domingo, 3 de junho de 2012

ADESÃO


O que é adesão

Aderir ao tratamento para a aids, significa tomar os remédios prescritos pelo médico nos horários corretos, manter uma boa alimentação, praticarexercícios físicos, comparecer ao serviço de saúde nos dias previstos, entre outros cuidados. Quando o paciente não segue todas as recomendações médicas, o HIV, vírus causador da doença, pode ficar resistente aos medicamentos antirretrovirais. E isso diminui as alternativas de tratamento.Seguir as recomendações médicas parece simples, mas é uma das grandes dificuldades encontradas pelos pacientes, pois interfere diretamente na sua rotina. O paciente deve estar bem informado sobre o progresso do tratamento, o resultado dos testes, os possíveis efeitos colaterais e o que fazer para amenizá-los. Por isso, é preciso alertar ao médico sobre as dificuldades que possam surgir, além de tirar todas as dúvidas e conversar abertamente com a equipe de saúde.Para facilitar a adesão aos medicamentos, recomenda-se adequar os horários dos remédios à rotina diária. Geralmente os esquecimentos ocorrem nos finais de semana, férias ou outros períodos fora da rotina. Utilizar tabelas, calendários ou despertador, como do telefone celular, facilita lembrar os horários corretos para tomar os remédios. Veja outras dicas que ajudam a manter a adesão.
Apoio social
Atualmente, existem organizações governamentais e não governamentais que podem ajudar o soropositivo a enfrentar suas dificuldades e a lidar com situações de estresse por conta da doença. São duas ações de apoio oferecidas: afetivo-emocional e operacional. O afetivo-emocional inclui atividades voltadas para a atenção, companhia e escuta. Já o operacional ajuda em tarefas domésticas ou em aspectos práticos do próprio tratamento, como acompanhar a pessoa em uma consulta, buscar os medicamentos na unidade de saúde, tomar conta dos filhos nos dias de consulta, entre outras. Ambos fazem com que a pessoa se sinta cuidada, pertencendo a uma rede social.
A troca de experiências entre pessoas que já passaram pelas mesmas vivências e dificuldades no tratamento, também conhecido como ação entre pares, também ajuda a promover a adesão, pois possibilita o compartilhamento de dúvidas e soluções e a emergência de dicas e informações importantes para todos.O suporte social pode ser dado por familiares, amigos, pessoas de grupo religioso ou integrantes de instituições, profissionais de serviços de saúde e pessoas de organizações da sociedade civil Destaques na Mídia:                                                                                                                            DOCUMENTO DA FIOCRUZ CRITICA PROGRAMA ANTIAIDS DO PAÍS
Matéria da repórter Lígia Formenti afirma que anos depois de despertar elogios no cenário internacional e ser apontado como modelo, o programa de DST/aids brasileiro foi criticado por publicação do próprio governo. Documento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), integrante do projeto Saúde Brasil 2030, diz que o programa “arrefeceu”. O documento recomenda: “É preciso correção de rumos do programa”. O secretário de Vigilância em Saúde (SVS), Jarbas Barbosa, rebate a afirmação, argumentando que os números do texto estão desatualizados. Os portais UOL e G1 também publicaram matéria sobre o assunto.
ESTUDO CAUSA POLÊMICA AO COMPARAR DOENÇA DE CHAGAS À AIDS
A Agência de Notícias da Aids publica matéria sobre a polêmica causada por artigo científico que sugeriu que a doença transmitida pelo inseto popularmente conhecido como barbeiro – Doença de Chagas – esteja em franca expansão no continente americano. O estudo, escrito por dez cientistas baseados nos Estados Unidos e no México e publicado no Journal of Neglected Tropical Diseases (focado em doenças tropicais negligenciadas por políticas de saúde pública), afirma que a situação de Chagas tem semelhança com a epidemia de HIV registrada no início dos anos 80                                                   .                                                                                                        DEPOIMENTO:Meu nome é Walmir, há cerca de cinco anos atrás eu e minha esposa contraímos o vírus HIV. Nessa época eu estava trabalhando em uma empresa de confecções.
Minha esposa adoeceu, levei-a a uma clínica que pertencia ao convênio da empresa, lá foi diagnosticada a meningite, e também que ela era soropositiva. Após fazer o teste descobri que eu também estava contaminado.
Iniciei meu tratamento na Fundação Zerbini, no ambulatório conhecido como Casa da AIDS. Minha esposa continuou o tratamento através da clínica conveniada pela empresa.
Fui chamado para uma conversa por um diretor da empresa, senhor José; ele era amigo da família e inclusive freqüentava a casa dos meus pais. Durante a conversa o senhor José disse-me "Walmir, eu já sei de tudo o que está acontecendo, mas pode ficar tranqüilo que isso ficará entre nós dois, e não contarei nem para os funcionários, nem para os patrões". O senhor José entrara algumas vezes em contato com a clínica onde minha esposa fazia tratamento para saber como ela estava.
Fiquei mais aliviado, pois estava consciente que eu era um bom funcionário, e estava em perfeita condição para o trabalho.
Passados alguns dias, o senhor José comunicou-me que não seria mais o meu diretor, e que eu estaria subordinado ao senhor Célio.
Logo em seguida minha esposa faleceu, e três meses após fui demitido. O mundo desabou sobre a minha cabeça. Estava viúvo, com dois filhos pequenos, e agora desempregado.
Aos poucos a situação foi clareando, descobri que alguns colegas de trabalho já sabiam da minha doença. Procurei uma advogada para acionar a empresa por discriminação. Conversei com colegas de trabalho que aceitaram ser minhas testemunhas no processo.
Estou processando a empresa não pelo dinheiro, pois todo o dinheiro do mundo não paga a humilhação que passei diante de amigos e familiares.
Estou confiante na vitória, pois a justiça será feita, e com certeza outros pensarão bem antes de discriminar seus funcionários pelo fato de terem o vírus HIV correndo em suas veias. A AIDS levou muitos de nossos amigos e nos ensinou a importância de celebrar a vida e preservar o significado e a memória que construímos juntos.O preconceito isola e não leva a nenhum lugar portanto se for acontecer com voce não hesite em procurar seus direitos o preconceito é crime e deve ser punido com tal.                                                                                                                                 CRONICA:                                                                           Meu filho é gay. E agora?

