa, as dúvidas não poderiam ser diferentes com aquela moça. Uma ignorância sem fim, um medo incalculável, medo de as pessoas descobrirem, medo do tal preconceito que até então só era visto nas outras pessoas, sem ao menos perceber que esse mesmo preconceito habitava em sua mente e seu coração.
Preconceito de não se aceitar, não querer, não compreender o porquê de tudo aquilo acontecendo, Mas já era tarde porque o resultado já tinha saído e não tinha mais jeito! Vieram os dias, meses e o primeiro ano viera a chegar e as tão almejadas respostas daquelas perguntas lá atrás vinham sendo respondidas gradativamente.
No mundo espiritual, dizem que depois do deserto sempre vem a bonança. E essas vieram a ser cumpridas. Depois de muito choro, desespero, revolta e afins, teve que sair de vítima e passar a protagonizar sua vida que já estava esquecida por muito tempo.
Essa moça hoje está com 21 anos de idade e sabe que é uma mulher que aprendeu a viver. Aprendeu a respeitar o próximo, aprendeu conviver com o HIV, aprendeu que não temos que ser vítimas o tempo inteiro, para que as pessoas venham a perceber que você é um ser vegetal. Não! Nossa vida é única e se ficarmos com esse tipo de comportamento a vida passa e sempre vamos desperdiçar a dádiva que é viver...

De todas essas experiências amargas, ela teve a oportunidade de experimentar a mais valiosa para ela no momento, pois aprendeu a ter paciência para superar as dificuldades, guardar consigo uma dor que no primeiro momento necessitava de uma ajuda “extra”. Tolerou suas diferenças e as diferenças humanas. Buscou a misericórdia de Deus pelos erros que cometera. Perdoou as ofensas de muitos que descobriram sua situação crônica, controlou as suas palavras, teve coragem e a fé para passar pelo deserto da vida para então conquistar a tão almejada saúde espiritual. E de tudo o que restava era recuperar a ter o amor pelas pessoas e pela própria vida..

Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids lança site oficial

Para alcançar mais rápido os jovens que acabaram de se descobrir soropositivos e divulgar informações sobre o protagonismo juvenil na luta contra a aids, a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids lança site oficial (jovenspositivosbrasil.webnode.com.br). No novo espaço, há informações sobre a equipe nacional da rede, os movimentos regionais, histórico e novidades de ações e projetos previstos.
Para o coordenador nacional da rede, José Rayan, o site será uma ferramenta importante na troca de informações entre os adolescentes e jovens com HIV/Aids que vivem no anonimato, pois ao descobrir a sorologia, muitos deles passam algum tempo sem saber que existe a rede para ajudá-los. "Com o site, vamos poder chegar mais rápido a esses jovens", afirma.
A rede já contava com um blog e, além do site, pretende utilizar ferramentas digitais para a inclusão desses jovens, como redes sociais Facebook e Twitter. "Essas novas tecnologias vão nos ajudar a debater nossas propostas e interagir com os jovens e adolescentes de todo o país, mesmo quando não estivermos participando de eventos", afirma João Geraldo Netto, coordenador do blog da RNAJVHA.

Pernambuco ganha duas unidades para tratar lipodistrofia

Inicialmente, estão previstas 250 cirurgias reparadoras por ano. Os pedidos devem ser feitos nos próprios Serviços de Assistência Especializada

O Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) poderão tratar, a partir de 10 de outubro, lipoatrofia e lipodistrofia, efeitos colaterais sofridos a longo prazo por quem se trata com medicamentos antirretrovirais. Inicialmente, serão oferecidos 250 procedimentos por ano aos pacientes soropositivos cadastrados em um dos 19 Serviços de Assistência Especializada (SAE). Desses, 96 serão realizados no Imip, responsável pelas cirurgias no corpo e na face, e 144 no Huoc, exclusivamente facial. “Esperamos ampliar e interiorizar o serviço, inicialmente para Caruaru e Petrolina, a partir de junho de 2012”, afirma o secretário Estadual de Saúde, Antonio Carlos Figueira.
A medida atende a reivindicação de pacientes soropositivos para ampliar a assistência a esses efeitos. “Quando sabemos que estamos infectados, sofremos bastante, mas o sofrimento é maior quando temos a lipodistrofia, porque estamos denunciando para a sociedade que portamos o HIV", desabafa a diretora do Grupo de Amigos na Luta contra a Sida pela Qualidade de Vida (ASQV), Valdeniza de França.
O coordenador do Programa Estadual de DST/Aids, François Figuerôa, explica que, para realizar as cirurgias, é necessário que os pacientes façam todos os exames necessários e sejam indicados exclusivamente pelos médicos dos SAE para a regulação de consultas. Logo em seguida, eles serão encaminhados para um dos dois hospitais de referência.

