quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Algumas duvidas mais frequentes?

Algumas duvidas mais frequentes?
AIDS  é uma doença infecciosa transmitida por um vírus chamado HIV. Para se ter AIDS é preciso estar contaminado com o vírus HIV; não existe AIDS sem a presença do vírus.
Selecionei as dúvidas mais frequentes que surgiram em nossa seção de comentários em relação a transmissão e contaminação pelo vírus HIV. 


1) Quais são as vias mais comuns de transmissão do HIV?

- Sexo desprotegido com pessoas contaminadas
- Transfusão de sangue contaminado
- Partilha de agulhas contaminadas
- Transmissão da mãe para o feto na gravidez

2)  Eu posso pegar AIDS fazendo sexo com uma pessoa não contaminada?

Não. Esta questão ainda é motivo de dúvida para muitas pessoas. Não se pega o vírus HIV de pessoas que não têm o vírus HIV. Se o seu parceiro(a) não está contaminado(a), não há risco de transmissão. O ato sexual não "cria" o HIV. Do mesmo modo que não se pega sarampo de quem não tem sarampo, não se pega o vírus HIV de quem não tem o vírus HIV.

3) É possível ter relações desprotegidas com uma pessoa portadora HIV e não se contaminar?

Sim. A transmissão não ocorre em 100% dos casos. Na verdade, na maioria das vezes são necessárias mais de uma relação desprotegida para haver a transmissão.

4) É verdade que mulher não transmite HIV para o homem?

Não. Isto é um mito que provavelmente surgiu pelo fato do risco de transmissão da mulher para o homem ser menor do que do homem para mulher. Portanto, é possível que homens se contaminem com HIV tendo relações desprotegidas com mulheres

HIV5) A camisinha protege 100% contra o HIV?

Não. A proteção da camisinha para o HIV é de aproximadamente 95%. Este dado merece dois comentários: 
- Se o seu parceiro(a) é sabidamente portador(a) do vírus HIV, existe uma pequena chance de contaminação através do sexo com preservativo, principalmente se as relações sexuais forem frequentes.
- Como o risco de transmissão através de uma única relação sexual é baixo, o uso da camisinha faz com que este risco seja praticamente zero. Portanto, o uso de camisinha em sexo casual praticamente garante que não haverá transmissão do vírus.

6) Se o parceiro não ejacular dentro da vagina ou do ânus, ainda assim há risco de transmissão do HIV?

Sim. Não é preciso ejaculação para haver transmissão do HIV

7) Qual a via sexual que traz mais riscos? 

O sexo anal é tipo de sexo com maior risco de transmissão do HIV

8) O que traz mais riscos, sexo anal passivo ou sexo anal ativo?

O sexo passivo, tanto na via vaginal quanto anal, traz maior risco de contaminação. Isto não significa que o parceiro ativo também não corra riscos.

9) Sexo oral transmite HIV?

Sim. Como há HIV nas secreções da vagina e do pênis, o parceiro(a) que colocar a boca em contato com o pênis ou a vagina pode se contaminar.

Como a saliva não contém HIV em quantidades significativas, receber o sexo oral, ou seja, ter o pênis ou a vagina em contato com a boca de outros não costuma trazer riscos. Estima-se que a chance de contaminação ao receber sexo oral seja de apenas 0,005%.

10) Beijo transmite AIDS?

Não. Não existe concentrações suficientes de HIV na saliva para transmissão através do beijo.

11) Mas se eu beijar um HIV positivo que esteja com a boca sangrando? 

Neste caso existe um pequeno risco de transmissão, mas é preciso que seja um sangramento visível. Existe apenas 1 caso conhecido no mundo inteiro de transmissão do HIV deste modo.

12) Se o parceiro tiver uma afta, existe risco de transmissão do HIV pelo beijo?

Se não houver sangramento, não.

13) Sexo entre mulheres transmite o HIV?

Sim, apesar do risco ser bem menor do que com o sexo heterossexual ou homossexual entre homens.

14) Existe risco de transmissão do HIV através da penetração anal ou vaginal com os dedos?

Muitíssimo baixo. Se o dedo tiver cortes ou feridas é possível se contaminar. Se o dedo estiver sangrando é possível transmitir. Porém, repetindo, o risco é muito baixo.

15) É possível a contaminação com o HIV se um mosquito picar uma pessoa infectada e imediatamente depois me picar? 

Não. Não existe nenhuma hipótese de transmissão do HIV por mosquitos.

16) É possível transmitir o HIV pelo leito materno?

Sim. O aleitamento materno é uma das vias de transmissão do HIV da mãe para o filho.

17) Partilhar brinquedos sexuais como vibradores e dildos podem causar transmissão do HIV?

Sim. Deve-se usar um novo preservativo no objeto a cada troca com o parceiro(a).

18) É possível pegar AIDS em banheiros públicos?

Não. O HIV não sobrevive fora do corpo humano no ambiente.

19) É possível pega AIDS partilhando lâminas de babear?

Sim, pouco provável, mas possível, principalmente se a pessoa usar um lâmina ainda com sangue fresco de uma pessoa contaminada.

20) É possível pegar HIV de uma pessoa contaminada mais ainda aparentemente saudável, ou seja, sem AIDS?

Sim. O fato da pessoa portadora do HIV ainda não ter critérios para AIDS ou qualquer doença aparente não significa que ela não possa transmitir o vírus. 

21) É possível pegar HIV através de tatuagens ou piercing?

Sim. Todo material que penetre a pele deve ser descartável. Se o profissional que faz a tatto ou coloca o piercing reutiliza material, há sempre risco de contaminação. Se o material for estéril e descartável, não existe risco.

22) O sangue de outra pessoa tocou na minha pele, posso ter sido contaminado?

O contato de sangue com pele íntegra não transmite o HIV. Basta lavá-la com água e sabão. Só existe risco se o sangue entrar em contato com feridas na pele ou mucosas (olho, boca, ânus ou vagina).

23) É possível pegar HIV através da mordida de uma pessoa infectada?

Sim. É raro, mas já existem alguns casos relatados quando a mordida causa lesão da pele.

