quinta-feira, 25 de agosto de 2011

VOLTA POR CIMA

 PRÓXIMOS EVENTOS

 


Jovens ativistas traçam novas estratégias para o enfrentamento da aids

Homens e mulheres entre 16 e 24 anos debatem o papel da juventude nas políticas públicas de combate à epidemia
Uma nova geração de ativistas pelos direitos das pessoas vivendo com HIV e aids. Esta é a ideia do projeto Jovens+. O III Encontro de Jovens Líderes termina nesta quinta-feira (30/09), em Brasília, e marca o processo de avaliação da estratégia. O projeto reuniu 24 jovens entre 16 e 24 anos, representantes de 18 estados (13 capitais e 11 municípios). O objetivo era capacitá-los para o ativismo na luta contra a epidemia e pelos direitos das pessoas vivendo com HIV e aids, além de identificar de que forma eles podem colaborar para a melhoria das políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS).
O protagonismo de jovens vivendo com HIV/aids foi a base para diferentes processos, desde a inscrição e seleção dos candidatos, os encontros presenciais, a definição de planos de ação, a atuação local, as ferramentas de monitoramento e avaliação e de comunicação, até a elaboração dos materiais instrucionais.
Eles conheceram como funciona a logística de insumos e medicamentos e vivenciaram as atividades do programa Saúde e Prevenção nas Escolas. Os jovens também acompanharam a rotina de serviços de atenção especializada em DST/aids e trabalharam em organizações não governamentais que realizam ações de prevenção e apoio a pessoas que vivem com HIV e aids.
Além do foco central no protagonismo, a estratégia também agregou, de forma experimental, um componente importante: viabilizar aos jovens uma oportunidade de trabalho. A proposta associou cidadania ao trabalho e renda. Os participantes tiveram a carteira de trabalho assinada e, para 21 deles, essa foi a primeira oportunidade de entrada no mercado de trabalho.
Foram 11 meses de formação para o ativismo e qualificação profissional. As atividades fortaleceram a Rede Nacional de Jovens e Adolescentes Vivendo com HIV/Aids (RNJAVHA), além de tê-los capacitado para uma luta mais consistente, eficaz e estratégica no que tange aos diretos de soropositivos e ao enfrentamento da epidemia. A coletânia das experiências será publicada e utilizada na formação de novos líderes.
Para o diretor-adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa, a formação mostrou a importância para o protagonismo dos jovens, sobretudo na área de gestão. Em termos de conteúdos formativos, Eduardo conta que foram identificadas necessidades de aprimoramento. “É preciso que jovens lideranças entendam melhor o SUS e possam atuar dentro do sistema", observa. O diretor-adjunto acrescenta a necessidade de ampliar a participação de outros setores do governo na estratégia, como, por exemplo, encontrar parceiros para estimular a inserção e/ou reinserção dos jovens vivendo com HIV/aids no mercado de trabalho.
Segundo Eduardo, a presença deles nos espaços de discussão e implantação de políticas públicas não apenas os fortalece como sujeitos: potencializa também as instituições envolvidas e, consequentemente, a resposta à epidemia de aids no Brasil. O Jovens+ é coordenado pelo Departamento, com o apoio de agências das Nações Unidas e da Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

DEPOIMENTO:


Essa história dá um livro...