André C. Massolini

Hoje em dia parece que discutir sobre a homossexualidade é algo que está em alta e que os meios de comunicação de massa querem aproveitar-se.
O que percebemos, porém, no dia-a-dia difere do mundo mágico criado pela televisão, principalmente quando o gay está dentro de minha casa! Aí aquela imagem engraçada e alegre (em inglês, gay) torna-se uma preocupação para os pais.
A questão está justamente na imagem que se tem e nos conceitos criados sobre a homossexualidade. E os conceitos previamente fabricados sobre algo nada mais são do que chamamos de preconceito (pré-conceito).
Os pais têm que quebrar a imagem de achar que um filho gay é um filho querendo ser mulher; de achar que têm um filho que quer usar roupas femininas; de achar que têm um pervertido dentro de casa ou tantas outras imagens errôneas.
No Zorra Total, da Rede Globo, havia um quadro no qual o pai estava falando de quão macho era seu filho aos amigos e, de repente, este filho aparecia saltitando e gritando: Papi! Ao final, o pai virava-se para a câmera e perguntava: onde foi que errei? Aqui está uma das grandes provas de como se vê a figura de um homossexual, isto é, como aquele que é um erro, um desvio, um coitado que saiu anormal, alguém desprezível, uma pessoa com a qual deve-se tomar cuidado e manter certa distância etc.
O carinho, respeito, confiança e orgulho são características intrínsecas aos pais. Será que os pais estão conseguindo transmitir todas estas qualidades de verdadeiros pais aos filhos gays? O amor característico aos pais é o amor incondicional. Será que os pais estão amando incondicionalmente os filhos gays ou estão pondo condições para amar?
Existe o caso absurdo de pais que levam os filhos em médicos quando descobrem a orientação do filho! Ou ainda aqueles que oferecem dinheiro ou o melhor carro do ano caso o filho mude de opinião e deixe de ser gay. Parece até piada, mas acontece aos montes.
Reparem que disse orientação e não opção, pois existe uma grande e substancial diferença entre estes termos. Ninguém opta por nascer gay. Às vezes, ouvimos: nossa, o fulano depois de velho resolveu virar gay. Não é que alguém resolve “virar” gay! O que acontece é que a pessoa sempre foi gay, desde criança, mas sofreu as mais diversas pressões familiares e sociais, não tendo possibilidade de perceber sua real orientação homossexual, ou seja, na primeira oportunidade que lhe apareceu, descobriu.
Pais verdadeiros não sufocam os filhos, pois querem que estes sejam felizes e que descubram o que é o amor. Quem disse que a minha forma de amar é a correta ou a melhor? Ou ainda a única forma e possibilidade de amor? Existe um livro, de um historiador, que se chama “O amor entre iguais”, o qual não tive a oportunidade de ler ainda, mas apenas apreciei a entrevista que o autor concedeu a Jô Soares, no qual ele relata a homossexualidade no decorrer da História. Muita gente não tem conhecimento de que na Grécia, por exemplo, a forma de um homem inteligente se apaixonar era apenas amando um outro homem; apaixonar-se por uma mulher era para os ignorantes, visto que a relação com mulheres era apenas para a procriação, ao passo que o amor era reservado a alguém do mesmo sexo. 
O judaísmo tem o sêmen como algo sagrado, simbolizando a vida. O cristianismo tem origens judaicas e, portanto, irá colocar a fertilidade e a procriação como algo sagrado. Porém, nota-se nitidamente apenas uma mudança de costumes ou paradigmas, apenas um contexto cultural diferente, sendo que a cultura dominante foi a ocidental cristã e por isso que a homossexualidade passou a ser vista, desde então, como anormal.
A intenção deste artigo é apenas tentar clarear um pouquinho a mente e o pensamento de pais que muitas vezes sentem-se aflitos diante do que está evidente e claro a eles. E aqui formação acadêmica de nada vale! Tem gente que acha que uma psicóloga irá aceitar o filho, ao passo que uma pessoa que não teve possibilidade de estudos não. Grave erro de quem assim pensa. Pessoas que têm curso superior, pós-graduados, mestrados ou doutorados muitas vezes condenam e julgam, sentados em seu trono da auto-suficiência e arrogância, legitimados em títulos e diplomas. No entanto, nenhum diploma confere respeito, carinho e, acima de tudo, amor.
Senhores pais, o que os senhores ensinaram a seus filhos? A ter vergonha? A ter vergonha de ser o que se é? Então, meus parabéns, pois os senhores estão transformando o próprio filho num monstro, num poço de desânimo e tristeza profundas, em alguém amargo e cheio de conflitos. Em nome do que “os outros vão pensar ou falar” vocês sufocaram o SER de alguém, vocês transformaram o filho de vocês naquilo que vocês querem que ele seja e naquele bonequinho que vocês podem apresentar à sociedade... um bonequinho sem vida própria que vive diariamente sufocando os próprios sentimentos, culpando-se e entristecendo-se por não ser “aquilo que os pais querem que ele seja”.
Muitos filhos que assim foram criados tornaram-se os bonequinhos dos pais e namoraram, casaram e constituíram família. E hoje são os inúmeros homens casados e pais de famílias procurando mocinhos na Internet, nas salas de bate-papo ou nos banheiros públicos das cidades vizinhas. Mais uma vez, parabéns pais!!!
Por fim, quero dizer que não se corrige o que não está errado, que não se torna normal o que não é anormal. Alguém que é gay é gay essencialmente e não ocasionalmente. Existem correntes de pensamento que dizem que um gay vai contra o seu ser. Filosoficamente isto está incorreto, visto que, desde sempre, seu ser, ou seja, sua essência foi sentir-se atraído por pessoas do mesmo sexo. E esta é uma das formas ou orientações da sexualidade. Quem pode dizer o que é normal? Quem estabeleceu os padrões? O que é uma relação sexual normal? Existe alguma relação sexual anormal? Quem poderá julgar? Afinal, entre quatro paredes as pessoas revelam muitas coisas e pessoas consideradas “puras e sem mácula” descortinam-se em momentos de sexo anônimo, por exemplo. E deixou de ser normal? Quem justifica a homossexualidade como algo que vai contra a essência precisa aprofundar-se um pouco mais em Filosofia. Sugiro começar por Sócrates, visto que descobriu a essência do homem (psyché).
Não pretendo e nem quero convencer ninguém de nada. Este é apenas mais um artigo como todos os outros, no qual partilho e filosofo sobre assuntos divergentes. Quero aproveitar e dizer a meu pai, André, e minha mãe, Nair, que os amo muito e que sem vocês eu jamais seria o que sou hoje. Obrigado por estarem comigo e me amarem sempre.