24) É possível pegar HIV através de um arranhão?

Não.

25) É possível pegar HIV através de uma cusparada?

Não. 

26) Tosse ou espirro transmite HIV?

Não

27) Trabalho ou moro com uma pessoa portadora do HIV, devo tomar alguma precaução em relação a ela?

Não. A não ser que vocês tenham sexo desprotegido, ela não te contaminará; mesmo que vocês se beijem, abracem, usem os mesmos talheres, usem o mesmo banheiro, a mesma toalha, dividam a mesma cama etc...

28) Preciso lavar as mãos após ter tido contato com um paciente HIV positivo?

Não

29) É possível pegar HIV através de uma alimento propositadamente contaminado?

Não. Isto é uma lenda urbana. Sangue no ketchup, sêmen na sopa, água contaminada etc... O HIV não resiste ao contato com calor ou outras substâncias químicas. Além disso, o HIV é morto pela acidez do estômago. Não existe nenhum relato no mundo inteiro de contaminação pela ingestão do vírus.

30) Doar sangue pode me contaminar?

Não. Doar sangue não faz ninguém pegar HIV.

31) Se uma pessoa com HIV tocar no meu pênis, eu posso me contaminar?

Não. O HIV não vive no exterior do corpo. Não há HIV na pele das pessoas. 

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Saiba quais são os sintomas iniciais da infecção pelo HIV e quais doenças definem a AIDS 
Ao contrário do que muita gente pensa, ser portador do HIV não é igual a ter AIDS (SIDA). Para o diagnóstico de AIDS é preciso, além da presença do vírus, a coexistência de doenças causadas pela imunossupressão. 

O HIV age infectando e destruindo os linfócitos, células que fazem parte do nosso sistema imunológico. Este processo de destruição é lento e gradual, e os pacientes costumam permanecer assintomáticos por muitos anos. Isto significa que as pessoas podem ser portadoras do HIV por muito tempo sem necessariamente desenvolver a doença AIDS. 

A AIDS  surge quando o número de linfócitos torna-se muito baixo e a quantidade de vírus no sangue (carga viral) muito alta. Com poucos linfócitos viáveis, o organismo se torna mais vulnerável a infecções, ficando susceptível a diversos tipos de vírus, bactérias, fungos e até tumores.

Na verdade, o vírus HIV em si provoca poucos sintomas. A gravidade está nas infecções oportunísticas, aquelas que se aproveitam da fraqueza do sistema imunológico para se desenvolver.

Todavia, o HIV em alguns casos pode também causar sintomas. Logo após a contaminação pelo vírus podemos ter um quadro chamado de infecção aguda pelo HIV, que nada tem a ver com a AIDS. É um quadro semelhante a qualquer virose comum, que o ocorre por uma reação do corpo à presença de um vírus novo.
Sintomas HIV - AIDS
Sintomas da infecção aguda pelo HIV (clique p/ ampliar)
Neste texto vamos falar sobre os dois quadros clínicos causados pelo HIV: 

a) Infecção primária pelo HIV (infecção aguda pelo HIV).
b) AIDS (SIDA).

a) INFECÇÃO AGUDA PELO HIV

Chamamos de infecção aguda pelo HIV o quadro de infecção viral que surge dias após o paciente ter sido contaminado pelo vírus.

Uma grande quantidade de sinais e sintomas podem estar associados à infecção aguda pelo HIV. Muitos destes sintomas são inespecíficos e ocorrem também em outros quadros infecciosos, principalmente infecções respiratórias por outros vírus, como gripes, resfriados, mononucleose, etc. 

O sintoma mais comum da infecção aguda pelo HIV é a febre (38ºC a 40ºC), que ocorre em mais de 80% dos casos.

Também são muito comuns:
  • Faringite sem aumento da amígdalas e sem presença de pus ( leia: DOR DE GARGANTA - FARINGITE E AMIGDALITE )
  • Manchas vermelhas na pele (rash) que ocorrem 48 a 72h após o início da febre e costumam durar entre 5 e 8 dias. Este rash costuma se apresentar como lesões arredondadas, menores que 1 cm, avermelhadas, com discreto relevo e distribuídas pelo corpo, principalmente no tórax, pescoço e face. Também podem acometer solas dos pés e palmas das mãos.
  • Aumento de linfonodos (ínguas) principalmente em axilas e pescoço.
  • Dores articulares, musculares e cefaleia (leia: DOR DE CABEÇA - ENXAQUECA, CEFALÉIA TENSIONAL E SINAIS DE GRAVIDADE)
Em 10% dos casos pode haver também aumento do fígado e/ou baço, úlceras orais, anais e genitais, diarreia e vômitos (podendo levar ao emagrecimento de até cinco quilos).

A úlceras parecem estar relacionadas ao ponto de entrada do vírus nas mucosas, semelhante ao que ocorre na sífilis (leia: SINTOMAS DA SÍFILIS). Úlceras orais indicam contaminação por sexo oral ativo e as úlceras anais por sexo anal passivo. Do mesmo modo, podem haver úlceras vaginais e penianas.

Existem também casos descritos de hepatite, pneumonia e pancreatite (leia: PANCREATITE CRÔNICA E PANCREATITE AGUDA) causados pela infecção aguda do HIV. Em raros casos também pode ocorrer candidíase oral ou vaginal.

Tipicamente, os sintomas de infecção aguda pelo HIV iniciam-se entre 2 e 4 semanas após a exposição ao vírus. Porém, já foram descritos casos com até dez meses de intervalo.

Como se pode notar, os sintomas da infecção aguda pelo HIV são inespecíficos, comuns a várias outras doenças. É muito difícil estabelecer um diagnóstico apenas pelo quadro clínico Por isso, mais importante que os sintomas em si é o tempo de intervalo entre o comportamento de risco (sexo sem preservativos ou compartilhamento de agulhas) e o aparecimento dos mesmos.

De qualquer modo, o diagnóstico não é clínico já que várias doenças têm o mesmo quadro, sendo necessário a realização das sorologias ou da pesquisa do vírus para confirmação (leia: SOROLOGIA PARA HIV / AIDS. COMO E QUANDO TESTAR?).