Autor(a): 
 kfabinho
Sou um jovem de 27 anos. Como é difícil relembrar esses momentos, pois essa história tem momentos de dor, morte, depressão, desespero, perda de sonhos, vontade de desistir, morrer... Uma história difícil, mas que contém conquistas, vida, utopias e, o principal, vontade de lutar pela VIDA. Aos 16 anos de idade, quando comecei a me envolver com outros homens, sabia que existia a aids e que era uma doença que matava.
Como a doença não era parte do meu cotidiano, porque eu, como bom adolescente que era, me sentia o mais onipotente de todos os seres, achava que jamais aconteceria isso comigo. Sempre vi o HIV como um grande fantasma. Mas, aos 16 anos, comecei a me relacionar com um vizinho. Eu não imaginava que essa sensação de prazer que senti com ele poderia trazer tantos problemas.
Nessa época, minha mãe descobriu que eu me relacionava com outro homem. Na sua simplicidade, conversou comigo e pediu para que eu realizasse alguns exames, e assim seguimos para a unidade de saúde do meu bairro. Foi onde, em 17 de abri de 2000, que recebi meu exame. Fui sozinho, mas não pude receber o exame, pois eu era menor de idade. Retornei para casa e disse à minha mãe que ela teria que pegar o resultado. Lembro que, ao chegar na unidade de saúde, mandaram eu esperar o médico atender todos os pacientes. E, assim, passei a manhã esperando...
Quando eu e minha mãe entramos na sala do médico, lá estava ele com uma enfermeira e um papel na mão. Não imaginava o que seria, o médico disse: “seu resultado é reagente para o HIV”. Disse, também, que eu era um trem e minha vida um trilho. O vírus que eu tinha comia esse trilho e faria eu viver um pouco menos. Mas existia uns remedinhos que freariam esse trem, e eu não morreria tão rápido. Mas eu só lembro das imagens que vinham a minha cabeça naquele momento. Era a de um ser esquelético, morrendo em uma cama.
O médico perguntou se eu e minha mãe tínhamos entendido e lembro como se fosse hoje minha mãe dizendo que a anemia da minha irmã era pior do que essa doença. Até hoje, acho que ela falou isso para amenizar meu estado, pois quando sai da sala em choque, só pensava que ia morrer e que a morte era a única coisa que poderia pensar e a única consequência que poderia ter. Tudo por causa da minha sexualidade.
Andei durante cinco horas pensando como iria morrer e como seria meus últimos dias, pensava que iria viver, no máximo, até meus 27 anos. No fim daquela tarde, fui na casa de uma amiga da escola e contei para ela, pois aquilo me matava. Eu não aguentava viver aquilo sozinho. Voltei para casa perdido, sem saber o que fazer...
Porém, minha vida continuou. Tinha que ir para escola no dia seguinte. E a minha “amiga”, que eu havia confiado não conseguiu guardar segredo e contou para outro menino que contou para toda minha escola. Por isso, tive que conviver com os olhares estranhos, passava no corredor e as pessoas falavam, ia na fila do lanche e as pessoas saiam de perto. Foi quando eu passei no corredor e os alunos começaram a me chamar de aidético, que eu era um ET. Em seguida, começaram as agressões físicas. Não aguentei e não fui mais para escola. Era algo terrível...
Frequentei a escola por mais duas semanas somente. Foi quando comecei a ter medo pela minha família, porque no bairro onde eu morava os traficantes haviam colocado fogo na casa de pessoas com aids. Na minha vila não poderia haver pessoas com aids. Mas nada aconteceu na minha casa e com a minha família. Lembro que minhas irmãs perguntavam para minha mãe se precisaria separar talher, roupas de cama ou se eu precisava ficar isolado. Ouvir isso foi muito difícil, como não entendia tudo isso que estava acontecendo comigo fui buscar respostas nas religiões.
Visitei várias Igrejas e só queria o perdão de Deus. Pedia para morrer, mas que eu fosse para o céu e não sofresse como aquelas pessoas que eu via na TV. Pensava somente que Deus havia me castigado por que pequei. Afinal sempre aprendi que homens não devem se relacionar com outros homens... Passei oito meses tentando tirar o demónio do meu corpo, mas não foi possível. Esse processo religioso só piorou minha situação, pois acabei entrando em depressão.
Passei dois anos só em meu quarto. Saía de casa somente para o extremamente necessário, tinha medo das pessoas, de como elas me olhavam. Só queria saber de dormir e pedia para Deus me levar. Mas a história começou a mudar em 2002, quando fui fazer um curso para grupo de adesão feito por uma ONG da minha cidade.
Lá, eu redescobri o mundo. Vi várias pessoas, sempre adultas. Eu me percebi como sujeito e que não era nada daquilo que as pessoas fizeram eu pensar que eu era: um ser pecador, sujo, ET, aidético que não poderia mais ser nada, ter namorado, amigo, não poderia estudar. Decidi trabalhar como cobrador de ônibus. Em 2003, fui admitido no meu primeiro emprego: aquilo se tornou a coisa mais importante da minha vida. Acabei abandonando meu tratamento, pois lá ninguém sabia quem eu era. Afinal, eu tinha meu dinheiro.
Depois de 10 meses de trabalho, senti a necessidade de fazer exame, pois minha mãe sempre pedia para que eu não abandonasse o cuidado. Um certo dia, tive diarreia e faltei ao trabalho contrariado, pois era meu primeiro emprego e tinha medo de perder a oportunidade. O corpo gritou e não pude ir. Com muito medo, no dia seguinte, fui ao médico para pegar o atestado. Ele queria saber o que eu tinha. O que poderia ter causado a diarreia, mas eu não conseguia contar para ele. Só sentia medo.
Adoeci novamente. E comecei a faltar ao trabalho porque estava adoecendo e precisava fazer exames. No dia em que retornei, o médico gritou comigo na sala. Eu disse que era aids e, por isso, o médico não quis mais me atender. A empresa em que eu trabalhava criou as piores situações de trabalho até eu pedir demissão. Foi muito difícil essa situação. Como eu não servia para o trabalho, decidi entregar minha vida para Deus e trabalhar para salvar almas. Pensei: “vou para o seminário, pois lá eu trabalho e entrego meus últimos dias a Deus”.
Fiz o acompanhamento vocacional e ingressei em fevereiro de 2004. Em abril, o padre formador disse que teríamos que fazer o exame de HIV, pois, no mesmo estado que eu, um padre havia morrido em decorrência da aids. A norma era clara: todos tinham que fazer esse exame. Como foi difícil, lembro do meu formador falando “...vocês terão que fazer o exame de aids! Mas todos podem fazer porque não temos nenhum aidético no nosso meio. A congregação não tem dinheiro para pagar o tratamento de um aidético...”
Foi mais um balde de água congelada em mim. Não suportei. Como sempre fui um sonhador pensei que poderia ter a chance de ficar, que ele entenderia se eu explicasse que não ficaria doente, mas não obtive resultado e ouvi mais uma vez “você terá que ir embora!”
Tudo isso foi difícil. Voltei para casa e chorava muito, pois só idealizava entregar minha vida para Deus, pois, servindo a ele, meus pecados seriam todos apagados. Tentei, pensei em recorrer a tudo e a todos. Mas acabei deprimido novamente. Depois de tantas coisas ruins, decidi mudar minha vida ajudando outros jovens a não passarem por todas essas dificuldades que eu passei. Tornei-me um mini adulto, não tive adolescência. Ingressei no movimento de luta contra aids.
Conheci pessoas que me acolheram como eu sou: gay, soropositivo, jovem, negro. Conheci pessoas que me ajudaram a perceber que eu sou alguém, posso me amar e que Deus me ama como eu sou. Foi um processo difícil, dolorido, mas consegui, tive apoio fundamental para que não me matasse e não desistisse de viver. Em primeiro lugar, minha família foi meu alicerce. Logo em seguida, estão alguns grandes ativistas que lutam pela vida dos seres humanos.
Como diz Kant: “age de tal forma que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre também como um fim e nunca unicamente como um meio". Conheci pessoas tão importantes que me ensinaram a sonhar e a pensar em meus projetos. Lembro com dor desses momentos que me deixaram cicatrizes, porque eu olhava para o mundo assim.
Hoje meus olhares são outros: meu horizonte ampliou e meu espaço já não é mais o mesmo. Queria poder contar aqui como foi minha formatura, como foi voltar para escola, conquistar meu emprego, resgatar minha dignidade, conquistar meu espaço, resgatar minha autoestima, pensar meu projeto de vida... Mas terei que deixar para uma próxima edição, só quero que as pessoas saibam que eu estou aqui melhor do que ontem e que amanhã estarei melhor, e depois melhor, buscando sempre um sentido maior para minha vida, pois ela é única e o bem mais precioso que tenho.