Lipodistrofia - A perda ou acúmulo de gordura no corpo e na face resulta de mudança no metabolismo e isso pode ocasionar problemas estéticos e psicológicos nos pacientes, podendo prejudicar a adesão ao uso de antiretrovirais. Com esse tratamento, é possível recuperar a autoestima do soropositivo. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------                                                                                                Em um largo rio, de difícil travessia,havia um barqueiro que atravessava
as pessoas de um lado para o outro.
Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.
Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:
Companheiro, você entende de leis?
Não. - Responde o barqueiro.
E o advogado compadecido:
É pena, você perdeu metade da vida!
A professora muito social entra na conversa:
Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
Também não. - Responde o remador.
Que pena! - Condói-se a mestra - Você perdeu metade da vida!
Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O canoeiro preocupado pergunta:
Vocês sabem nadar?
Não! - Responderam eles rapidamente.
Então é uma pena - Conclui o barqueiro - Vocês perderam toda a vida!

Não há saber mais ou saber menos:Há saberes diferentes (Paulo Freire).

E não se esqueçam CAMISINHAS sempre em todas relações sexuais. UM BEIJO NA BOCA!!!!CUIDE BEM DAS CRIANÇAS ELAS SÃO O FUTURO DE NOSSO MUNDO!!!

domingo, 2 de outubro de 2011

VHIVENDO COM HIV


PRÓXIMOS EVENTOS

  • 06/10/2011 - Macro Sudeste
  • 20/10/2011 - I Encontro Nordeste de CTA e V Encontro dos CTA de Sergipe

    6 e 7 de outubro

    Macro Sudeste

    Reunião dos coordenadores de programas estaduais e municipais de DST/aids e hepatites virais.
    6/10 - auditório para 100 pessoas
    14h - abertura oficial
    14h30 - Integração das hepatites virais ao Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
    15h15 - Cenário regional: aspectos epidemiológicos e situação programática (gestão/financiamento, prevenção e rede de serviços), além de exposição e debate entre programas estaduais de DST, Aids e Hepatites Virais e Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
    16h - Debate com a Plenária sobre o tema
    17h - Coffee Break e apresentação da cantora lírica da Escola de Música do Estado, Elaine Rowena, e o servidor da SESA/ES Gustavo.
    7/10 - Auditório 1 - DST e Aids
    8h30 - Transmissão vertical e teste rápido para HIV, sífilis e hepatites virais, Pré-Natal de qualidade, Projeto cegonha
    10h às 12h - Exposição dialogada dividida em 3 eixos: gestão e financiamento, prevenção e rede de atenção
    12h às 13h30 - Almoço
    13h30 - Experiência exitosa de utilização do PAM: Programa Municipal de DST/Aids de Cachoeiro de Itapemirim
    14h - Espaço para OSC/ONG/ HIV-Aids e RNP+: Plano de enfrentamento da epidemia de aids e lipodistrofia, além de debate com as coordenações estadual e municipal de DST e aids
    15h - Carta de princípios da Macro Sudeste
    16h - Encerramento
    16h30 - Coffee Break
    7/10 - Auditório 2 - Hepatites Virais
    8h30 - Vigilância das hepatites virais: situação epidemiológica da região Sudeste
    9h15 - Assistência às hepatites virais: dificuldades estruturais e novas estratégias relativas às novas tecnologias (testes rápidos das HV e introdução dos inibidores de proteases ao tratamento da HVC)
    10 às 10h30 - Discussão com a plenária
    10h30 10h45 - Intervalo
    10h45 às 11h30 - Transmissão vertical de hepatites virais / Triagem sorológica e diagnóstico: testes rápidos HV/CTA e gestantes. Profilaxia do RN: Vacina contra Hepatite B e HBIG
    11h30 às 12h - Debate sobre o tema com a plenária
    12h às 13h30 - Almoço
    13h30 - Financiamento das ações do Programa de Hepatites Virais: proposta de participação pré-definida no PAM, que permita incluir oficialmente as ações das hepatites virais
    14h30 - Debate sobre o tema com a plenária
    15h - Espaço para OSC/ONG/HV, além de debate com as coordenações estadual e municipal de DST e aids
    16h - Encerramento
    16h30 - Coffee Break