Os pacientes na fase aguda do HIV apresentam carga viral elevadíssima estando, portanto, altamente contagiosos neste momento (leia: SAIBA COMO SE PEGA E TRANSMITE HIV E AIDS (SIDA)).

O quadro de infecção aguda pode durar até duas semanas, depois desaparece e o HIV fica silenciosamente alojado no corpo por muito anos. Após a fase aguda, a carga viral (contagem de vírus circulante no sangue) cai e se estabiliza em níveis baixos.

b) SINTOMAS DA AIDS (SIDA)

O término da infecção aguda costuma coincidir com a positivação da sorologia anti-HIV, ou seja, os exames de sangue para a pesquisa do HIV passam a ficar positivos.

O HIV ataca e destrói as células de defesa chamadas linfócitos CD4. A síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA ou AIDS) é um quadro de imunossupressão (queda do sistema imune) por níveis baixos de linfócitos CD4, o que favorece o surgimento de infecções oportunistas.

Chamamos de infecções oportunistas aquelas que se aproveitam da queda no nosso sistema imunológico para nos atacar. Infecções oportunistas existem não só na AIDS, mas também em pacientes transplantados, em quimioterapia, com câncer, ou qualquer outra condição que leve à imunossupressão.

Para se estabelecer o diagnóstico de AIDS é preciso estar infectado pelo HIV e:

1) ter uma contagem de linfócitos CD4 menor que 200 células/mm3; ou
2) apresentar uma das doenças definidoras de AIDS, que são:
  • Candidíase pulmonar ou traqueal.
  • Candidíase de esôfago (leia: O QUE É A CANDIDÍASE ?).
  • Câncer de colo uterino invasivo (leia: HPV | CÂNCER DO COLO DO ÚTERO | Sintomas e vacina).
  • Coccidioidomicose disseminada (uma infecção fúngica).
  • Criptococose extrapulmonar (também uma infecção fúngica).
  • Criptosporíase intestinal (doença parasitária).
  • Citomegalovírus (doença viral).
  • Encefalopatia do HIV (lesão cerebral pelo HIV).
  • Herpes simples crônica (mais de um mês de duração) ou disseminada (leia: DST - HERPES LABIAL E GENITAL).
  • Histoplasmose disseminada (infecção fúngica).
  • Isosporíase intestinal crônica (doença parasitária).
  • Sarcoma de Kaposi (neoplasia típica da AIDS) (leia: SARCOMA DE KAPOSI).
  • Linfoma de Burkitt.
  • Linfoma do sistema nervoso central (leia: O QUE É UM LINFOMA ?).
  • Infecção disseminada por Mycobacterium avium complex (infecção bacteriana).
  • Tuberculose disseminada (leia: SINTOMAS DE TUBERCULOSE).
  • Pneumonia pelo fungo Pneumocystis carinii (também chamado Pneumocystis jirovecii).
  • Pneumonias recorrentes (leia: QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA PNEUMONIA ?).
  • Leucoencefalopatia multifocal recorrente (doença viral que ataca o cérebro).
  • Sepse pela bactéria salmonela (leia: O QUE É SEPSE E CHOQUE SÉPTICO ?).
  • Toxoplasmose cerebral (leia: TOXOPLASMOSE | Sintomas, IgG e tratamento).
  • Síndrome consumptiva (emagrecimento) do HIV.
Qualquer paciente que apresente uma das doenças acima provavelmente possui alguma deficiência imunológica, pois são problemas de saúde que não costumam surgir em indivíduos com sistema imune perfeito. As doenças listadas acima são típicas de pacientes com imunossupressão, não necessariamente por AIDS. Sua presença, porém, indica obrigatoriamente a investigação do HIV, caso não haja uma causa óbvia para a imunossupressão, como por exemplo, uso de drogas imunossupressoras ou quimioterapia.

Não existe um quadro clínico único da AIDS. A apresentação clínica vai depender do tipo de doença que se desenvolver e os órgãos afetados. Se você me perguntar qual os sintomas da AIDS, eu vou responder: - Depende, há vários.

As doenças mais típicas da AIDS são a candidíase de esôfago, a tuberculose (que na forma pulmonar pode ocorrer também em pessoas sem HIV), o sarcoma de Kaposi, a toxoplasmose cerebral, a pneumonia pelo fungo P.carinii e a citomegalovirose.

A imunossupressão além de facilitar o surgimento de infecções, também aumenta a frequência de neoplasias malignas. Cânceres como o de colo uterino (leia: SINTOMAS DO HPV E CÂNCER DO COLO DO ÚTERO) se tornam extremamente agressivos e linfomas são muito mais frequentes na AIDS do que em pessoas sadias. Outros como o Sarcoma de Kaposi são típicos de imunossuprimidos, principalmente em homossexuais (leia: SARCOMA DE KAPOSI).

Aquela imagem do paciente com AIDS, caquético, cheio de lesões de pele e candidíase oral, já não é mais tão comum. O tratamento avançou muito nos últimos anos e boa parte dos doentes mantém seus níveis de CD4 elevados, impedindo a ocorrência de infecções oportunistas. Os pacientes já são diagnosticados mais precocemente e o tratamento costuma ser iniciado antes de fases avançadas da doença.

Mas o HIV ainda não tem cura e ainda mata. Na verdade, quem leva ao óbito não é o HIV, mas sim as infecções oportunísticas e neoplasias secundárias à imunossupressão.


“A aids não tem preconceito. Previna-se”

                                                                                                         A proposta do Ministério da Saúde é estimular a reflexão sobre uma sociedade menos preconceituosa, mais solidária e tolerante à diversidade sexual e às pessoas vivendo com HIV/Aids  .                                                                       Neste carnaval não se esqueça de usar sua melhor fantasia a Camisinha!!Beijo na bôca!!!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


       A Aids não tem preconceito... você?                                 A Aids é uma doença que não leva em consideração nenhum requisito que a gente possa pensar em nos dê alguma garantia de segurança: atinge crianças, jovens, adultos e até velhos; ela não quer saber se a pessoa é limpa/suja, rica/pobre, bonita/feia, religioso/ateu, branco/negro/oriental... Transou com alguém infectado com o HIV e não usou camisinha, ela pode se instalar!