Antirretrovirais

Ministério da Saúde amplia tratamento para crianças com aids

O tipranavir é o primeiro medicamento que auxilia quando não há resposta ao tratamento ou falha na terapia adotado no país para menores de 6 anos de idade
As crianças que vivem com aids no Brasil vão poder contar com novos tratamentos a partir da próxima
semana. O Ministério da Saúde incluiu no esquema terapêutico de crianças e adolescentes o primeiro antirretroviral (ARV) incorporado ao SUS exclusivamente para esses pacientes, o tipranavir. A droga entra como opção mais confortável de medicação de 3ª linha, ou seja, moderna e indicada para vírus resistentes – a 1ª linha é composta por medicamentos mais usuais e utilizados em tratamentos iniciais. O tipranavir é também o primeiro medicamento de resgate, que auxilia quando não há resposta ao tratamento ou falha na terapia, adotado no país que poderá ser utilizado por menores de 6 anos de idade.
“Além de ampliar a qualidade de vida dessa população e proporcionar melhor adesão ao tratamento contra a doença, a medida atualiza o consenso pediátrico atual”, destaca o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco. Farão parte das recomendações outras duas formulações (fosamprenavir solução oral e darunavir pediátrico). Em combinação com o ritonavir solução oral, estes medicamentos são potencializados e inibem a replicação do HIV, ajudando a reduzir a infecção das células saudáveis do organismo.
Até então, o esquema de resgate terapêutico de 3ª linha era feito com ARV indicados para adultos e utilizados por crianças como medida excepcional. Os menores de 5 anos e de baixo peso só tinham a opção do inibidor de protease (lopinavir/ritonavir), utilizado quando ocorria falha terapêutica com os medicamentos prescritos no tratamento inicial. Com uma formulação mais moderna, cada dose do fosamprenavir, por exemplo, representa ¼ do volume da dose do amprenavir, que será substituído.
Ao todo, o Ministério da Saúde oferece 13 drogas para crianças que desenvolveram a doença. Atualmente existem no Brasil 4.006 menores de 13 anos em tratamento, sendo que 186 deles estão utilizando medicamentos de 3ª linha. O orçamento para o acesso universal aos antirretrovirais no Brasil é da ordem de R$ 846,7 milhões e o investimento brasileiro em ARV para crianças é de R$ 9,7 milhões.
Orientação - Médicos e farmacêuticos de Unidade de Dispensação de Medicamentos (UDM) dos serviços de saúde especializados em HIV/aids receberam nota técnica sobre os novos ARV. O documento traz informações de prazos de armazenamento e realização de testes de genotipagem para verificar a resistência do HIV e indicações de uso desses medicamentos no Brasil, para que o médico prescreva a melhor combinação de antirretrovirais para o paciente.
No texto, os médicos também são alertados a repassar aos pais e cuidadores de crianças com aids informações sobre como administrar as doses dos remédios. O frasco do ritonavir pode durar de três a seis meses e o curto período de validade (6 meses) se dá em decorrência da própria formulação do medicamento. Por esta razão, os usuários são orientados a retornar com o frasco do medicamento a cada consulta e retirada do ritonavir na UDM, para melhor controle do produto. A precaução é para evitar que a criança tome medicamento vencido.-------------------------------------------------------A HOMOFOBIA É CRIME E DEVE SER PUNIDA COM RIGOR
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                                   Diga o que você pensa..
                                          com esperança!
                             Pense no que você faz com fé!
                                 Faça o que você deve fazer...
                                           com amor!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