                                                                           

terça-feira, 29 de maio de 2012

A aids, ou síndrome da imunodeficiência adquirida, consiste em uma infecção que provoca a falência do sistema imunológico, ou seja, das defesas naturais, impedindo que o organismo combata adequadamente os agentes causadores de enfermidades. Dessa forma, o corpo humano fica sujeito a infecções e a tumores que não o afetariam numa situação de bom funcionamento da imunidade, razão pela qual tais moléstias são chamadas de doenças oportunistas.
O Ministério da Saúde estima que, atualmente, haja 630 mil pessoas com a doença no Brasil. O primeiro caso foi identificado em 1980 e, desde então, muita coisa mudou no que diz respeito a esse novo mal do século. Diferentemente de 20 anos atrás, quando era associada a homossexuais e a usuários de drogas, hoje a aids atinge homens e mulheres indiscriminadamente e muitas crianças já nascem soropositivas, ou seja, com o vírus da imunodeficiência humana, o HIV.
Da mesma forma, receber esse diagnóstico deixou de ser uma sentença de morte. Apesar de ainda não haver cura para a síndrome, a aids caminha para ser uma doença crônica. Dados oficiais já apontaram um aumento de cinco anos na sobrevida dos doentes entre 1993 e 2003, particularmente graças aos avanços nos tratamentos. A tendência é melhorar – até porque as pesquisas não param nessa área.
Causas e sintomas 

Inicialmente, entre duas e seis semanas após a aquisição do vírus HIV, o indivíduo pode manifestar febre, dores musculares, aumento de gânglios – as chamadas ínguas – e dor de cabeça e de garganta, entre outros sintomas que representam um episódio agudo da infecção, comum a outras doenças causadas por agentes infecciosos. 

Evidentemente, existe a possibilidade de essa fase passar despercebida pela pessoa infectada, até porque o quadro costuma se resolver de forma espontânea. Passado um longo período do contágio, de 2 a 20 anos, com média de dez anos, começam a surgir os sinais clínicos da falência imunológica, que variam muito e não são exclusivos da aids. Os mais comuns incluem diarréia crônica, febre persistente, transpiração excessiva, candidíase oral – o popular sapinho –, pneumonia, câncer de pele e emagrecimento exagerado. 

A causa da aids é o vírus HIV, um retrovírus da família Retroviridae, que foi isolado pela primeira vez em 1983. Dois anos depois, descobriu-se também um segundo agente associado à síndrome e, desde então, ficou estabelecido que a aids decorre tanto da infecção pelo HIV-1 quanto pelo HIV-2, cada qual com vários subtipos. 

Independentemente dessa classificação, só existem quatro formas de transmitir o vírus da aids: a sexual, por meio de relações anais, vaginais e orais; a intravenosa, sobretudo pelo compartilhamento de seringas; a perinatal, na qual a mãe transmite o vírus ao bebê na hora do parto; e, por fim, a transmissão por contato com sangue, seja em transfusões, seja em acidentes com material perfurocortante, aos quais os profissionais de saúde estão mais expostos. 