A gente precisa fazer o mesmo para combatê-la: não importa quem seja nosso parceiro(a) sexual, usar a camisinha em todas as relações sexuais. Não podemos mais nos colocar em situação de vulnerabilidade. Quem ama precisa confiar, desconfiando. O sexo é um impulso muito forte e de difícil controle quando acontece o desejo e a oportunidade.

Quando o assunto é AIDS, independente do sentimento que rolou entre o seu namorado e outra garota, se eles transaram e, ela estava infectada pelo HIV ou vice-versa, o risco de ser contaminado pelo vírus da Aids existiu. Se não usar a camisinha, o garoto vai colocar sua vida, também, em risco.

É muito importante que todos acreditem em seus valores e sentimentos e, principalmente, a garota não se sinta intimidada na negociação da camisinha. Se o garoto gosta mesmo da namorada, deve se sentir orgulhoso dela ser uma pessoa cuidadosa, que olha para a sua saúde e a dele.

Usar camisinha é uma questão de habilidade. Precisa treinar até saber colocá-la sem precisar pensar ou se atrapalhar. Os postos de saúde distribuem preservativo gratuitamente. Os pais devem falar com os filhos sobre prevenção. Só quebrando tabus e paradigmas é possível se prevenir contra as doenças sexualmente transmissíveis e barrar o avanço da AIDS.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, 
somente uma época na vida de cada pessoa 
em que é possível sonhar e fazer planos 
e ter energia bastante para realizá-las 
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. 

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente 
e desfrutar tudo com toda intensidade 
sem medo, nem culpa de sentir prazer. 

Fase dourada em que a gente pode criar 
e recriar a vida, 
a nossa própria imagem e semelhança 
e vestir-se com todas as cores 
e experimentar todos os sabores 
e entregar-se a todos os amores 
sem preconceito nem pudor. 

Tempo de entusiasmo e coragem 
em que todo o desafio é mais um convite à luta 
que a gente enfrenta com toda disposição 
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, 
e quantas vezes for preciso. 

Essa idade tão fugaz na vida da gente 
chama-se PRESENTE 
e tem a duração do instante que passa ==============================================================================================                                                                                       Prevenção para Positivos.
O HIV é uma doença 100% evitável. É importante lembrar que nós todos temos a oportunidade de ajudar a acabar com a propagação deste vírus mortal. Se você é HIV negativo, é importante lembrar como o HIV é transmitido e minimizar seu risco de contraí-lo, seja pela abstinência, sendo mutuamente fiel a um parceiro, usando preservativos a cada atividade sexual - incluindo oral, genital e anal, e, para aqueles que injetam drogas, não compartilhar agulhas. Obviamente, se você vive em uma cultura na qual não há direitos iguais, você pode não conseguir seguir estas orientações.
Saber se você é portador do HIV é o primeiro passo para certificar-se de que você nunca vai contribuir para espalhar a doença. O governo dos Estados Unidos tem até sugerido que o teste do HIV faça parte de um check-up médico regular. Não importa quem você seja, se você não sabe se é portador do HIV, por favor, faça um teste. Você pode ser testado confidencialmente ou anonimamente. Realizar o teste confidencialmente significa que o seu nome e o resultado do seu teste ficarão somente entre você o profissional que vai cuirdar do caso. Nos Estados Unidos e em muitos outros países, há leis severas que protegem a confidencialidade das informações entre o profissional da saúde e seus pacientes. Se você se preocupa com a confiabilidade, em muitos lugares, você pode realizar esse teste anonimamente. Desta forma, o seu nome não será revelado. Você pode entrar em contato uma unidade de saúde e, caso esse tipo de teste não seja realizado nesse local, eles o encaminharão para o centro mais próximo.
Se você é HIV positivo, você tem a oportunidade de ter a certeza de que não irá transmitir o vírus. Muitos de meus pacientes me disseram que não se sentem seguros de conversar com seus parceiros sobre o fato de serem portadores do HIV, porque têm medo de serem rejeitados. Até posso imaginar como seria passar por esse medo. Quando você descobre que é HIV positivo, mas não o revela, você passa a carregar um peso. Você tem chance de minimizar esse fardo. O ato de tomar a atitude de revelar a sua situação a cada parceiro em potencial cria uma liberdade de escolha que antes não existia. Você pode dizer a si mesmo, "eu não tive essa liberdade de escolha quando contraí o HIV, por que então tenho que oferecer essa liberdade aos outros?" Você pode não ter tido conhecimento disso no momento em que contraiu o HIV. Entretanto, agora você sabe que pode parar de transmitir o HIV. Esse pode ser o único trunfo que você possui sobre sua vida nesse momento e isso é um bom começo. Tome hoje a decisão de parar de transmitir o HIV.
Uma outra oportunidade para parar de transmitir o vírus é uma sugestão dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Eles recomendam que todos os indivíduos recentemente diagnosticados como HIV positivos forneçam voluntariamente os nomes e detalhes dos contatos de todos os parceiros sexuais anteriores aos serviços locais de saúde pública. A lista dos parceiros inclui aqueles que podem tê-lo infectado e aqueles que você pode ter exposto ao HIV. Esta notificação oferece aos parceiros a oportunidade de fazerem terapia e testes de HIV. A participação neste programa é inteiramente voluntária, e você pode decidir depois que você souber os resultados do seu teste. Você jamais será forçado a fornecer os nomes de antigos parceiros sexuais se você não quiser.
Sempre me perguntam se há riscos maiores para dois indivíduos infectados com o HIV que fazem sexo desprotegido ou que compartilham agulhas. Chama-se serosorting ou sorting serológico – a prática entre indivíduos HIV positivos que têm parceiros sexuais também HIV positivos, ao invés de parceiros HIV negativos, com o objetivo de evitar uma possível disseminação do HIV. Minha resposta não é muito comum e às vezes não muito bem aceita. Embora a intenção dos “serosorting” seja boa, prevenindo que indivíduos HIV negativos contraiam o vírus, a ciência não considera esta prática tão segura. Há muitas formas do vírus do HIV e alguns indivíduos podem estar carregando um tipo diferente do que o do seu parceiro. Além disso, com o tempo, o vírus do HIV tem sido exposto a um número de diferentes medicações e tem desenvolvido resistência – tem sofrido mutação ou mudado de tal forma o seu tipo, que esses medicamentos, e possivelmente outros da mesma classe ou grupo, não têm efeitos prolongados.
Quando dois indivíduos HIV positivos trocam fluidos corporais através do sexo desprotegido ou compartilhamento de agulhas, eles correm o risco de adquirir o vírus um do outro. Isso é chamado superinfecção. Visto que não se trata de uma ocorrência comum, alguns indivíduos acham que não há evidências suficientes para garantir o uso de preservativos, desde que ambos os parceiros sejam HIV positivos. Contudo, se você adquirir um outro tipo de HIV através de um comportamento de risco, as probabilidades de complicações são de 100% para você. Os médicos registraram os efeitos da superinfecção na contagem do CD4 de um paciente. Por exemplo, a contagem de CD4 de um paciente ficou estável por muitos anos. Após um encontro sexual desprotegido com um outro homem em um país estrangeiro, ele desenvolveu uma significativa queda na contagem do seu CD4, que nunca foi recuperada.
Uma outra maneira de aumentar as chances de não transmitir o HIV, se você estiver sob medicação antiretroviral, é tomá-la nas dosagens e nos devidos horários de acordo com a prescrição do seu médico. Quando você toma sua medicação conforme foi receitada, você realiza duas coisas. Primeiro, você reduz o risco de desenvolver resistência ao vírus do HIV. Segundo, você reduz a quantidade de vírus no seu corpo, que corresponde a sua carga viral, esperadamente, a um nível não detectável. Uma carga viral mais baixa diminui sua chance de transmitir o HIV. Tome a sua medicação conforme receitada, entretanto, isso não substitui as práticas sexuais seguras.
Outra maneira aumentar a chance de não transmitir o HIV é certificar-se de que você e seu parceiro sejam saudáveis e não tenham outras doenças sexualmente transmissíveis. Os estudos têm mostrado que o fato de ter outras doenças sexualmente transmissíveis ao mesmo tempo em que você está fazendo sexo desprotegido aumenta o risco de transmitir e de contrair o HIV. Estar livre de outras doenças sexualmente transmissíveis não substitui, em absoluto, práticas sexuais seguras. Proteções tais como preservativos e isoladores dentais (dental dams) sempre fazem parte do sexo seguro.
Não importa quem você seja, você é um indivíduo valioso e sua vida é importante assim como a vida das pessoas da sua comunidade. Cuide de você e daqueles que estão à sua volta. Faça escolhas saudáveis que eliminem ou reduzam seu risco de contrair o HIV.==========================================================