DIZER NÃO AO PRECONCEITO

O verbete "aidético" embora muito utilizado, principalmente no meio jurídico e parlamentar, além de não existir oficialmente em nosso idioma (o Português falado no Brasil) é considerado agressivo, rotula discriminação e preconceito. Os termos adequados, lícitos e politicamente corretos para uma pessoa com sorologia positiva para o HIV são respectivamente: soropositivos, HIV positivo ou portador do HIV.
Historicamente é muito comum se atribuir ao próprio doente a responsabilidade pela doença que o vitimou, associando-se ao seu modo de vida, hábitos e costumes, que muitas vezes são considerados, por parte da sociedade não apenas como diferentes mas, desviantes ou desregrados. A partir de então surge a idéia, hoje combatida, dos chamados "grupos de risco". Identificar responsáveis é uma maneira simplista de explicar o que não se compreende, e também uma atividade "terapêutica" pois uma vez achados os "culpados" os demais estão automaticamente eximidos de toda e qualquer responsabilidade. No inconsciente coletivo esses indivíduos deveriam então ser penalizados pelo seu delito e seus agravos.
Diante de toda e qualquer epidemia há sempre um movimento acusatório de maior ou menor intensidade, variando de acordo com a gravidade. A responsabilidade e a culpa recaem invariavelmente sobre as minorias, os diferentes, pobres, fracos e marginalizados, incapazes de oferecer resistência ou de se defender. Mas este tipo de comportamento não é novo, desde os tempos medievais quando a Peste Negra assolou a Europa, viajantes, judeus, leprosos e marginais foram os primeiros a ser responsabilizados pela disseminação da epidemia que dizimou grande parte da população. Os próprios tratados médicos da época, que versavam sobre a Peste Negra, evidenciavam a: "ação maléfica dos envenenadores". Não era incomum, naqueles tempos, os "culpados" serem não apenas expulsos, escorraçados da região, como também punidos severamente: humilhados, espancados, as vezes até sumariamente executados e queimados, arbitrariamente, para aplacar a ira dos indignados.
É evidente, por mais incrível que possa parecer, que ainda nos dias de hoje, em vez de se adotar uma conduta consciente, solidária e construtiva diante da AIDS, ainda existem aqueles que são guiados pelo furor acusatório dos tempos feudais, e que buscam segregar "os culpados pelos pecados da humanidade", discriminando algumas minorias já bastante marginalizadas como os homossexuais, hemofílicos, usuários de drogas injetáveis e as prostitutas, por serem pessoas diferentes ou simplesmente mais vulneráveis.
Luiz Fernando Conde Sangenis, ressalta com bastante lucidez, no seu livro: AIDS e Juventude: "Ainda que não aceitemos certos comportamentos e opções das pessoas, nem por isso estamos eximidos de respeita-las na sua dignidade humana, inclusive considerando os seus direitos inalienáveis".
O livro Direito das Pessoas Vivendo com HIV e AIDS, publicado pelo Grupo PELA VIDDA em 1993, com o apoio da Fundação Ford e da Sociedade Viva Cazuza, retrata esta realidade de forma clara: "O fato da Infecção pelo HIV e AIDS ter sido detectada inicialmente em determinadas pessoas ou grupos sociais como os homossexuais masculinos e os usuários de drogas endovenosas, concorreu objetivamente para a estigmatização e a discriminação que, somadas à incurabilidade da doença (ou conjunto de doenças), determinaram para a pessoa com HIV e AIDS uma condenação não só à morte biológica, natural e reservada a todos, independente da sorologia para o HIV, mas, com muito mais rigidez, à morte civil, impedindo-a de exercer plenamente todos os seus direitos de cidadã. A AIDS deixa de ser uma doença para ser uma "pena" aplicada aos "criminosos morais".
Janete Hanan chama a atenção, em seu livro A Percepção Social da AIDS – Raízes do Preconceito e da Discriminação, para essas disfunções: "As propagandas oficiais veiculadas ajudaram a gravar em letras maiúsculas e vermelhas: AIDS PEGA e AIDS MATA. O resultado mostra-se até hoje catastrófico: todos tem pavor do doente (esquecendo a doença), mas poucos sabem como preveni-la ou evitá-la".
Ultimamente as campanhas oficiais melhoraram muito em qualidade, nível de informação e respeito aos portadores da AIDS, mas ainda não encontraram o melhor caminho para a educação e o atalho da prevenção. Por isso é muito importante salientar que a contaminação pelo HIV não está restrita aos chamados "grupos de risco". Qualquer pessoa, de qualquer grupo social, está sujeita a contrair o vírus. Ao mesmo tempo é preciso desmistificar e desdramatizar a doença: não se pega AIDS simplesmente pelo convívio diário com um soropositivo. Contatos diretos como aperto de mão, abraço e outros casuais, até mesmo o beijo não provoca contaminação. Também não se pega AIDS através de picadas de insetos, mordidas de animais, partilhando a mesma água da piscina, pelo uso comum de banheiros: privadas, pias, chuveiros, assentos e etc.. Muito menos no uso de utensílios domésticos como: talheres, pratos, toalhas, vestuário, roupa de cama e etc.. No local de trabalho, o vírus não circula pelo ar, não se transmite pelo espirro, tosse, suor, saliva, ou pelo uso de objetos comuns de trabalho.
NOTA: Os únicos objetos pessoais de um soropositivo que não devem ser usados (compartilhados) por outras pessoas são os chamados perfuro cortantes, tais como: alicate de unha, de cutícula, lâminas de barbear e os de higiene pessoal: como  escova de dentes, porque a utilização desses instrumentos pode ocasionar sangramento e os resíduos podem provocar contágio. Também é desaconselhado o compartilhamento das chamadas "toalhinhas íntimas" femininas porque estas guardam resíduos de secreção vaginal.
Lamentavelmente, ainda é muito comum no meio social um soropositivo masculino que não seja hemofílico ou assumidamente gay, carregar sobre seus ombros o peso incômodo e desafortunado da desconfiança injustificada de parentes, amigos, ou terceiros, de que ele seja usuário de drogas injetáveis ou bissexual. As pessoas leigas ainda relutam em acreditar que os heterossexuais, mesmo àqueles que não se drogam, também podem ser contaminados pelo HIV. Para as mulheres, o fantasma de uma conduta promíscua, clandestina e do consumo de drogas pesará da mesma forma, porque a AIDS está associada historicamente a uma forma de uma vida ilícita, libertina e pecaminosa.     
A imagem de um portador da AIDS que nos salta dos arquivos da memória é sempre a de uma pessoa magra, debilitada, com o corpo coberto de manchas, deitada sobre uma cama definhando, sofrendo solitária e abandonada. Esta imagem foi verdadeira um dia, é bem verdade, mas já faz muito tempo. Hoje com o advento de novas e potentes drogas e os avanços terapêuticos, na maioria das vezes é muito difícil, reconhecer um portador do HIV, principalmente quando em estado assintomático, simplesmente olhando-se para ele. No cotidiano o que diferencia uma pessoa soropositiva das outras é o preconceito.


Alimentação


Uma alimentação saudável aumenta a resistência à aids, fornecendo energia para as atividades diárias e, também, vitaminas e minerais que o organismo precisa. Além de tornar a pessoa mais disposta, uma alimentação equilibrada fortalece o sistema de defesa, ajuda no controle das gorduras e açúcares do sangue, a absorção intestinal e melhora os resultados do tratamento.
A alimentação saudável é aquela que tem todos os alimentos necessários, de forma variada e equilibrada. Para se ter uma alimentação saudável, o ser humano precisa consumir alimentos de todos os três grupos:
Carboidratos
Fornecem a energia necessária para as atividades do dia a dia, como andar, falar, respirar etc.
Encontrados em: arroz, açúcar, massas, batata, mandioca, cereais, farinhas e pães.
Proteínas
Todos os tecidos do corpo são formados por elas. São as principais componentes dos anticorpos e dos músculos. Constroem, “consertam” e mantêm o corpo, além de aumentarem a resistência do organismo às infecções.
Encontradas em: carnes bovinas, suína, frango, peixes, miúdos, ovos, leite, iogurtes e queijos (animais) e feijão, soja e derivados, castanhas, amendoim, amêndoa (vegetais).
Gorduras
Fornecem energia. O organismo precisa delas em pequenas quantidades. Algumas vitaminas usam-nas para serem transportadas no organismo, assim como alguns medicamentos antirretrovirais também.
Encontrados em: manteiga, óleos, azeite de oliva, margarina, gordura animal (presente nas carnes).

Como se alimentar melhor?

O ideal é fazer três refeições principais por dia, com dois ou três lanches nos intervalos. A alimentação deve ser balanceada, variada, dando preferência aos alimentos não industrializados, sempre respeitando as características e hábitos de cada um. Deve ser priorizado o consumo diário de frutas, verduras, legumes, alimentos integrais e carnes magras. Frituras, gorduras e açúcares devem ser diminuídos ou evitados.

Cuidado com os alimentos

Um grande problema para os soropositivos são as doenças provocadas por alimentos contaminados, que podem causar vômitos, diarreias ou mesmo infecção intestinal. Alguns cuidados e dicas com os alimentos:
  • Antes de cozinhar, lavar bem as mãos e os utensílios que forem ser usados.
  • Copos ou pratos rachados não devem ser usados, pois os germes se acumulam nas rachaduras.
  • O lixo deve estar bem tampado e longe dos alimentos.
  • Manter os alimentos fora do alcance dos insetos, roedores e outros animais. Cobrir ou guardar em vasilhas bem fechadas.
  • Não consumir alimentos com alterações de cor ou cheiro.
  • Descongelar as carnes na geladeira e não em temperatura ambiente. Evitar comer carne crua.
  • O leite pasteurizado deve ser mantido na geladeira depois de aberto e a atenção na validade deve ser constante. Se não for pasteurizado, recomenda-se ferver antes de beber.
  • Evitar comer ovos crus. Cozinhar até ficarem duros (6 a 8 minutos de fervura) ou fritar até a gema ficar dura.
  • Cortar a carne e os vegetais em tábuas de plástico ou vidro e depois lavar. Evitar a tábua de madeira, pois acumulam muitos germes e bactérias.