    Detalhes do Evento

    Início: 06/10/2011
    Fim: 07/10/2011
    Tipo: Reunião
    Endereço: Hotel Transamérica Pasárgada (Av. Antonio Gil Veloso, 1.856, Praia da Costa - Vitória/ES)
    Evento

    I Encontro Nordeste de CTA e V Encontro dos CTA de Sergipe

      O Programa Estadual de DST/Aids de Sergipe convida as equipes de Centros de Testagem e Aconselhamento do Nordeste a participar do I ENCONTRO NORDESTE DE CTA e do V ENCONTRO DOS CTA DE SERGIPE. O objetivo é integrar as equipes dos CTA do Nordeste em busca de troca de experiências para o enfrentamento dos agravos na região. As inscrições podem ser feitas até 10 de outubro, pelos e-mails: encontronordestecta.se.2011@gmail.com;joana.santos@saude.se.gov.br e jose.santana@saude.se.gov.br.
      Serão selecionados 20 trabalhos (10 para apresentação oral e 10 na forma de pôster). O retorno da avaliação dos trabalhos está previsto para 30 de setembro. Os dez melhores trabalhos selecionados serão contemplados com hospedagem para o autor principal. A hospedagem e a passagem serão por conta da instituição a que pertence.

      Detalhes do Evento

      Início: 20/10/2011 09:00
      Fim: 21/10/2011 18:00
      Endereço: Aracaju (SE)

      Meu nome não é Aids



      Meu nome não é aids

      Quem vive com HIV e aids pode trabalhar, estudar, namorar, constituir família, fazer exercícios físicos, como todo mundo. Quem vive com HIV e aids só não pode conviver com o preconceito.
      O material "Meu nome não é aids" conta histórias reais de pessoas vivendo com HIV e aids, retratadas por belas fotografias. São 12 modelos de postais e 1 modelo de calendário.
      As fotos foram produzidas durante as filmagens do documentário Histórias Posithivas, nas locações de Belo Horizonte, Recife e Fortaleza. O documentário é dividido em 13 vídeos que oferecem informações úteis para a melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV e aids.
      Veja os vídeos através do link www.aids.gov.br/historiasposithivas.
      A arte dos materiais está disponível para download abaixo. Dúvidas e informações? Entre em contato através do e-mail publicidade@aids.gov.br
      Alunos da Rede Municipal de Recife são vacinados contra hepatite B


      Alunos da Rede Municipal do Recife (PE), de 11 a 19 anos, participaram da campanha de vacinação contra a hepatite B. A ação teve início no dia 22 de setembro, na Escola Municipal Pedro Augusto . Com 250 estudantes, a escola teve 201 jovens imunizados. Para receber a vacina, os adolescentes com o perfil da campanha precisam apresentar autorização dos pais e responsáveis para participação. Além disso, as crianças também participam de palestras sobre as hepatites virais e a importância da vacina como forma de prevenção.
      “Apesar do medo que tinham da agulha, as crianças adoraram a ideia de ter acesso a uma forma de prevenção dentro da escola, sem nenhum custo”, comemora a enfermeira técnica da Coordenação de DST/AIDS e Hepatites Virais de Recife, Ayanne Barbosa.
      O processo será realizado em três etapas e envolve 34 unidades de ensino. A primeira etapa encerrou no dia 28/09 e as próximas deverão ocorrer em outubro deste ano e em março de 2012. O objetivo é vacinar 11.843 estudantes. A ação é promovida pela Coordenação de DST, Aids e Hepatites Virais da Prefeitura de Recife, com o apoio da Coordenação de Imunização local, Secretaria de Educação de Recirfe e do Programa Saúde na escola (PSE).