Por que fazer o teste de aids

Saber do contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. Quem busca tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha em qualidade de vida.
Além disso, as mães soropositivas têm 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto. Por isso, se você passou por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, faça o exame!
O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue. No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo uma gota de sangue da ponta do dedo. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento - CTA (ver localização pelo país). Os exames podem ser feitos inclusive de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, para facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente. Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (136).

A infecção pelo HIV pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no sangue. Esse período é chamado de janela imunológica.Você pode fazer o teste de aids em um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) ou nas diversas unidades das redes públicas de saúde. Ele pode ser feito de forma anônima e é gratuito. Ligue para o Disque Saúde (136) ou consulte a lista de unidades das redes públicas de saúde e veja o melhor local para você fazer o teste.
 

























quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


Há Momentos


Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.


Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.


Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.


As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.


A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.


O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.


A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.                                                  

Vacinação de soropositivos                                                                           O soropositivo deve ser avaliado por um médico antes de tomar qualquer vacina para se prevenir de doenças. Se estiverem com a imunidade muito baixa, não devem receber vacinas compostas por bactérias ou vírus vivos. Diversos estudos mostram que a resposta aos organismos invasores é menor em soropositivos com pouca concentração de linfócitos T CD4+, células de defesa do organismo. Por isso, normalmente os soropositivos sintomáticos não têm boa resposta às vacinas. Portanto, na tentativa de obter uma resposta imunológica ideal, todas as vacinas devem ser dadas no curso da infecção pelo HIV, o mais precocemente possível.


Orientações para adultos
  • Vacina contra a bactéria causadora da pneumonia (pneumococo): a resposta é melhor na fase em que as células CD4+ estão acima de 350/mm3.
  • Vacina contra hepatite B: deve ser tomada somente quando indicada pelo médico. Indicações para: usuários de drogas injetáveis, homossexuais sexualmente ativos, prostitutas, homens e mulheres com atividade sexual e doenças sexualmente transmissíveis ou mais de um parceiro sexual nos últimos seis meses e pessoas que vivem na mesma casa ou tiveram contato sexual com portadores da hepatite B.
  • Vacina contra a bactéria causadora da meningite (Haemophilus influenzae tipo b): a resposta é mais eficiente nos estádios precoces da infecção pelo HIV.
  • Vacina contra tétano-difteria: a recomendação geral é de uma dose de reforço a cada 10 anos.
  • Vacina inativada contra o vírus causador da poliomielite: é preferível à vacina oral, no soropositivo e seus comunicantes próximos.
  • Vacina contra a gripe A H1N1 (gripe suína): deve ser tomada somente quando indicada pelo médico.