Efeitos colaterais

O tratamento com os medicamentos antirretrovirais traz muitos benefícios aos pacientes: aumentam a sobrevida e melhoram a qualidade de vida de quem segue corretamente as recomendações médicas. Mas, como os medicamentos precisam ser muito fortes para impedir a multiplicação do vírusno organismo, podem causar alguns efeitos colaterais desagradáveis.
Entre os mais frequentes, encontram-se: diarreia, vômitos, náuseas, manchas avermelhadas pelo corpo (chamadas pelos médicos de rash cutâneo), agitação, insônia e sonhos vívidos. Há pessoas que não sentem mal-estar. Isso pode estar relacionado com características pessoais, estilo e hábitos de vida, mas não significa que o tratamento não está dando certo.
Alguns desses sintomas ocorrem no início do tratamento e tendem a desaparecer em poucos dias ou semanas. É importante saber que existem diversas alternativas para melhorá-los. Por isso, é recomendável que o soropositivo procure o serviço de saúde em que faz o acompanhamento, para que possa receber o atendimento adequado. Nesses casos, não recomenda-se a automedicação (pode piorar o mal-estar) nem o abandono do tratamento (causando a resistência do vírus ao remédio).
Além dos efeitos colaterais temporários descritos acima, os pacientes podem sofrer com alterações que ocorrem a longo prazo, resultantes da ação do HIV, somados aos efeitos tóxicos provocados pelos medicamentos. Os coquetéis antiaids podem causar danos aos  rinsfígadoossosestômago e intestinoneuropsiquiátricas. Além disso, podem modificar o metabolismo, provocando lipodistrofia (mudança na distribuição de gordura pelo corpo),diabetes, entre outras doenças.

Lipodistrofia

As mudanças ocorrem pela má distribuição da gordura do corpo. Existe uma perda de gordura no rosto, glúteos, pernas e braços e acúmulo no abdômen, costas, pescoço e mamas. Essas alterações podem aparecer juntas ou isoladas. Há casos em que a gordura diminui em determinadas partes do corpo e aumenta em outras. E relatos em que o paciente somente perde gordura ou aumenta em algumas dessas regiões.
As pessoas em uso de antirretrovirais devem ficar atentas, principalmente, às modificações no seu corpo e conversar com o médico que faz o acompanhamento. A primeira providência do profissional pode ser mudar algum medicamento que o paciente esteja tomando, além de indicar atenção especial à alimentação e à prática de atividades físicas. Essas duas ações podem amenizar os danos da lipodistrofia e até mesmo evitar que esse efeito colateral apareça.
As alterações mais graves podem ser corrigidas por cirurgias plásticas reparadoras. Elas são gratuitas e estão disponíveis em várias unidades da rede pública de saúde de todo o país. Algumas das mais frequentes são: preenchimento facial com polimetilmetacrilato, para o tratamento da perda de gordura no rosto; lipoaspiração nas mamas, abdômen, giba (abaixo da nuca) e costas; implante de prótese glútea.
Na lipodistrofia, também podem ocorrer alterações nas gorduras - colesterol e triglicérides - e no açúcar do sangue (glicose). São chamadas de alterações metabólicas, que podem levar ao aumento do risco de doenças do coração (cardiovasculares) e ao aparecimento do diabetes.

Diabetes

Alterações do metabolismo podem desenvolver resistência à insulina e, em alguns casos, o surgimento da diabetes mellitus. Nesse caso, a atenção deve ser redobrada, pois a resistência à insulina é fator de risco para o aumento da pressão arterial e de outras doenças cardíacas.

Rins

As alterações nos rins relacionadas ao HIV podem ser agudas (curtas, mas bastante intensas) ou crônicas (duram muito tempo). Por isso, qualquer dor na parte de baixo das costas ou ao urinar deve ser comunicada ao médico o mais rapidamente possível. Mais frequente entre as doenças, a insuficiência renal é causada pelos efeitos tóxicos da terapia antirretroviral ou por remédios usados para tratar as infecções oportunistas.

Fígado

Os antirretrovirais também podem causar danos ao fígado, podendo até levar à sua insuficiência. Muitos dos remédios usados no tratamento da aids e de doenças oportunistas têm seu metabolismo feito no fígado. Ou seja, para serem absorvidos pelo organismo, precisam ser “desmembrados” no fígado, o que causa sobrecarga e alterações no funcionamento do órgão.

Ossos

Os ossos vivem diariamente um processo de formação e reabsorção, que pode ser desregulado durante a infecção pelo HIV. Quando isso ocorre, pode surgir a osteoporose, doença que torna o osso mais frágil, aumentando o risco de fraturas. Outros fatores importantes que podem contribuir para a perda óssea são: deficiências nutricionais, baixos níveis de cálcio no organismo e hipertireoidismo (excesso de funcionamento da glândula tireoide).

Alterações neuropsiquiátricas

Alguns medicamentos antirretrovirais, especialmente o Efavirenz, podem desencadear agitação, alucinações, amnésia (perda da memória, temporária ou não), ansiedade, confusão mental, convulsões, depressão, dificuldade de concentração, irritabilidade, insônia, pesadelos e sonhos vívidos. Essas alterações neuropsiquiátricas são mais comuns entre os pacientes que ingerem álcool e os usuários de drogas. Portanto, é importante o soropositivo avisar ao médico se faz uso dessas substâncias. Antes da indicação dos coquetéis antiaids, será necessária a avaliação de um profissional de saúde mental.