      Jovem


      No Brasil, foram registrados 66.114 casos de aids entre jovens de 13 a 24 anos até junho de 2009. Isso representa 11% dos casos notificados de aids no país, desde o início da epidemia. Na mesma faixa etária, a transmissão sexual representa 68% dos casos de aids notificados e a via sanguínea responde por 23%.
      Para reduzir a vulnerabilidade de adolescentes e jovens às DST, à infecção pelo HIV e à gravidez não planejada, foi criado o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), em 2003. Com ações nas escolas e nas unidades básicas de saúde, o projeto destaca a escola como o melhor espaço para a articulação das políticas voltadas para adolescentes e jovens. É lá que se encontram os principais sujeitos desse processo: estudantes, famílias, profissionais da educação e da saúde.
      O SPE promove a integração dos sistemas de ensino e saúde, disponibiliza camisinhas nas escolas e oferece a formação continuada de professores e profissionais de saúde em sexualidade, vulnerabilidade e prevenção das DST/aids e de jovens multiplicadores para atuarem junto aos seus pares.
      Por meio da promoção da saúde sexual e da saúde reprodutiva, o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas concentra esforços para incentivar estados e municípios a assumir e preservar a qualidade dos serviços de ações destinadas à prevenção das DST/aids e uso de drogas para o público-alvo do projeto.
      Resultado de uma ação dos ministérios da Saúde e da Educação, em parceria com a UNESCO, o UNICEF e o UNFPA, o SPE faz parte do Programa Saúde nas Escolas (PSE). Nesse sentido, na medida da implantação progressiva do PSE nos Estados e Municípios, a integração dessas iniciativas será indispensável para garantir a sintonia dos planos de trabalho e das ações a serem desenvolvidas nas escolas e nas unidades básicas de saúde de referência.
      De acordo com o Censo Escolar de 2008, das 99.316 escolas de Ensino Básico que responderam às questões do Levantamento das Ações em Promoção à Saúde e Educação Preventiva:
      • 94% trabalham algum tema relacionado à promoção da saúde e educação preventiva;
      • 52 mil (52%) desenvolvem ações relacionadas à prevenção do HIV/aids.
      Atualmente, existem grupos gestores estaduais em todos os estados brasileiros e aproximadamente 600 municípios desenvolvem ações do SPE.                                                                    -------------------------------------------------------------------------------

      PEDI A VIDA QUE ME DESSE FORÇAS...
      ENCONTREI DIFICULDADES... MAS ME FIZ FORTE!
      PEDI A VIDA QUE ME DESSE SABEDORIA...
      ENCONTREI PROBLEMAS... MAS ME FIZ SABIO!
      PEDI A VIDA QUE ME DESSE PROSPERIDADE...
      ENCONTREI MEUS MUSCULOS, MEU CEREBRO... E ME FIZ PROSPERO!
      PEDI A VIDA QUE ME DESSE CORAGEM...
      ENCONTREI PERIGOS... ENFRENTEI E ME FIZ CORAJOSO!
      PEDI A VIDA UM AMOR...
      ENCONTREI PESSOAS COM PROBLEMAS... E EU OS AMEI!
      PEDI A VIDA FAVORES...
      ENCONTREI OPORTUNIDADES... E EU AS APROVEITEI!
      ENTÃO DESCOBRI QUE A VIDA NÃO TINHA ME DADO NADA DO QUE EU PEDI... MAS SEMPRE TIVE TUDO QUE EU PRECISAVA...
        QUE CADA UM PERCEBA QUE TEMOS TUDO AO NOSSO REDOR, BASTA OLHARMOS COM OUTROS OLHOS...  QUE NOS VEJAMOS FORTES, SABIOS, CORAJOSOS, PROSPEROS... E QUE POSSAMOS NOS DAR A OPORTUNIDADE DE AJUDAR... DE AMAR... E ACIMA DE TUDO DE VIVER!!!                                                 ------------------