 DEPOIMENTO:RECUPERANDO-SE DE AIDS (por Dan Wray)

“Descobrir que eu tinha AIDS em janeiro de 1998 foi devastador, especialmente por estar no hospital extremamente doente, com pneumonia Pneumocystis Carinii (PCP, um tipo de parasita bacteriano da pneumonia) e respirando com dificuldade. Durante essa época, um querido amigo meu chamou uma praticante de Reiki que ele conhecia, e pediu-lhe para ir me visitar no hospital.
Eu não entendia porque essa senhora que eu mal conhecia iria querer sentar ao meu lado vários dias na semana, por uma hora de cada vez, especialmente quando eu quase não conseguia falar na maior parte do tempo.
Lembro dessa desconhecida me perguntando se eu permitiria que ela me visitasse e enviasse energia de cura. Apesar de não entender completamente o que ela dizia, eu assenti – tentaria qualquer coisa.
Depois de três semanas no hospital, eu finalmente me recuperei o suficiente para ir para casa, mas não estava preparado para lidar com o que aconteceria durante os quatro meses seguintes – quatro meses que mudaram minha vida para o pior e para o melhor.
Durante os quatro meses seguintes, eu literalmente fui carregado para a sala de emergência do hospital e diagnosticado com algo diferente a cada mês, e a cada mês eu ficava internado por um mínimo de duas a três semanas. Em janeiro e março sofri de pneumonia (PCP), e em fevereiro tive uma severa reação de paralisia por causa da medicação da AIDS. Mas talvez a época mais devastadora foi em abril, na semana do meu aniversário, quando contraí um parasita intestinal oportunista e o Cytomegalovírus (CMV retinitus), uma rara cepa de vírus que usualmente causa cegueira.
Vários médicos que estavam me tratando disseram que eu devia colocar meus assuntos em ordem, porque não lhes parecia que meu corpo sobreviveria por muito tempo às doenças relacionadas com a AIDS.
Não obstante, a cada mês os médicos se surpreendiam que eu me recuperasse.
Eu agora atribuo muito da minha recuperação ao Reiki e às orações que estava recebendo.
Ainda assim, depois da quarta vez em que estive na sala de emergência, cheguei ao meu limite e pedi a Deus que, por favor, me deixasse morrer. Eu não podia mais aguentar, e pela primeira vez na vida, achei que podia encontrar algum meio de dar fim à minha vida rapidamente, se mais alguma coisa ruim acontecesse com meu corpo.
O que se segue é um trecho de carta que eu escrevi nessa época:
‘Querida família e amigos,
Eu realmente preciso desabafar... eu tenho gritado no meu travesseiro, batido meus punhos na mesa algumas vezes e não páro de chorar.
O que eu supostamente estou fazendo quando sigo tudo o que os médicos dizem, tomando a iniciativa de ir além da medicina convencional, prosseguindo através das atitudes, e meu corpo ainda assim não responde, e continua indo na direção oposta?
No momento eu só estou realmente esgotado de olhar para o ‘bem’ que há lá fora – as lições a aprender em algum lugar sobre tudo isto.
No momento, eu só me sinto como que desistindo... Não sei como ou o quê fazer bem agora.
Como é que vocês fazem para prosseguir quando tudo parece tão sombrio, e vocês já fizeram tudo o que se supõe que há para fazer ou que são capazes, e ainda assim as coisas ficam fora do controle?
Eu só sinto a perda deste momento...
Visto que eu ainda estava sem poder caminhar, depois de enviar a carta pelo correio, peguei o primeiro ônibus que passou – uma volta para lugar algum – não esperando ver nada, mas ao mesmo tempo esperando desesperadamente encontrar alguém.
Eu sei que isso soa irracional, até doentio, e não é prudente para alguém tão debilitado, mas eu só queria me afastar, me perder, me tornar alguém diferente... eu só queria chorar.
Fui até o final da linha do ônibus. Caminhei pelos arredores tentando contemplar coisas, pedindo a Deus por orientação sobre o que estava me acontecendo, porque eu não podia encontrar minha fé para prosseguir, e estava tão triste e sozinho.
O caso é que eu me sentia bem com o pensamento da morte, porque até essa época havia tido uma vida cheia e muitas coisas boas tinham me acontecido anteriormente, como o amor dos amigos e da família. Mas eu não estava pronto para continuar a viver assim.
Depois de algumas horas chorando muito, tomei o ônibus de volta para casa.
Bem, na viagem de volta, entrou no ônibus um rapaz cego. Ele estava sorrindo e obviamente de bom humor – ele não devia ter mais de 21 anos de idade.
Eu olhei para ele, observando-o um pouco, maravilhado. Mesmo sendo cego, esse rapaz que entrou sozinho no ônibus fez, com seu contentamento, minha mente ver mais claramente.
Fiquei grato por estar sendo exposto a uma perspectiva diferente das coisas, de modo muito simples mas muito importante.
Eu ainda estava sozinho, não fiquei subitamente alegre, mas não estava mais tão desanimado, de algum modo.
Eu havia recebido uma bênção – não fiquei cego com o CMV, e ainda podia ver a beleza à minha volta.
Sim, eu ainda estava enfraquecido, mas percebi que o Universo estava jorrando sobre mim e guiando meu caminho.
Nessa época, meu corpo ainda tinha reações muito adversas ao tomar os medicamentos para a AIDS, os quais eram uma crescente preocupação dos médicos, porque meus rins e fígado estavam ficando perigosamente intoxicados. Uma decisão precisava ser tomada dentro de duas semanas: ou eu parava de tomar os medicamentos da AIDS ou continuava com eles, destruindo meus rins e fígado completamente.
De qualquer modo eu me sentia numa armadilha – não importava o que fizesse, parecia não haver um jeito de voltar a ficar saudável.
Mas novamente, timming Divino é perfeito; e eu fui apresentado a um médico tibetano que atendia pessoalmente o Dalai Lama. Mais surpreendente era o fato de que ele somente visitava os USA uma vez por ano, e eu o encontrei exatamente quando mais precisava. Seus tradutores lhe contaram minha situação e então ele tomou meu pulso, enquanto fazia o que parecia ser algum tipo de meditação.