É possível ainda adquirir a síndrome em transplantes, se o órgão vier de alguém que tinha o HIV na circulação, e em inseminações artificiais. Por outro lado, convém destacar que não se pega aids pelo contato casual com portadores da síndrome, como compartilhar utensílios domésticos, usar o mesmo banheiro, beijar e abraçar etc.
Exames e diagnósticos 

Na fase de falência imunológica, os sintomas costumam ser bastante sugestivos da aids, mas não na fase aguda da síndrome. De qualquer forma, o diagnóstico não prescinde de exames de sangue específicos para detectar, no sangue do indivíduo, anticorpos contra o vírus HIV. 

Geralmente são feitos dois testes, cada qual com uma metodologia distinta, para confirmar o resultado positivo. Vale lembrar que, na aids, o período de janela imunológica – tempo que o organismo leva para produzir anticorpos após o contato com um agente infeccioso – deve ser levado em conta na investigação. Se o exame for feito nesse período, que, no caso do HIV, pode variar de 2 a 12 semanas, existe o risco de haver resultados falso-negativos e, portanto, a necessidade de repetição dos testes em período determinado pelo médico.
Fluidos que o corpo pode transmitir o HIV?Tratamentos e prevenções 

Os tratamentos disponíveis ainda não conseguem eliminar o HIV, mas controlam a carga viral existente no indivíduo infectado e aumentam o número de células de defesa do organismo – denominadas CD4 e CD8 –, interferindo na progressão da síndrome e dando menos chance às infecções oportunistas. Para tanto, usam-se combinações dos chamados medicamentos anti-retrovirais, que agem nos mecanismos de multiplicação do HIV. 

Os inibidores de uma enzima chamada transcriptase reversa impedem que o vírus se integre com a célula humana e, assim, gere novas cópias. Já os inibidores da protease levam o HIV a produzir cópias defeituosas de si mesmo, que, uma vez com defeito, não conseguem se replicar. 

Durante a terapêutica, o indivíduo precisa fazer testes periódicos para a contagem do vírus e das células de defesa, de modo que o médico possa medir o efeito dos remédios e, eventualmente, modificar a conduta. O tratamento ainda inclui estratégias diversas para prevenir infecções oportunistas, com vacinas, medicamentos e cuidados gerais. 

O uso de preservativo em qualquer relação sexual é o meio mais eficiente de evitar a aids, uma vez que a maioria dos casos da síndrome se deve à prática de sexo desprotegido. Reduzir outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis e gonorréia, também constitui uma medida relevante, uma vez que essas moléstias quebram as defesas naturais que a região genital possui, favorecendo a contaminação com o HIV. Para usuários de drogas injetáveis, a recomendação é não compartilhar seringas de forma nenhuma, idealmente acompanhada da busca de ajuda para tratar a dependência química. Gestantes com aids podem reduzir em muito a chance de passar o vírus para seus bebês com um pré-natal adequado e a adesão, durante a gravidez, a um tratamento com anti-retrovirais, devendo ainda seguir os cuidados recomendados pela equipe médica antes e depois do nascimento da criança. 
A transmissão do HIV pode ocorrer quando os fluidos que contêm o HIV de uma pessoa infectada entrar no corpo de uma pessoa não infectada. Estes fluidos incluem:

Sangue
Sêmen (cum)
Pre-seminal fluido (pré-cum)
Fluido vaginal
O leite materno
HIV pode penetrar no corpo através de:

Revestimento do ânus ou do reto
Forro do vagina, e / ou colo do útero
A abertura para o pênis
Boca que tem feridas ou sangramento gengival
Cortes e feridas
Agulhas (seringas)
Uma pele saudável é uma excelente barreira contra o HIV e outros vírus e bactérias. O HIV não pode entrar no corpo através da pele.

Estas são as formas mais comuns de que o HIV é transmitido de uma pessoa para outra:

Ter relações sexuais (anal, vaginal ou oral) com alguém que é HIV-positivo
Compartilhamento de agulhas ou equipamentos de injeção ("obras") com um usuário que é HIV-positivo
De mulheres HIV-positivas para os seus bebés, antes ou durante o parto, ou através da amamentação após o nascimento
Alguns profissionais de saúde foram infectados após ser preso com agulhas contaminadas com sangue infectado pelo HIV ou, menos freqüentemente, por ter espirrado sangue infectado em seus olhos, nariz, boca, ou em um corte aberto ou ferida.

Para mais informações, consulte CDC Transmissão do HIV e exposição ao sangue: O que os profissionais de saúde precisa saber (PDF).