      Gisele, 19 anos
      Soropositiva há 2 anos
      Durante uma queda num jogo de vôlei, bati a cabeça, perdi a consciência e tive um corte grande na cabeça, perdendo muito sangue.
      Fui internada, fizeram mil exames, inclusive o anti HIV, e descobriram que eu era portadora do vírus HIV mas ninguém me falou nada. Percebia minha mãe aflita, cuidados extras das enfermeiras, pensava que teria alguma sequela da queda, mas diziam que estava tudo bem.
      Quando eu já estava totalmente recuperada, em casa, minha mãe veio conversar comigo, não sabia como começar a conversa, estava "embaraçada" e começou a perguntar sobre namorados, sexo, drogas... Eu não entendia onde ela queria chegar com isso, então ela começou a chorar e me disse que os exames poderiam estar errados, mas que eu tinha o vírus da Aids.
      Fiquei sem compreender, achei que haviam se enganado no hospital, que o teste não era meu.
      Minha mãe não havia comentado com ninguém, nem com meus irmãos, nem com o meu pai (eles são separados).
      Minha mãe tentava me consolar dizendo que ela iria cuidar de mim, que estaria sempre ao meu lado, que o teste deveria estar errado, mas como eu ainda estava atônita, eu é que a consolei.
      Naquela noite eu não dormi, fiquei pensando como poderia ter acontecido se eu só havia transado com dois caras, mas eu já os conhecia desde criança, não podia ser. Camisinha nós não usamos, mas eles ejacularam fora porque tínhamos medo de gravidez.
      No dia seguinte minha mãe me perguntou se eu não queria ir ao COAS (Centro de Orientação e Aconselhamento Sorológico), ela já havia se informado e parecia ser legal.
      Fomos e chegando lá, preenchi uma fichinha, fui atendida por uma assistente social que me explicou todas as minhas dúvidas, inclusive que o líquido que sai antes da ejaculação também pode conter o vírus e que também alguns homens não conseguem retirar o pênis da vagina logo que começam a ejacular e ejaculam boa parte dentro, fiz o teste e tive que aguardar 20 dias para retirar o resultado.
      Fiquei numa super ansiedade, no dia marcado para retirá-lo sentia enjôo, tive diarréia, enfim, estava muito nervosa porque daquele resultado dependia o meu futuro.
      Um médico me atendeu e deu a pior notícia que alguém pode receber: Reagente, ou seja, eu era soropositiva. Ele disse que fariam um teste confirmatório, mas já estava confirmando o teste do hospital que eu fiquei internada, mesmo assim, colhi novamente o sangue, mas já não tinha esperanças.
      Minha mãe "segurou a onda", cai em depressão, não tinha vontade de levantar da cama, de ir para o colégio, de sair, de comprar uma roupa nova. Para tudo eu perguntava: pra quê, eu vou morrer mesmo. Só saía para fazer exames de sangue.
      Após dois meses assim, minha mãe me convenceu a frequentar uma psicóloga, eu tinha sessões três vezes por semana, fiquei viciada na psicóloga, tudo eu tinha que perguntar para ela, até que foi passando e hoje eu frequento uma vez por semana.
      Minha mãe foi conversar com os dois caras que eu transei e o segundo cara disse que era portador e que havia descoberto há pouco tempo. Ainda bem que o portador não era o primeiro, senão ele teria me infectado e depois eu teria infectado o segundo.
      Minha carga viral é baixa, não tomo medicamentos e ainda não tive nenhuma doença. Também ainda não saí com nenhum cara, acho que o dia que eu me interessar por alguém, será bem complicado.
      Estou fazendo cursinho, mas lá ninguém sabe por enquanto, meus irmãos e meu pai também ainda não sabem, acham que eu estava com stress.
      Aprendi a viver da melhor forma enquanto há tempo. Vivo um dia de cada vez, porque o dia de amanhã, só Deus sabe o que reserva para mim. 
      E NÃO SE ESQUEÇA DE USAR CAMISINHA SEMPRE!!BEIJO NA BOCA!!!!

    sábado, 24 de setembro de 2011

    VHIVENDO COM HIV DIREITOS BASICOS

                                                      MAIS UM PASSO

    A vida da gente é feita de vários estágios. Para cada estágio, surge à nossa frente um novo degrau a ser superado. O degrau mais difícil a ser superado é geralmente o primeiro.