Ele me disse para não parar de tomar meus medicamentos, e prescreveu ervas tibetanas especiais, e também abençoou uma ametista, a qual me deu.
Essa foi a mais estranha consulta médica que eu jamais tive.
Peguei esse estranho punhado de ervas que vinham da Índia, e carreguei a ametista comigo todos os dias. Para meu espanto, em 30 dias meus rins e fígado voltaram ao normal e eu não mais experimentei nenhum efeito adverso das medicações.
Meus médicos ficaram surpresos com a recuperação milagrosa que meu corpo teve em somente um mês. Afortunadamente eles eram abertos a esta terapia alternativa, então me encorajaram a continuar com as ervas, mas eu não lhes falei sobre a ametista.
Os anos que se seguiram a 1998 foram passando com alguns poucos momentos positivos, como aqueles que eu já mencionei, ainda que eu continuasse a ter muitos momentos de depressão mental, física e emocional. Estar tão doente me forçou a uma ‘invalidez’; meu peso foi de 68 kg para 57 kg; minhas células T podiam flutuar entre 27 e 80, enquanto a contagem do vírus HIV em meu corpo podia flutuar entre 100.000 e 160.000.
Eu havia estado com vários médicos desde o diagnóstico de AIDS em 1998, e finalmente encontrei um que estava disposto a me monitorar em novas terapias mais agressivas, e também aconteceu de ele ser um praticante de Reiki nível I.
O Dr. Shawn Hassler tem um consultório na parte baixa de São Francisco e é membro do California Pacific Medical Center, um hospital que estuda os efeitos do Reiki nos pacientes. Dr. Hassler é um dos mais maravilhosos e brilhantes médicos que eu já vi – ele está sempre uma milha adiante dos seus pacientes.
Ele acredita e encoraja os pacientes a tentar Reiki e outras terapias complementares junto com os tratamentos ocidentais.
E foi nessa época que o Reiki me foi reintroduzido. Toda vez que eu tinha uma sessão de Reiki, podia sentir uma carga estimulante, como quando visitava o psicólogo; e me sentia mais alto, como quando ia ao quiroprático.
Eu saía sorrindo, e me sentia tão bem que respirava profundamente com contentamento, como se tivesse acabado de visitar um amigo querido.
Como eu podia ter me esquecido de algo que havia tido uma influência tão importante na minha vida? Como é que eu nunca mais tentei o Reiki depois do meu primeiro ano doente? Eu decidi que precisava aprender muito mais sobre Reiki.
Continuei recebendo tratamento de Reiki e me iniciei nos níveis I e II para também poder distribuir essa dádiva a outros. Conforme eu me tornava praticante de Reiki para outros pacientes de AIDS, minha vida começou a se transformar de maneiras incríveis.
Uma das coisas que eu achei particularmente incrível é que até me decidir a praticar Reiki, não notava melhoras consistentes na minha saúde. Isso só aconteceu depois que fui iniciado nos níveis I e II e comecei a aplicar em outras pessoas com AIDS; pois percebi que minhas células T finalmente aumentavam continuamente e o vírus HIV em meu corpo se tornava mais indetectável a cada exame de laboratório que chegava.
Não estou dizendo que o Reiki é a resposta para todos os que estejam criticamente doentes, mas pela continuidade das aplicações, com cuidados médicos inovadores e de qualidade, além da mudança na alimentação e exercícios, eu sou capaz de ativamente fazer aquilo que quero.
No entanto, logo depois de receber minha iniciação nos níveis I e II, eu desenvolvi um câncer de cólon relacionado à AIDS, algo que normalmente só acontece com cães. Nas pessoas com o sistema imunológico deprimido, ele se aloja na medula espinhal, além de inibir a imunidade.
Para eliminá-lo eu tinha que fazer um tratamento de 3 ou 4 horas por semana, por 7 meses. Nem preciso dizer, meu espírito desabou. Havia muitos dias em que eu precisava de um bom e longo chôro.
Apesar de minhas células T caírem novamente e minha saúde estar oscilando, eu sentia paz e força toda vez que aplicava Reiki nos outros.
O câncer foi detectado cedo, então foi removido facilmente. No entanto, poucos meses depois da operação, retornou.
Foi quando eu comecei a me tornar intenso no auto tratamento de Reiki, usando as posições das mãos, respiração, e técnicas de meditação que encontrei no ‘The Original Reiki Handbook of Dr. Mikao Usui’ (de Mikao Usui e Frank Arjava Petter). Também comecei a praticar Qi Gong porque não tinha força para os exercícios de ginástica depois da minha operação do cólon.
Acho que o Qi Gong e o Reiki são práticas muito poderosas na minha vida, tanto espiritualmente quanto fisicamente. Eu recomendo muito o uso de ambas como método de construir força interior e calma ao espírito.
Graças a Deus, a segunda biópsia do câncer de cólon foi benigna, e não há traço dele em meu corpo.
Não posso explicar como, mas sinto algo forte e confortador enquanto estou aplicando Reiki nos outros, e finalmente me sinto em sintonia com o Universo.
Praticando Reiki I e II eu comecei a treinar para me tornar um Mestre/Professor de Reiki.
Hoje eu sei que não encontrei o Reiki, foi ele que me encontrou, e me conectou com Laurelle Gaia e Michael Baird, que me iniciaram no nível de Mestre.
Laurelle Gaia me ajudou tremendamente mostrando como focalizar o Reiki em minha glândula do timo para melhorar o sistema imunológico. Eu notei mudanças incríveis quando comecei a usar essa técnica e o poder dos cristais com Reiki.
Recomendo fortemente focalizar Reiki na glândula do timo para qualquer um que esteja com o sistema imunológico comprometido.
Uma outra técnica muito poderosa que Laurelle e Michael me ensinaram e que fez uma tremenda diferença na minha qualidade de vida, foi focalizar os símbolos do Reiki e a energia retornando ao Universo, aos meus guias e aos mestres ascensos.
Eu não tenho nenhum segredo para manter uma forte vontade de viver e uma atitude positiva, exceto dizer que tento aproveitar a ‘bebida’ que tenho em meu ‘copo’, em vez de olhar se ele está meio vazio ou meio cheio.
Não me considero realmente um otimista, apesar de estar sendo otimista na vida, mas me vejo mais como um pragmático com um lado espiritual muito forte.