O HIV também pode ser transmitido por transfusão de sangue infectado ou factores de coagulação do sangue. No entanto, desde 1985, todo o sangue doado nos Estados Unidos foi testado para HIV. O risco de infecção através da transfusão de sangue ou produtos do sangue é extremamente baixa, mas se você tem fatores de risco para HIV, você deve evitar doar sangue. É importante lembrar que você não deve doar sangue com a finalidade de fazer o teste para HIV .


domingo, 27 de maio de 2012

AIDS E HEPATITES


Brasil e outros sete países se reúnem na Nicarágua para fortalecer cooperação em aids

Nos dias 23 a 25 de maio, participantes da Rede Laços Sul-Sul vão traçar plano para ampliar o combate à doença até 2013
Conteúdo extra: Photo Gallery
Quem vive com aids e precisa de tratamento sabe a diferença que os medicamentos fazem. No Brasil, o acesso universal aos antirretrovirais dobrou a expectativa de vida de quem tem a doença. Isso foi possível, em parte, graças ao fortalecimento da indústria nacional, que hoje produz 10 das 20 drogas oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, se beneficiaram não só os pacientes de aids brasileiros, como pessoas que vivem com a doença em sete países: Bolívia, Cabo Verde, Guiné Bissau, Nicarágua, Paraguai, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. A fim de fortalecer e traçar estratégias como essa, representantes desses países estão reunidos, de 23 a 25 de maio, em Manágua (Nicarágua). Ao final do encontro, será traçado uma agenda de trabalho até 2013.
Por meio dessa cooperação, o Brasil já ofertou medicamento para mais de 28 mil pessoas, desde 2003. Além da doação de antirretrovirais, também ocorreram treinamentos – em áreas como manejo clínico e logística – e ações voltadas para a redução da transmissão vertical (da mãe para o bebê) do HIV. A Rede Laços Sul-Sul é um programa de cooperação internacional que atua, principalmente, na ampliação do acesso aos medicamentos antirretrovirais. A ideia é contribuir para o fortalecimento das políticas e capacidades nacionais, por meio de cooperação técnica.

Não discriminação

A Constituição Federal afirma que todos são iguais perante a lei, sendo vedado qualquer tipo de discriminação. Alguns estados reforçam em sua legislação a vedação da discriminação em razão do HIV/aids. São eles:
  • Distrito Federal
  • Espírito Santo
  • Goiás
  • Minas Gerais
  • Paraná
  • Rio de Janeiro
  • São Paulo

     PREVINA-SE CONTRA HEPATITES              O que são hepatites

    Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
    No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.
    A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas). Isto quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo. Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.
    As hepatites virais são doenças de notificação compulsória, ou seja, cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites no país e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor.
    PROCURE UM CTA MAIS PRÓXIMO E SAIBA MAIS SOBRE COM SE PREVENIR E SE VACINAR.

terça-feira, 20 de março de 2012

Heróis da resistência: portadores de HIV que sobrevivem por anos

Os cientistas estão querendo saber por que muitas pessoas infectadas pelo vírus HIV conseguem viver anos sem a doença se manifestar