Sintomas gastrointestinais

Em geral, ocorrem logo no início do tratamento e, na maioria dos casos, desaparecem ou são atenuados após o primeiro mês de uso do medicamento. Entre os mais frequentes encontram-se: diarreiavômitos, náuseasboca secador ao engoliraziaprisão de ventre.
A alimentação é muito importante para melhorar alguns sintomas ou efeitos colaterais que podem aparecer com o uso dos medicamentos. Nesses casos, alguns cuidados adequados com a alimentação são fortes aliados e necessários para manter o equilíbrio do organismo, a hidratação do corpo e recuperar o bem-estar.
Em caso de náuseas e vômitos, recomenda-se:
- Não ficar de estômago vazio, pois pode piorar a sensação de náusea.
- Evitar comer os alimentos preferidos, porque, quando o mal-estar passa, esses alimentos podem trazer recordações ruins.
- Fazer pequenas refeições, se possível a cada 2 ou 3 horas.
- Ao acordar, experimentar comer alimentos secos, como biscoitos de água e sal, de polvilho, torradas, sem tomar líquido.
- Não tomar líquidos durante as refeições.
- Procurar tomar bastante líquido, de preferência soro caseiro, água de coco, sucos, bebidas isotônicas geladas, em pequenas quantidades.
- Preferir alimentos bem cozidos e pastosos.
- Evitar alimentos gordurosos (incluindo frituras), muito temperados, doces e bebidas gasosas.
- Evitar alimentos quentes; preferir comidas frias ou a temperatura ambiente.
- Evitar deitar-se após a refeição. Procurar descansar sentado ou recostado.
Para tratar a diarreia, é indicado:
- Beber bastante líquido entre as refeições: água, água de arroz, água de coco, chás, sucos naturais coados e especialmente soro de caseiro.
- Não deixar de comer; fazer pequenas refeições de 2 em 2 horas.
- Lavar e cozinhar bem os alimentos.
- Evitar açúcar e doces.
Quem está com feridas na boca ou sente dor ao engolir pode:
- Comer alimentos macios ou bem cozidos como sopas cremosas, purê de batata, maçã cozida, banana amassada, pão de forma, miolo de pão, gelatina, pudins e flãs.
- Umedecer pão ou biscoito no leite, chá (camomila, erva doce, erva cidreira, hortelã), sopa ou outros líquidos para ficarem macios.
- Tomar suco natural de caju, goiaba ou laranja lima como fonte de vitamina C. Eles ajudam na cicatrização das feridas.
- Usar canudo ou copo para as comidas líquidas (sopa, mingau), ao invés de colher.
- Evitar alimentos apimentados ou ácidos.
- Evitar alimentos e bebidas muito quentes. Preferir alimentos à temperatura ambiente, frios e bebidas geladas.
Aqueles com boca seca precisam:
- Beber de 6 a 8 copos de água por dia.
- Chupar bala do tipo azedinha, de gengibre ou mascar chiclete sem açúcar.
- Umedecer os alimentos (pão, torrada e outros) antes de comê-los.
- Dar preferência a alimentos cozidos com caldos ou molhos.
- Enxaguar a boca com frequência, isso ajudará a refrescá-la.
Atenção: alimentos ácidos ou doces podem estimular a produção de saliva, mas podem também causar irritação na boca se tiver alguma ferida.
Pacientes que sofrem de azia ou queimação no estômago podem tomar chás digestivos após a refeição (verde, hortelã ou boldo) e devem evitar:
- Condimentos, pimenta de todos os tipos, alimentos gordurosos e café.
- Deitar-se após a refeição. Procurar descansar sentado ou recostado.
- Comer doces.
Quando os remédios causam gases intestinais, é preciso:
- Evitar refrigerantes, cervejas, doces, brócolis, couve-flor, couve, feijão, batata-doce.
- Diminuir o consumo de milho, grão-de-bico, casca de frutas e verduras (alface, couve)
- Seguir os horários habituais das refeições.
- Mastigar de boca fechada e não falar enquanto come, pois isso faz engolir ar, aumentando os gases intestinais.
Para evitar intestino preso, é prudente:
- Aumentar o consumo de fibras na dieta, comendo mais saladas de folhas e adicionando nas refeições farelo de aveia, arroz ou linhaça.
- Aumentar a ingestão de água para, pelo menos, 3 litros por dia.
- Praticar alguma atividade física, o movimento estimula a musculatura intestinal.
- Usar azeite ou óleo vegetal nas verduras cruas.
Em situações onde há febre e suores noturnos, é necessário:
- Aumentar a ingestão de líquidos. Tomar mais água, sucos de frutas frescas, sucos de vegetais ou água de coco, para repor os minerais perdidos pelo suor ou pela febre.
- Manter uma alimentação variada, nos horários habituais.
- Aumentar o consumo de massas, pães, cereais e arroz.
Alimentos mais indicados
- Alimentos ricos em potássio como banana, batata e carnes brancas.
- Pão branco, torradas, bolachas (maisena, água e sal, leite).
- Arroz, macarrão com molho caseiro (tomate sem casca e sem sementes)
- Batata, mandioquinha, cenoura, cará, inhame, mandioca, chuchu, abobrinha sem semente.
- Carnes magras em geral (vaca, peixe, frango sem pele), de preferência grelhadas, assadas ou cozidas.
- Leite de soja, leite sem lactose, iogurte natural desnatado, queijo branco ou ricota.
- Frutas cruas ou cozidas sem casca como maçã, banana, pera e goiaba sem sementes.
- Sucos de frutas naturais – limão, maracujá, maçã, goiaba e acerola.
- Gelatina, maisena, aveia e tapioca.
Evitar
- Frituras e alimentos gordurosos: maionese, linguiça, salsicha, toucinho, queijos amarelos, chocolate, sorvetes cremosos e creme de leite.
- Enlatados em geral: sucos artificiais, doces e salgadinhos.
- Alimentos que formam gases: repolho, brócolis, couve-flor, milho, pepino, pimentão, rabanete, nabo, salsão, cebola, alho-poró e refrigerantes.
- Cereais integrais, legumes e verduras cruas, frutas secas.
- Leite integral ou desnatado.
- Alimentos crus.

Outras alterações frequentes

O tratamento da aids pode levar ao aparecimento de algumas condições associadas, como a dislipidemia (aumento das gorduras no sangue), hipertensão arterial e intolerância à glicose. A dislipidemia é caracterizada por níveis altos de triglicérides, aumento do colesterol total e do colesterol LDL (mau colesterol) e diminuição do colesterol HDL (bom colesterol).