    Para este degrau deveremos acumular uma alta dose de coragem, de determinação e principalmente de fé no que virá. Ao ultrapassarmos este primeiro degrau, tudo fica mais tranqüilo e sereno em nossa vida.

    Vale a pena entender que os desafios e conquistas foram colocados para que possamos achar em cada estágio do viver, um novo sentido para esta linda vida que nasce todos os dias.

    Uma vida com desafios é uma vida sem estressantes rotinas. É uma vida de superação constante, em busca do grande eldorado da felicidade que abriga o nosso coração.

    Tenha coragem e assuma os seus sonhos felizes.
    Tenha fé e dê o primeiro passo. o melhor de si

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    Diretos fundamentais

    Pela Constituição brasileira, os portadores do HIV, assim como todo e qualquer cidadão brasileiro, têm obrigações e direitos garantidos. Entre eles: dignidade humana e acesso à saúde pública e, por isso, estão amparados pela lei. O Brasil possui legislação específica dos grupos mais vulneráveis ao preconceito e à discriminação, como homossexuais, mulheres, negros, crianças, idosos, portadores de doenças crônicas infecciosas e de deficiência.
    Em 1989, profissionais da saúde e membros da sociedade civil criaram, com o apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, a Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da Aids. O documento foi aprovado no Encontro Nacional de ONG que Trabalham com Aids (ENONG), em Porto Alegre (RS).
    I - Todas as pessoas têm direito à informação clara, exata, sobre a aids.
    II – Os portadores do vírus têm direito a informações específicas sobre sua condição.
    III - Todo portador do vírus da aids tem direito à assistência e ao tratamento, dados sem qualquer restrição, garantindo sua melhor qualidade de vida.
    IV - Nenhum portador do vírus será submetido a isolamento, quarentena ou qualquer tipo de discriminação.
    V - Ninguém tem o direito de restringir a liberdade ou os direitos das pessoas pelo único motivo de serem portadoras do HIV/aids, qualquer que seja sua raça, nacionalidade, religião, sexo ou orientação sexual.
    VI - Todo portador do vírus da aids tem direito à participação em todos os aspectos da vida social. Toda ação que visar a recusar aos portadores do HIV/aids um emprego, um alojamento, uma assistência ou a privá-los disso, ou que tenda a restringi-los à participação em atividades coletivas, escolares e militares, deve ser considerada discriminatória e ser punida por lei.
    VII - Todas as pessoas têm direito de receber sangue e hemoderivados, órgãos ou tecidos que tenham sido rigorosamente testados para o HIV.
    VIII - Ninguém poderá fazer referência à doença de alguém, passada ou futura, ou ao resultado de seus testes para o HIV/aids, sem o consentimento da pessoa envolvida. A privacidade do portador do vírus deverá ser assegurada por todos os serviços médicos e assistenciais.
    IX - Ninguém será submetido aos testes de HIV/aids compulsoriamente, em caso algum. Os testes de aids deverão ser usados exclusivamente para fins diagnósticos,  controle de transfusões e transplantes, estudos epidemiológicos e nunca qualquer tipo de controle de pessoas ou populações. Em todos os casos de testes, os interessados deverão ser informados. Os resultados deverão ser transmitidos por um profissional competente.
    X - Todo portador do vírus tem direito a comunicar apenas às pessoas que deseja seu estado de saúde e o resultado dos seus testes.
    XI - Toda pessoa com HIV/aids tem direito à continuação de sua vida civil, profissional, sexual e afetiva. Nenhuma ação poderá restringir seus direitos completos à cidadania.