Os cientistas querem saber o que essa gente tem de tão especial para deixar o vírus acuado por um tempo muito maior do que o de costume. Por enquanto, há poucas pistas. Mas as pesquisas poderão revelar um contragolpe fatal do organismo para derrotar a mais terrível doença do mundo atual.
Por Lúcia Helena de Oliveira, com a colaboração de Patrícia Logulo, Chris Delboni, Mariela de Castro Santos, Luiz Americano e Rossana Laurell.
Em novembro de 1986, o universo do assistente social Gerson Winkler foi arrasado pelo vírus da Aids. O papel com o timbre de um renomado laboratório acusava que o HIV causador da doença estava escondido no sangue desse gaúcho de, então, 27 anos. Logo veio uma aposentadoria por invalidez, mandando para o espaço um ótimo emprego numa empresa de informática. Os médicos, por sua vez, eram categóricos: para eles, o paciente só sobreviveria uns seis meses. Sem perspectivas, Winklervendeu tudo o que tinha, do carro ao apartamento. Divorciado, disse adeus às filhas pequenas e partiu para o sonho de uma volta ao mundo. Só que a viagem acabou, o dinheiro acabou e Winkler voltou com saúde de ferro para o Rio Grande do Sul. Ainda assim, ficou esperando a morte, que talvez estivesse atrasada. Passado um ano inteiro, nada. “Tive, aí, uma certeza: iria morrer sim, mas de fome, se continuasse parado, sem emprego”, diz ele, já com nove anos de resistência contra o HIV.
Como 5% dos contaminados pelo temível vírus da Aids, Winkler é considerado um long-term non-progressor (LTNP), definição inglesa para os indivíduos soropositivos em que a doença não progride mesmo após um longo período de infecção pelo HIV. “São organismos absolutamente saudáveis, em que nem sequer as células defensoras do sistema imunológico apresentam qualquer alteração”, explica Anthony Fauci, do Instituto Nacional de Saúde, nos Estados Unidos. “E, no entanto, o vírus está lá, dentro deles”, inquieta-se o especialista, quase impaciente com a charada. Hoje, os casos não-progressivos são, de fato, a peça mais intrigante no quebra-cabeças da Aids.
No início dos anos 90, cientistas ingleses descobriram africanos com mais de dez anos de contaminação pelo HIV sem qualquer sintoma de falência imunológica. Na época, cogitou-se que algo — um componente genético — beneficiaria os soropositivos negros da África. Mas o tempo mostrou que a resistência à Aids não é privilégio de uma raça. Alguns dos recordistas mundiais na luta contra o HIVforam encontrados na Califórnia, Estados Unidos, graças a um estudo anterior sobre a hepatite B,doença do fígado que é sexualmente transmissível.
Ainda na década de setenta, a médica americana Susan Buchbinder, do Departamento de Saúde Pública de São Francisco, passou a coletar o sangue de mais de 6 700 homossexuais para investigar a incidência de hepatite nessa população. Por sorte, as amostras foram congeladas e quando a Aids explodiu, quase dez anos depois, a especialista resolveu dar uma nova examinada no material que estava armazenado. Assim, ela provou que muitos de seus antigos voluntários já tinham o HIV antes de 1980, quando a Aids nasceu oficialmente. “E parte deles continua passando bem”, garante a médica. “Conheço gente saudável que é portadora há dezoito anos.”
No começo, os cientistas rotularam esses indivíduos de “sobreviventes” da Aids. Só recentemente surgiu a definição de paciente não-progressivo, que é muito mais exata: “Sobrevivente pode ser quem vive muitos anos, apesar de doente”, justifica o pesquisador americano Anthony Fauci. “E, no caso, estamos falando de pessoas nas quais os males relacionados à Aids nem sequer aparecem durante um longo período.”
A existência de organismos capazes de combater o HIV por muito tempo é mais do que mera curiosidade científica. “Se desvendarmos seus truques, poderemos reproduzir essas estratégias no corpo de quem tende a morrer depressa por causa da doença”, diz Peter Hawley, diretor da Whitman-Walker, a maior clínica para tratamento da Aids em Washington, capital dos Estados Unidos.
Os cientistas partem de duas teorias para explicar o fenomenal talento para briga de alguns infectados. “Neles, na maioria das vezes, as células de defesa são mais ativas”, observa Mark Fineberg, outro pesquisador do Instituto Nacional de Saúde, nos Estados Unidos. Ou seja, o sistema imunológico é capaz de golpear com maior rapidez e eficiência tanto o próprio HIV quanto os agentes de outras infecções.
A segunda teoria é a de que certos subtipos do HIV são adversários fracos — vagarosos no ataque e facilmente intimidados por células de defesa competentes. A fragilidade do inimigo deve ser provocada por defeitos genéticos. “É provável que o segredo seja a combinação dos dois fatores — um sistema imunológico bem dotado e um vírus menos perigoso”, pensa Fineberg.
A princípio, qualquer soropositivo é saudável e capaz de reagir a gripes, resfriados, estresse e outros problemas do dia-a-dia como quem não tem o vírus. O que difere os não-progressivos de outros infectados é que eles conseguem manter a saúde por muito mais tempo. Seu prazo limite, porém, a ciência ainda desconhece. Por enquanto, os pesquisadores procuram peculiaridades no organismodessa gente.
Exames revelam que, no corpo dos soropositivos resistentes, a quantidade de HIV é bem menor — menos de metade do que se encontra na maioria dos portadores. “Conseqüentemente, a atuação deles também deve ser branda”, raciocina a infectologista carioca Cyntia Alves Pereira de Souza.
Além disso, nos nódulos linfáticos dos soropositivos que desenvolvem a Aids relativamente depressa, osvírus praticam atos de vandalismo. Os estragos são notados por meio de microscópio antes dos primeiros sintomas maléficos. “Nos pacientes não-progressivos é diferente”, garante o americano Anthony Fauci. “Essas estruturas, onde os vírus se instalam, ficam quase preservadas.”
Até agora, a melhor descoberta é que nesses indivíduos uma outra célula defensora, conhecida por CD-8, pode frear o avanço do vírus, liberando um grande número de moléculas inibidoras. Cerca de 160 pesquisadores do mundo inteiro procuram a chave química capaz de acionar essas células. Quando ela for encontrada, poderá ser criada uma vacina terapêutica — incapaz de prevenir a contaminação peloHIV, mas com o poder de imunizar quem já estiver infectado. Então, todos os soropositivos do mundo ( só no Brasil, eles são 500 000), ganhariam a resistência da batalhadora minoria não-progressiva.
Dois fatores prejudicam a investigação dos organismos lutadores. Um deles é que nem sempre os soropositivos sabem quando se infectaram, dificultando a garimpagem de casos não-progressivos. O outro fator é a falta de similaridades entre esses casos. No início, desconfiou-se que a inibição do HIVera privilégio de pacientes jovens — mas existem soropositivos resistentes de todas as idades. Os pesquisadores arriscaram, então, analisar a forma de contágio que, no entanto, também não parece ser importante.
Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde, nos Estados Unidos, os não-progressivos típicos são o retrato de um bom moço da geração saúde. Cerca de 90% deles praticam exercícios três vezes por semana, quase não bebem álcool e mantêm uma dieta equilibrada. Metade evita tomar remédio por qualquer bobagem. E 80% jamais tragaram um cigarro. Outros estudos apontam que são pacientes menos ansiosos e mais otimistas.
“É complicado apontar a influência das emoções”, diz a infectologista Walkyria Pereira Pinto, professora da Universidade de São Paulo. “É provável que uma boa qualidade de vida até contribua, mas não é determinante da sobrevivência.” Na opinião da médica, só a boa alimentação faz sentido: “Umorganismo subnutrido reage mal a qualquer infecção.”
Na realidade, convive-se melhor com o HIV hoje do que no início da epidemia. As primeiras vítimas dadoença sobreviviam apenas dois ou três anos após a contaminação. Atualmente, nos países avançados, a média de sobrevivência é oito anos, sendo que ela tende a aumentar com novos arsenais terapêuticos. “Temos mais informações sobre o comportamento do vírus”, afirma o médico paulista Dráuzio Varella. Ele não tem dúvida de que é preciso evitar a reinfecção, o que é um conceito novo. “Mesmo casais em que ambos são soropositivos não podem abandonar o uso de preservativos nas relações sexuais”, alerta. “Às vezes, um descuido fornece a dose extra de HIV que faltava para se manifestar a doença. Ou, então, o portador adquire uma forma do vírus mais violenta.”
É bom que se comemore a vida cada vez mais longa dos soropositivos. Mas, na mesma proporção em que a sobrevivência deles aumenta, crescem os riscos de transmissão. No mundo inteiro já foram registrados mais de 986 000 episódios de Aids. Desses, 71 110 ocorreram no Brasil. “Cerca de quatro mil pacientes são jovens entre quinze e dezoito anos de idade”, conta a médica Lair Guerra de Macedo, que dirige o Programa Nacional de Combate à Aids. Metade das vítimas brasileiras contraiu a doença em relações sexuais. A contaminação pelo sangue representa 34,7% da incidência, enquanto 2,6% dos contágios são de mãe para filho.
No entanto, as campanhas preventivas continuam raras e de gosto duvidoso. E, uma vez consciente da importância do uso de preservativos, o brasileiro paga caro: a camisinha nacional custa quase um dólar, enquanto o preço nos países avançados é a metade disso. No Japão, onde cada cidadão ganha em média dez vezes mais do que o brasileiro, a camisinha custa dez vezes menos. “Desse jeito, fazer prevenção é como anunciar carro importado para miserável”, critica Dráuzio Varela. “A epidemia continua descontrolada.” E, se o descoberta de portadores não-progressivos é um alento, a realidade da Aids ainda é terrível para a maioria dos infectados.
Para saber mais:
Aids hoje
(SUPER número 7, ano 6)
Aids a 1% da cura
(SUPER número 10, ano 10)
Há muito tempo, eles carregam o HIV. E passam bem
Força no trabalho
Trabalhar é a válvula de escape do gerente de treinamento João Cristino da Silva, 35 anos, dez deles carregando o HIV. Raramente ele é encontrado em São Paulo, porque orienta o atendimento numa rede de lojas de conveniência espalhadas pelo país. Jamais comunicou à empresa que é portador. “Mas todos devem saber, porque já dei entrevistas e participei de campanhas de prevenção na TV”, desconfia.
“Não faz diferença, pois minha postura impõe respeito em qualquer lugar.” O alto-astral, ele acha, também conta: “Só fico triste quando falta dinheiro”.
Exemplo de felicidade
Fanático pelo Grêmio, o assistente social Gerson Winkler, 36 anos, sempre vai ao estádio torcer pelo tricolor gaúcho. Também não perde um Carnaval — “de preferência no Nordeste”. Adora andar de bicicleta nos parques de Porto Alegre, quando não está trabalhando na Secretária Municipal de Saúde. Há dois meses, ele e seus colegas invadiram os motéis da cidade distribuindo camisinhas. Contaminado pelo HIV há nove anos, Gerson quer servir de exemplo também para outros soropositivos: “Podemos levar uma vida normal e cheia de alegria”, ensina.
Contra a expectativa
“Peguei o HIV aos vinte anos, vivendo um grande amor”, conta o jornalista carioca Pedro Paulo Santana. Isso foi há doze anos. Santana entrou em depressão — “mais pela morte do parceiro do que pelo fato de também estar com o HIV”. Para piorar, sua médica na época admitiu que não sabia como tratar a doença. E a avó lhe deu um terno, para vestir um morto distinto. “Já usei a roupa em vários enterros de pessoas que estavam saudáveis quando todos achavam que eu iria morrer”, diz. “Sou a prova de que, em matéria de Aids, tudo é uma grande dúvida.”
Enquanto o bicho dorme
Ela é fotógrafa, tem 36 anos, já passou por três casamentos e há sete meses descobriu-se soropositiva. A curitibana Fernanda Carvalho de Aquino havia resolvido fazer o teste de Aids com o namorado, antes de abolirem o preservativo. O resultado dela deu positivo. O namoro acabou. Mãe de três adolescentes, ela deve ter o vírus há cinco ou sete anos, período em que chegou a engordar. “Tem um bichinho que está dormindo na minha mãe”, explica Lamec, de 11 anos. Enquanto o HIV não desperta, Fernanda trabalha, faz ioga e malha duas horas por dia numa academia.
Convivência com o vírus
Em 1987, o paulistano José Araújo Lima recebeu o resultado positivo de teste de Aids e entrou em pânico: “Viajei para o Japão e para China, onde fiquei quatro anos, fazendo faxina e sendo ajudante de cozinha.” Lá fora, não contou para ninguém que tinha o vírus. Mas tanto segredo era sufocante e ele voltou para o Brasil. Hoje preside o Grupo de Incentivo à Vida (GIV), que apóia aidéticos e soropositivos. “Não estou ansioso pela descoberta da cura. Minha preocupação é viver bem com oHIV”, diz Araújo, com ar tranqüilo.
Entre os recordistas
O artista plástico americano Robert Anderson, 42 anos, já está acostumado a doar sangue para ser estudado em vários centros de pesquisas do mundo. Há dez anos, esse californiano de São Francisco descobriu que era portador do HIV. Mais tarde, reexaminando amostras sangüíneas coletadas em 1979, os médicos confirmaram que Rob está infectado desde aquela época, pelo menos.
Nesses dezesseis anos, porém, nunca teve sequer um resfriado forte. “Antes mesmo de saber que era portador, aprendi a meditar”, diz ele. “Por isso, adoto atitudes positivas.”
As várias faces do mal
Quando altera-se a ordem dos genes do HIV, surge um tipo diferente, com táticas próprias para agredir o corpo humano.
Existem dois subtipos de vírus da Aids, chamados B e C. Durante muito tempo, tentou se descobrir qual deles era mais devastador. Hoje se sabe que tanto um quanto outro podem ter variações tremendamente agressivas. A descoberta mais recente foi realizada por cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Eles notaram que o subtipo C tem facilidade para invadir macrófagos, células de defesa presentes no pênis e na vagina — por isso esse vírus seria mais freqüente em quem se contaminou em relações heterossexuais. Já a maioria dos soropositivos homossexuais masculinos costuma ter o subtipo B, que prefere infectar células chamadas monócitos, presentes na mucosa anal.