É normal ter épocas difíceis, e aparecem situações que realmente transtornam, mas muitas pessoas se preocupam sobre o que pode acontecer ou não, e se esquecem de viver a beleza do presente – eu luto por esse equilíbrio constantemente.
Ensinando Reiki eu aprendi a não descartar minhas épocas difíceis, mas também, mais importante, a apreciar as coisas boas que faço no momento presente.
Também tenho aprendido com a meditação do Reiki (especificamente através da Jornada de Meditação Infinito Espectro, de Laurelle Gaia) a abraçar meus medos, aprender com eles, e liberar todo o julgamento e preocupação sobre eles. Abraçando os meus medos, eu nem lhe conto da força que agora sinto – ainda tendo a ser mais hesitante do que gostaria, mas não me sinto mais paralizado ou deprimido sobre não saber porque tenho/tinha medos.
Estou segurando todos os meus medos em minhas mãos, em vez de te-los me segurando ou me paralizando, ou mesmo me movendo para trás na jornada da vida.
O que descobri sobre o medo é que ele adora abraçar você, mas no momento em que você compreende ou pode dar um nome a ele (abraçar seu medo), então ele se torna cativo e sujeito às suas ações.
Utilizando uma afirmação da Jornada de Meditação – ‘Eu sou capaz de transformar a energia do medo que me tomava, para me fazer mais forte e galgar pequenos degraus adiante em minha vida’ – mesmo quando me encontro hesitante, posso continuar em frente.
Estou constantemente aprendendo lições com a AIDS e também sendo Mestre de Reiki. Uma lição muito importante é que o Reiki nem sempre funciona do modo como nós queremos, mas sempre funciona para o nosso mais alto benefício. Outra coisa que tenho compreendido é que ser Mestre de Reiki não significa que eu necessariamente vá ter um ‘insight’ extra numa situação complicada, ou que vá tomar as decisões certas em minha jornada, ou ser capaz de falar com uma sabedoria além da minha idade.
Talvez tornar-se um Mestre de Reiki somente alerte o Universo para trabalhar duro em manter-nos humildes. Talvez o Universo também nos ajude a ver que, mesmo que nos sintamos pequenos e por vezes inadequados, nós somos amados e somos muito importantes para o Universo.
Nem sei lhe dizer o quanto é importante agendar um tempo diário para exercícios e meditação (especialmente a Reiki Moving Meditation) e encontrar um reikiano ou Mestre Reiki que verdadeiramente emane a beleza e o amor que vem do Espírito Divino do Universo. Eu não tenho dúvida que Laurelle Gaia e Michael Baird brotaram na minha vida com o Reiki, então eu pude ver a beleza e o poder do Universo na época em que mais necessitava.
Laurelle e Michael são muito mais do que meus mestres – entre outras coisas eles têm me ensinado que o ‘timming’ Divino é perfeito. Eles se tornaram meus mentores, minha força nas horas difíceis, e meu encorajamento durante as vezes que duvido de mim mesmo ou do trabalho do Reiki em minha vida.
Depois de 6 anos lutando com a AIDS e seus efeitos adversos em minha saúde e finanças, eu posso dizer que o Reiki continua sendo uma poderosa diferença na cura em minha vida. Meu corpo está respondendo excepcionalmente bem aos medicamentos, e meu sangue está melhorando consistentemente de um ano e meio para cá. É difícil de acreditar que eu estou numa condição física melhor do que quando estava na faculdade. Estou mantendo um peso de 78 kg, células T acima de 300 e ainda subindo, e um nível indetectável de vírus HIV em meu corpo.
Tenho estado sem as ervas tibetanas por dois anos e ainda não vejo reações adversas da minha medicação. Dr. Hassler diz que está emocionado e inspirado em me ver seguindo na direção de um novo nível de vida.
Depois de lutar por tanto tempo e estando ‘oficialmente inválido’, trabalho em tempo integral, enquanto continuo a espalhar a beleza e as bençãos do Reiki.
Usei minha grade de cristais de Reiki para colocar um pedido ao Universo, por um cargo em uma empresa que pudesse também me permitir continuar praticando Reiki nos finais de semana. Bem, eu não só recebi o emprego, mas agora estou trabalhando como executivo da West Coast Regional, uma rede de roupas, e sou responsável por todas as lojas de Washington até a Califórnia, incluindo o Texas!
Fiz bem ao mencionar a importância da prática do Reiki nos finais de semana durante a minha entrevista, e o presidente da Companhia ficou tão impressionado com o meu desejo de continuar os serviços comunitários de ajuda aos doentes, que ele concordou em somente me ter viajando durante os dias de semana; então posso voltar a São Francisco para praticar Reiki aos sábados – um outro milagre que me mostrou o incrível poder do Reiki!
O Dr. Hassler, meus amigos, minha família e eu estamos muito animados com isso!
Dr. Hassler concordou em me deixar praticar Reiki em seu consultório nos finais de semana, o que tem sido outra resposta às preces. Eu recebo tanta força quando aplico sessões de Reiki, que às vezes correm lágrimas de puro prazer, por estar tendo essa cura em minha vida e ser capaz de vê-la ocorrer nas vidas de outras pessoas.
Sou muito grato pelo Reiki ter entrado em minha vida, melhorado minha jornada e me mudado para melhor.
Ainda tenho alguns dias difíceis, com dúvidas quanto a permanecer saudável, ser capaz ou ser ‘inválido’, praticar Reiki em tempo integral, encontrar alguém para ter um relacionamento amoroso, etc.
Então, percebo que minha força não vem de ser alguém especial ou do que tenho conseguido realizar, mas minha vitalidade vem do Universo e de minha jornada permanecendo aqui. É a jornada que me ajuda a crescer, me tornar forte, e me redescobrir numa nova luz.
Gaste um tempo para tocar a natureza, focalizar na beleza que está ao seu redor bem agora, e acredite no poder universal disponível a cada um de nós. Aprecie a beleza da centelha divina dentro de você – aprecie o que você tem no momento presente e respire profundo.
Possam o espírito e a bênção do Reiki estar com você!”
Dan Wray