    Nas finanças
                            Saque do FGTS
    É possível o saque integral do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em razão de doença grave, entre elas o HIV/aids. As pessoas vivendo com HIV/aids ou a pessoa que possui dependente vivendo com HIV/aids pode requerer junto à Caixa Econômica Federal o saque do FGTS, portando atestado médico no qual conste o nome da doença ou o código da Classificação Internacional de Doenças (CID respectivo); Carteira de Trabalho e Previdência Social; identificação de trabalhador/a ou diretor/a, inscrição no PIS/PASEP e, se for o caso, comprovar relação de dependência.
    Isenção no Imposto de Renda
    A pessoa que foi diagnosticada com aids pode receber os valores, em razão de aposentadoria, reforma ou pensão, isentos de imposto de renda. Para reconhecimento de isenção, a doença deve ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de doenças passíveis de controle.
    Os rendimentos recebidos de aposentadoria ou pensão, embora acumuladamente, não sofrem tributação por força do disposto na Lei 7.713/88, que isenta referidos rendimentos recebidos por portador de doença grave. A isenção aplica-se aos rendimentos de aposentadoria, reforma ou pensão, inclusive os recebidos acumuladamente, relativos a período anterior à data em que foi contraída a moléstia grave, desde que percebidos a partir:
    • Do mês da concessão da pensão, aposentadoria ou reforma, se a doença for preexistente ou a aposentadoria ou reforma for por ela motivada;
    • Do mês da emissão do laudo pericial que reconhecer a doença contraída após a aposentadoria, reforma ou concessão da pensão;
    • Da data em que a doença for contraída, quando identificada no laudo pericial emitido posteriormente à concessão da pensão, aposentadoria ou reforma.
    A comprovação deve ser feita mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
    É isenta do imposto de renda, a complementação de aposentadoria, reforma ou pensão, recebida de entidade de previdência privada, Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) ou Programa Gerador de Benefício Livre (PGBL), exceto a pensão decorrente de doença profissional, observado o disposto na pergunta 258.
    Por fim, os valores recebidos a título de pensão, em cumprimento de acordo ou decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, estão contemplados pela isenção de portadores de moléstia grave.


    No trabalho

    Sigilo no trabalho
    O portador do vírus tem o direito de manter em sigilo a sua condição sorológica no ambiente de trabalho, como também em exames admissionais, periódicos ou demissionais. Ninguém é obrigado a contar sua sorologia, senão em virtude da lei. A lei, por sua vez, só obriga a realização do teste nos casos de doação de sangue, órgãos e esperma. A exigência de exame para admissão, permanência ou demissão por razão da sorologia positiva para o HIV é ilegal e constitui ato de discriminação. No caso  de discriminação no trabalho, por parte de empresa privada, recomenda-se registrar o ocorrido na Delegacia do Trabalho mais próxima.
    Auxílio-doença
    Se a incapacidade para o trabalho for por mais de 15 dias e menos de 12 meses.
    Aposentadoria por invalidez
    Se a incapacidade para o trabalho for por mais de 12 meses. * Para se ter direito a esses benefícios, é necessário ser contribuinte do INSS e requerê-los junto aos postos de atendimento (dependendo do benefício, é possível também requerer pelo site do INSS.
    Benefício de Prestação Continuada
    É a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa incapacitada para a vida independente e para o trabalho, bem como ao idoso com 65 anos ou mais, que comprove não possuir meios de prover a própria manutenção e nem tê-la provida por sua família. Esse benefício independe de contribuições para a Previdência Social. A pessoa para recebê-lo deve dirigir-se ao posto do INSS mais próximo e comprovar sua situação. Essa comprovação pode ser feita com apresentação de Laudo de Avaliação (perícia médica do INSS ou equipe multiprofissional do Sistema Único de Saúde). A renda familiar e o não exercício de atividade remunerada deverão ser declarados pela pessoa que requer o benefício.
       Nos transportes
    Alguns estados concedem gratuidade no transporte coletivo para pessoas que vivem com HIV/aids (transporte intermunicipal). Por sua vez, alguns dos municípios possuem legislação que isenta a pessoa vivendo com HIV/aids do pagamento da tarifa de transporte coletivo urbano. Consulte a secretaria de seu estado e município.