DEPOIMENTO--------------------------------------------------


Foi através de uma doação voluntária de sangue que descobri o vírus HIV. Fui
chamada no banco de sangue dias após a doação para repetir um exame, fiquei atordoada, mas fiz o exame.
Depois de alguns dias fui chamada novamente pra receber o resultado, meus
pais estavam comigo.
Quando o médico responsável pelo laboratório me comunicou o resultado, positivo, foi como se um filme tivesse passado em minha mente, isso em questão de segundos.
Pensei nos meus filhos, pois desde então não sabia quando tinha sido contaminada. Tive que levá-los para fazer também o exame, até a espera do resultado, que seria no mesmo dia no final da tarde, as horas pareciam não passar... Mas enfim, eles estavam livres! Foi o que pensei naquele momento!
Naquela hora você pensa que vai morrer dentro de mais alguns dias!!! Claro que essa não é a realidade, hoje existem várias formas de se evitar a disseminação do vírus nas células CD4, essas que são responsáveis pela nossa, digamos, saúde.
O vírus ataca essas células e assim vamos perdendo nossa imunidade, ficando mais suscetíveis a doenças oportunistas, como a pneumonia, tuberculose, herpes, dentre outras, e essas doenças é que matam, não o vírus, somos mais fortes que ele, isso está cientificamente comprovado, basta que arregacemos as mangas e lutemos, principalmente lutemos contra o pré-conceito, esse sim destrói. E esse pré-conceito se dá pela falta de informação.
Tudo isso me atormentou também, principalmente pela falta de conhecimento, foi então que fui buscar tudo sobre o vírus. Passei a tomar o coquetel e já no primeiro mês meu CD4 aumentou e minha carga viral passou a ser indetectável, isso quer dizer 0 de carga viral.
Todo esse progresso se deu também pelo apoio de minha família, amigos. Recebi amor de todos aqueles que estavam ao meu lado.
Em nenhum momento pensei em desistir, mas lutar sem desanimar!
Sei que escolhi estar aqui e estar nessa, vamos chamar, Condição. O Pai Celeste não nos pune, pelo contrário nos ama, ampara e consola.
Pensar em desistir diante de um exame positivo de HIV é bobagem, a ordem é lutar, lutar pela vida.
E foi assim que lutando, encontrei um parceiro na mesma condição, estamos juntos, nos amamos, e mais... Temos uma Filha Maravilhosa, que não tem o vírus.
Quando engravidei, busquei auxílio na Casa Espírita e foi-me anunciada a chegada de um espírito de Luz, que só nos traria Felicidade e iria somente acrescentar em nossas vidas.
Imaginem então se eu tivesse desistido... Se não tivesse lutado... Seria hoje a mais infeliz das criaturas, talvez nem aqui entre os encarnados estivesse.
Sou grata a Deus em primeiro lugar pelo seu amor e pela oportunidade de aprimoramento através desta condição. Não tenho medo e nem vergonha de falar com as pessoas, apesar ainda de ser grande o preconceito, este me assustava muito, mas aprendi também que tem preconceito quem não conhece, quem não procura conhecer.
Sei que sou uma filha amada do Pai Maior, e que talvez essa seja a maior das oportunidades que Ele me deu, de através dessa condição, servir e aprimorar meu espírito, já que esse corpo terreno é transitório, e quando este findar haverá um espírito que é eterno e livre!
Agradeço ao Pai, sou grata por ter conhecido alguém especial, pelos meus filhos, pela nossa filha amada, sou grata por poder servir, talvez um dia, de exemplo, de que não vale a pena desistir diante de uma notícia que aparentemente poderia ser a pior de nossa vida, poderá esta ser a melhor, pois a partir dela, você ama mais, luta mais, cresce mais, VIVE MAIS!!!
Pense no que disse Chico Xavier, na sua imensa sabedoria:
“Tudo tem seu apogeu e seu declínio... É natural que seja assim; todavia, quando tudo parece convergir para o que supomos o nada, eis que a vida ressurge triunfante e bela!... Novas folhas, novas flores, na indefinida bênção do recomeço!...”.
Recomece todos os dias, cada dia é uma nova oportunidade, lembre-se sempre que o que escrevemos no livro da vida é de nossa inteira responsabilidade, Deus só nos concede as páginas no livro.
Fiquem em Paz, na Paz do Cristo, nosso Irmão e Mestre Maior!
BEIJO NA BOCA E USE CAMISINHA SEMPRE FIQUEM COM DEUS!!!!!!!!!

terça-feira, 23 de agosto de 2011


 Se desejamos daqui para a frente navegar pelo mar da vida tendo apenas boas experiências e melhorar o próprio destino,basta recebermos todas as experiências que surgem à nossa frente como lições para o nosso aperfeiçoamento,acreditarmos que isso fez desaparecer nosso pensamento errôneo(carma),e aguardarmos a chegada de uma nova vida, com novos e bons pensamentos.Nesse novo livro da vida,não devemos jamais,desde a primeira página,registrar palavras e pensamentos negativos como registramos equivocadamente no passado,mas procurar imprimir palavras e pensamentos alegres,positivos e construtivos.O passado está passando.E o novo céu e a nova terra estão se abrindo,juntamente com novos pensamentos.Mantendo firme a convicção de que somos filhos de Deus,acreditando que tudo o que desejamos infalivelmente será realizado por Deus,avancemos corajosamente,mantendo em nosso coração a fé e a autoconfiança,em vez de medo,preocupação ou pessimismo. 

Abandonando pensamentos negativos e acreditando que,como em seu interior está alojado o Amor de Deus,sua missão consiste em realizar o Amor de Deus através de você e avançar dedicando ilimitado amor ao próximo,manifestar-se-ão infalivelmente em sua vida,daqui para a frente,somente felicidade,prosperidade,saúde.Seu pensamento e palavras são, afinal,sementes que constroem seu próprio destino.Germina e floresce aquilo que você semeou.Jamais Deus beneficia aquele que tenta convencê-Lo com lamúrias,mas concede vibrações de luz àquele que possui mente alegre.