sexta-feira, 2 de março de 2012


Dicas para aderir ao tratamento

    Os serviços de saúde possuem equipe multiprofissional, geralmente composta por médicos, psicólogos, enfermeiros, farmacêuticos e assistentes sociais, para darem resposta às dificuldades que possam surgir ao longo do tratamento. Nesses lugares, há diversas atividades que ajudam o soropositivo a seguir as recomendações médicas: grupos de adesão, rodas de conversa e atividades de salas de espera. Além disso, o paciente pode receber orientações sobre os remédios, alimentação e como lidar com os efeitos colaterais, em consultas com mais de um profissional.
Algumas atitudes tomadas dentro de casa facilitam a adesão do soropositivo:
  • Porta-pílula: as caixas porta-pílula servem para organizar as doses diárias ou de um período determinado (uma ou mais semanas). São úteis em casos de viagem e quando se quer manter o sigilo do tratamento.
  • Diário: anotar em um caderno cada dose tomada, ajuda a não esquecer ou pular doses. É muito útil também para controlar o aparecimento de efeitos colaterais e não esquecer as dificuldades e dúvidas em relação aos remédios.
  • Alarmes: evita o esquecimento e ajuda a estabelecer uma rotina para o uso correto dos medicamentos. Despertadores, relógios de pulso e telefones celulares podem ser programados.



         Adesão de jovens e crianças

    Quando se fala de tratamento entre crianças e jovens, os adultos assumem um papel de grande responsabilidade. Principalmente na infância, familiares e cuidadores devem estar muito bem informados para ajudarem a criança a seguir corretamente as recomendações médicas, ou seja, a aderir ao tratamento.
Para que isso dê certo, o envolvimento da criança ou adolescente é fundamental. Explicações sobre o tratamento devem ser dadas, respeitando o entendimento de cada um. Com informações simples e recursos lúdicos, familiares e profissionais de saúde podem promover boa adesão, evitando omissões ou mentiras que podem, inclusive, comprometer a confiança e o sucesso do tratamento.
Como estimular a criança
Ao indicar os remédios ideais para a criança, o médico precisa considerar o dia a dia dela. O ideal é que os horários das atividades da criança não prejudiquem a rotina dos remédios. Em casos de diagnósticos não revelados a outros, recomenda-se combinar com o médico para que os medicamentos sejam tomados nos momentos em que a criança esteja em casa. Como na maioria das vezes o responsável por dar os remédios é algum adulto, é importante ajustar os horários para não comprometer o tratamento.
Em casos de dificuldade de ingestão do remédio pelo gosto ou cheiro, combinar a tomada com alimentos que reduzam essas sensações (sucos, frutas, doces, etc). A família também deve evitar falas ou gestos negativos sobre a medicação ou mesmo verbalizações de culpa ou pena. É preciso valorizar o lado positivo do tratamento e suas vantagens para a saúde. As crianças precisam ver os remédios como aliados.
Como estimular o jovem
A combinação de remédios indicados para o adolescente deve levar em conta o estilo de vida, hábitos, práticas esportivas, escola, trabalho e vida familiar. Geralmente, aqueles com menos comprimidos e doses têm maior aceitação e adesão, pois são mais simples. O adolescente precisa saber o que é a doença, suas implicações e a importância do tratamento. É importante sempre ouvir o que esse jovem tem a dizer, o que querem saber sobre os diversos aspectos de sua saúde: a soropositividade, os resultados de exames, a ação do vírus no organismo, o papel dos remédios.
Todas as orientações não podem ser infantilizadas e são mais efetivas quando vinculadas ao contexto de suas atividades cotidianas. Por exemplo: as aulas, práticas esportivas, comemoração de uma data especial, namoro e programas de TV. Atividades em grupo são importantes e bem aceitas entre os adolescentes, pois favorecem que conheçam outros jovens soropositivos e troquem experiências, incluindo temas de interesse, como sexualidade, práticas sexuais seguras, escola, amigos e família.

A aids é uma doença que ainda não tem cura por isso é muito importante a participação de todos no combate a doença . Se todos fizerem sua parte com certeza iremos diminuir consideravelmente os casos da doença em nosso país e em todo o mundo para tanto é necessário o estimulo do uso de preservativos e seringas descartaveis entre usuarios de drogas!!