                         

    DEPOIMENTO: 

    Carolina, 24 anos
    Soropositiva há 2 anos


    Em meu caso houve dupla decepção e por isso, ainda está muito difícil aceitar essa fase em minha vida.
    Namorei um "cara" durante alguns anos. Perdi minha virgindade com ele. Eu tinha muito medo de engravidar e, por isso, sempre usamos preservativo mesmo contra a vontade dele. Eu o amava muito e pretendia me casar com ele.
    Ele era muito carinhoso, simpático me respeitava e parecia me amar bastante. Nós éramos bastante felizes, embora minhas amigas dissessem que ele saia com outras meninas. Nunca acreditei, porque não via motivos para que ele quisesse sair com outras. Pensava que minhas amigas tinham inveja de mim. 
    No aniversário dele, ele foi me buscar para jantarmos fora e ele estava com um "fogo" que não aguentamos e transamos no carro mesmo. Foi maravilhoso, mas foi sem preservativo.
    Pedi para ele ejacular fora, já que eu tinha medo de engravidar, mas não deu tempo e foi dentro. Quando cheguei em casa, fiz umas contas e vi que não era dia fértil e fiquei tranquila. Foi a única vez que transamos sem camisinha.
    Depois de algum tempo, uma amiga minha sofreu um acidente e precisava de doadores de sangue, fui doar e depois de um tempo vieram os resultados dos exames feitos pelo hospital. Eles fazem vários exames em quem doa sangue, inclusive o anti HIV.
    Fui buscar os exames e pediram para eu aguardar que uma médica queria falar comigo.
    Quando ela me falou que eu era soropositivo, não acreditei, disse que era um engano, que não podia ser, enfim, não tinha como ter acontecido isso.
    Fui a um laboratório particular e refiz o exame e novamente me disseram que eu era soropositivo.
    Eu não conseguia pensar. Não queria ir para minha casa ,não queria encontrar minhas amigas, e muito menos falar para o meu namorado. Não sabia o que fazer.
    Fui para uma praça perto do laboratório e fiquei lá pensando, pensando como eu podia ter contraido esse vírus terrível.
    Parecia um acidente de trânsito. Você está distraído dirigindo, quando vê já bateu e não tem volta. Depois, você fica se perguntando porque bateu. Se tivesse freado antes, se tivesse desviado etc.
    Até que me lembrei do dia da transa sem camisinha, mas como podia ser se meu namorado não era soropositivo? Aí me dei conta do que minhas amigas falavam dele e vi que não conseguia pensar sozinha. Fui procurar uma amiga e contei a ela. Ela não sabia o que dizer, parece ter ficado mais chocada do que eu mas aos poucos fomos assimilando os fatos.
    Resolvi conversar seriamente com meu namorado, contar a ele e, para minha surpresa ele se abriu e disse que já era soropositivo há alguns anos, mas nunca teve sintomas da doença e achava que eu o largaria se ele contasse para mim.
    Para mim, foi a morte. Ele havia me traído, não confiou em mim para contar e ainda tentou me matar, sabendo que não podia e mesmo assim transando sem camisinha.
    Foi uma mágoa tão profunda que até hoje não consigo confiar em ninguém, tive e ainda tenho vários problemas psicológicos, embora esteja me tratando. Ainda não me adaptei aos medicamentos, preciso tomar nas horas certas, mas não consigo. Tenho dificuldades em me relacionar com outras pessoas e nunca mais tive nenhum relacionamento sexual com ninguém e nem pretendo.
    É difícil saber que há algo dentro de você te corroendo, que um dia você está bem e no outro, por causa de um mínimo descuido, você está condenada a uma vida limitada.
    Ainda não assimilei a idéia, parece que não tenho mais porque fazer planos. É muito difícil e todos os dias me pego pensando porque não usamos camisinha naquele dia...  
                                                                                                              


    VAMOS ACABAR COM AIDS NO BRASIPARA ISSO É NECESSÁRIO QUE VOCE USE SEMPRE CAMISINHA. E NO CASO DE DROGAS INJETÁVEIS SERINGA DESCARTÁVEL!!   BEIJO NA BOCA!!