Nós,seres humanos,fomos postos aqui na Terra por Deus,como vanguardas da Sua força criadora;portanto,você nada tem a temer.Toda sabedoria,todo amor,toda vida e toda provisão existem infinitamente e chegam até a porta de saída.Você só precisa abrir essa porta.Aí,novas bençãos jorrarão dessa fonte inesgotável.
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Hoje com todas as inovações da medicina, e com toda a informação disponibilizada pela mídia, as pessoas tem muito medo do portador do Hiv. Agem como se a doença fosse transmitida através do toque, do simples ato de cunmprimentar, abraçar. Precisamos ter a consciência de que a AIDS só se pega através do contato sexual, e não através do abraço e carinho.
A concepção de que as pessoas que são portadoras da doença, estão fadadas a esperar pela morte, é uma inverdade, pois atualmente os medicamentos antiretrovirais prolongam a vida do paciente e lhe dão qualidade de vida. A doença apesar de não ter cura, é tratável e se o portador se cuidar e tomar a medicação de forma correta viverá muitos anos. 
A novela de Manoel Carlos- Páginas da vida, demonstrou que embora ainda não exista cura para o HIV, tomando a medicação de forma correta e tendo uma vida saudável, eles tem a sua sobrevida prolongada, e portanto tem direito de serem respeitados pela sociedade pois são pessoas capazes de levarem a sua vida de forma normal como qualquer outro cidadão que não seja portador da doença. 
O Brasil apesar de todas as adversidades que possui, é um país modelo quanto ao fornecimento de medicação para a doença. Precisamos ter em mente que ter um pré- conceito sobre alguém por apenas ser portador do HIV é algo que está dentro de nós, o preconceito nós mesmos criamos, e somos nós que precisamos nos livrar dele.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------RECENTE:Ministério da Saúde amplia tratamento para crianças com aids
Periódicos de todo país repercutem a incorporação de novas drogas pediátricas. As crianças que vivem com aids no Brasil vão poder contar com os novos tratamentos a partir da próxima semana. O Ministério da Saúde incluiu no esquema terapêutico de crianças e adolescentes o primeiro antirretroviral (ARV) incorporado ao SUS exclusivamente para esses pacientes, o tipranavir. “Quando uma criança menor de 6 anos não respondia ao tratamento, não havia nada a ser feito, a não ser manter a terapia. Isso muda agora", afirmou o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco.-
--Evento-----

Informações:---0800 61 1997-------------------------------------------------------------------------------------------

Fóruns de ONG/aids

 Os Fóruns de ONG/Aids e/ou Articulação Aids são espaços de representação das ONG e movimentos sociais com atuação em HIV/aids no âmbito de um estado. Uma das características desse espaço é a troca de experiência entre as diferentes organizações da sociedade civil, visando o fortalecimento das mesmas e deliberações conjuntas sobre assuntos e estratégias que envolvem o enfrentamento da epidemia de aids. Os Fóruns nasceram a partir de 1996, quando foi criado o Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo. Atualmente existem 27 Fóruns de ONG/Aids, um em cada unidade da federação.
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Centro de Testagem e Aconselhamentos

 Os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) são serviços de saúde que realizam ações de diagnóstico e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Nesses serviços, é possível realizar testes para HIV, sífilis e hepatites B e C gratuitamente. Todos os testes são realizados de acordo com a norma definida pelo Ministério da Saúde e com produtos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e por ela controlados. Para comemorar o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais 2011, alguns CTA receberam kit que realizam o teste rápido para diagnosticar as hepatites virais dos tipos B e C (veja lista).
O atendimento nesses centros é inteiramente sigiloso e oferece a quem realiza o teste a possibilidade de ser acompanhado por uma equipe de profissionais de saúde que a orientará sobre resultado final do exame, independente dele ser positivo ou negativo. Quando os resultados são positivos, os CTA são responsáveis por encaminhar as pessoas para tratamento nos serviços de referência.
Ao procurar um CTA, o usuário desse serviço tem direito a passar por uma sessão de aconselhamento, que pode ser individual ou coletivo, a depender do serviço. O aconselhamento é uma ação de prevenção que tem como objetivos oferecer apoio emocional ao usuário, esclarecer suas informações e dúvidas sobre DST e HIV/aids e, principalmente, ajudá-lo a avaliar os riscos que corre e as melhores maneiras que dispõe para prevenir-se.
Além do aconselhamento, outras ações de prevenção são realizadas pelos CTA, dentro da unidade de saúde (ações intra-muros) e fora dela (ações extra-muros). Também disponibilizam insumos de prevenção, como camisinhas masculinas e femininas para a população geral, gel lubrificante para profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens e kits de redução de danos para pessoas que fazem uso de drogas.
http://www.aids.gov.br/endereco/cta-hospital-eduardo-de-menezes-fhemig                                         http://www.aids.gov.br/endereco/cta-de-madureira-unidade-integrada-de-saude-herculano-pinheiro  

_________________________________________________________________DEPOIMENTO:


Soro positivo
Por: Pedro - pedrocesarfontana@hotmail.com Data: 21.08.2011
Minha historia é: Sou casado, tenho 3 filhos tenho 44 anos de idade moro no interior de São Paulo. Fiz um exame dia 17/08/2011 e descobri que sou soro positivo.

Há pouco menos de um mês minha esposa sugeriu que fossemos juntos ao centro de saúde realizar exames de DST, devido a um caso ocorrido comigo a um tempinho atrás,fizemos o exame e o dela acusou soro negativo,mas eu não tive a mesma sorte e deu positivo, a médica refez o exame e deu positivo novamente.Conclusão,descobri que sou soro positivo e estou desesperado, não consigo dormir,não tenho vontade de me alimentar.estou desesperado,não sei o que fazer,claro;os médicos me orientarão,mas quem não fica assim? como eu estou agora, o medo do desconhecido,da morte,da discriminação.
E tenho ainda outro enorme problema,perdi o emprego cerca de 1 ano e nem INSS eu tenho pagado,não tenho estrutura nenhuma para conviver com isso.Choro compulsivamente,procurando me esconder para que meus filhos que já são de maiores de idade não percebam. eu estou desesperado.
Desculpe estar falando assim,mas preciso colocar prá fora.Eu preciso de sugestões práticas.me ajude por favor.Procuro por uma ONG qualquer que reúna pessoas soropositivos para conversar e trocar experiências,não sei se isso é bom,mas preciso conversar com pessoas que tem o msm problema e como elas o enfrenta.Ron
________________________________________________________________________--CTA SANTO AMARO

Telefone (11)5523 0313
Fax (11)5547 0004
Email ctasantoamaro@hotmail.com
Endereço: Rua Carlos Gomes 695
Estado: Sao Paulo
Cidade: São Paulo
CEP: 4743050                                                                                
           


E NÃO SE ESQUEÇA USE CAMISINHA SEMPRE UM BEIJO NA BOCA DE TODOS!!! 
  ''O sofrimento é passageiro o desistir é para sempre''